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The Voice Austrália – S06E15 – The Battles 02

E as batalhas terminaram e partiram nossos <3 ahahaha

Minha gente, essa fase de batalhas durou menos que meu salário na minha conta e, rapidamente, fomos obrigados a nos despedir de excelentes candidatos. Antes de falar do episódio em si, preciso dar minha opinião sobre esse formato que o programa adotou. Bom, de forma geral, eu não gostei e o motivo principal é que tivemos um massacre em plena segunda fase do programa e isso forçou a eliminação precoce de bons candidatos.

Talvez, esse formato cairia bem em uma season fraca e nos pouparia de ver muitos candidatos ruins na terceira fase. O que não foi o caso dessa edição, e tudo que tivemos foram nocautes super corridos, que impediram que os coaches avaliassem com mais calma o que cada candidato poderia oferecer.

Com um número de batalhas reduzido, fomos obrigados a ver pareamentos que cortaram o coração. É verdade que alguns deles poderiam ser evitados, se alguns dos treinadores tivessem sido mais estratégicos e não fizessem pareamentos entre dois candidatos fortíssimos para proteger um candidato mediano em outro embate.

Sim, @Delta, estou olhando pra você. Gente, NADA, nenhum argumento nessa vida vai me convencer de que Delta fez o certo ao optar por avançar Tim e deixar cantores com mais identidade musical, como Kelsie e Ellis, irem para casa. Se pelo menos cada coach pudesse utilizar o bom e justiceiro steal, talvez o saldo final após essa fase seria mais positivo e justo. Não foi. Mas chega de choro, não é? Afinal de contas, ainda restam excelentes nomes na competição e, por eles,  acredito que o programa manterá seu nível e proporcionará bons lives.

Então, é hora de conhecer os últimos nomes do Top 12 e ver um breve balanço de como ficou cada team. Hoje comentam comigo Ícks e Lindomar e continuaremos com as  luvinhas. O candidato que estiver com mais luvinhas coloridas no final é o vencedor, segundo a nossa avaliação. Vamos à review? 😉 

Judah vs  Kelsie – “The Climb”  by Miley Cyrus #TeamDelta

Tati:  Eu já disse, mas não custa nada repetir: por que esse pareamento, meu Deus? Eu gosto muito do Judah e Kelsie é minha favorita desde que a revi nas blinds. Foi  MUITO triste saber que um deles iria se despedir do programa, enquanto Delta avança com Tim em outros pareamentos.  Judah tem técnica e controle vocais monstruosos, enquanto Kelsie, além de uma voz linda, tem toda uma singularidade como artista, um jeito de levar as canções que a torna única. A batalha em si me arrepiou do início ao fim. Deu pra ver que a canção era importante para ambos, já no ensaio eles choraram e eu chorei junto.  Judah, mais uma vez, foi vocalmente perfeito e, dessa vez, se conectou com a música de uma forma na qual não havia feito até aqui. Kelsie começou mais suave, mas  cada nota elevada me mostrou recursos vocais que eu não tinha visto até então. Em termos técnicos, eu não conseguiria apontar um melhor, porém, Kelsie me passou mais verdade enquanto cantava e, por essa razão, eu a escolheria.  Fora que quando essa menina canta, basta eu fechar meus olhos e ser levada para outra dimensão. Uma pena ter que dar adeus tão cedo para essa anjinha. 

Ícks: Eu sabia que isso iria acontecer desde o início. Sabia que Kelsie iria passar pela mesma situação da season 1 e que iria ser eliminada injustamente. Dito e feito. Ela não apenas dominou a música a partir do momento em que abriu a boca, como me fez querer que Judah simplesmente não voltasse a cantar. Ao contrário de sua batalha com Brittany, onde ela “apenas ” teve uma interpretação superior, aqui ela ganhou mais espaço vocalmente. Sua voz de veludo encaixou na canção perfeitamente enquanto o timbre agressivo de Judah, somado a tentativas desnecessárias de high notes, destoavam completamente da mesma. Delta parece ter feito aula com Jessie J e avançado com seu Chris Hoskins mesmo que ele não merecesse. Uma pena, pois a trajetória de Kelsie foi facilmente a mais consistente da temporada com três performances simplesmente irretocáveis

Lindomar:  Meu coração estava partido desde quando soube desse pareamento, ao ver o ensaio e ver Kelsie emotiva e vulnerável eu chorei junto porque sabia do destino que a esperava, afinal era o favorito da edição do outro lado. No ensaio podemos dizer que Kelsie deu um banho em Judah, mas ao vivo os dois a sua maneira se entregaram e fizeram valer cada segundo dessa batalha. Os primeiros versos de Kelsie, eu tava derretido completamente, Judah teve um momento lindo onde aumentou a intensidade e subiu levemente seu tom, enfim, amei forte Qualquer escolha aqui seria justa e o mais injusto disso tudo é não ter um steal para salvar quem perdesse 

Vencedor: Judah

Ronnie Adams vs Ruva  – “Human” by Rag’n’Bone Man #TeamSeal

Tati:  Eu não sei porque os coaches ficaram nesse fogo todo enquanto esses dois estragavam um pouco uma das melhores músicas de 2016. Ronnie começou fora do tempo, mas até o meio da apresentação estava indo bem. A voz dele é comum, mas ele ao menos sabe cantar. Eu adorei Ruva, tanto na blind quanto no nocaute, mas aqui algo não funcionou. Quando, nos ensaios, Seal disse que eles precisavam se impor mais, eu interpretei como “imprimir mais personalidade na apresentação”, não sair se esgoelando como Ruva fez. A propósito, eu senti  falta de mais energia e força nessa apresentação. Human tem letra e melodia completamente fortes, um tom abaixo ou disperso pode comprometer a apresentação. Enfim, achei uma batalha morna e muito gritada na parte final. Por ordem de menos desgosto, eu escolheria Ronnie. 

Ícks: Primeiramente gostaria de dizer que a gente ouviu essa música no The Voice US esse ano e ela não pareceu minimamente viva como nessa performance. Segundamente, gostaria de dizer que Ruva me ganhou da primeira a última nota. Não houve um só momento onde eu não fiquei impressionado com sua habilidade de trazer a música para o seu gênero sem destruí-la, o que seria fácil de acontecer com tantas coisas que ela fez vocalmente. Ela desconstruiu e reconstruiu a música, respeitando sua identidade original ao mesmo tempo em que tornava mais próxima do que ela era como artista, tanto que parecia que estávamos ouvindo uma música diferente quando ela cantava. Rennie apostou no seguro e fez um karaokê de alta qualidade técnica, mas passou longe de esbanjar a entrega de Ruva, o que resultou em mais em erro feio, erro rude na noite.

Lindomar:  Human é uma música do caralhooo, uma das minhas favoritas desde que descobri ano passado, ela teve suas versões no TVHOL (Yerri Rellum), TVUS (Jesse Larsson) e TVUK (Mo Aderinam), mas essa aqui me fez sentir saudades de todas as outras.O começo estava ótimo, mas ai Rennie esqueceu um dos seus versos e aquele blackout fez tudo ir ladeira abaixo. Rennie ficou nervoso e Ruva ativou a gritadeira que existia dentro de si, Entre ambos? Mesmo com a falha de Rennie, eu iria com certeza com ele, soube conduzir a canção e interpretar e não apelar para os gritos.

Vencedor: Ronnie

Robin Johnson vs Russel Francis- “7 years” by Lucas Graham #TeamGeorge

Tati:  Não esperava essa música para esse paramento. 7 years não é uma música fácil, tem muitas frases rápidas e conta uma vida em poucos minutos. Nos ensaios eu fiquei morrendo de medo de tudo dar errado, pois os meninos estavam atropelando as palavras. Na hora H, eles não atropelaram as palavras, mas isso não impediu que a apresentação fosse chatíssima. Russel é bem limitado tecnicamente e Robin não fica atrás, porém tem carisma e entrega no palco invejáveis. Eu ficaria com Robin exclusivamente por isso. Pois em termos técnicos, nenhum dos dois entregou algo digno. 

Ícks: Eu realmente não acho que preciso falar nada aqui quando todos os técnicos que não são Boy George falaram por mim. Russell ganhou essa batalha com tanta facilidade que a cara de pau de Boy George em avançar com Robin me deixou indignado até agora. Se eu achava que com Tim eu tinha alguém com quem birrar, Robin superou isso nessa battle.

Lindomar:  OMG, adoro essa song do Lukas Graham <3. A batalha foi toda de Russel ele dominou do início ao fim, os vocais sólidos e contidos persuadindo cada verso, enquanto Robin me irritava aos poucos. Acredito que a song choice passou longe de ser adequada para o Robin, ele tem uma voz muito singular que não encaixa com qualquer música, mas perante a batalha aqui, mesmo sendo mais básico ficou evidente que Russel venceu de longe e que George cometeu uma injustiça.

Vencedor: Robin

Fasika Ayallew vs Gemma Lyon – “Remenber me” by Jennifer Hudson #TeamKelly

Tati:  Um dos duetos mais óbvios dessa fase de batalhas, afinal, são duas artistas que se assemelham em algumas coisas. Para mim, Gemma entraria com um passo à frente em relação à Fasika já que é visível o quanto Kelly gosta da moça. Mas Fasika entrou para surpreender a todos e eu não esperava uma apresentação como a dela. Ela simplesmente foi melhor em todos os sentidos que Gemma, vocalmente falando e no domínio da canção. Fora a elegância e controle no palco. Gemma não fez nada errado, mas não brilhou ao meu ver. Creio que a song choice tenha permitido isso, já que não é uma música com “aquele momento”. No geral, foi uma batalha agradável e eu escolheria Fasika facilmente. 

Ícks: Essa batalha me deixou meio frio. Não me empolguei com nenhuma e não senti particularmente uma conexão íntima de nenhuma delas com a música e a única coisa que sobra pra avaliar são os vocais. E nestes, Fasika demonstrou uma habilidade melhor para lidar com, um controle mais palatável, enquanto Gemma, como disse Kelly, quer se dar tanto que acaba sendo excessiva. Escolha correta de Kelly que, pasmem, foi a única dos três coaches que acertou nas três decisões.

Lindomar:  Morto que Fasika não conhecia a song, mas acabou sendo ótimo para ela, afinal ela não precisaria tentar copiar o original. O começo da performance me arrepiou, as duas estavam conectadas com a letra e realmente estavam ali para lutar por uma vaga na próxima fase. O que mais me surpreendeu foi que não teve gritos e berros, foi tudo controlado, na medida certa e Fasika venceu por ser melhor e mais versátil mesmo.

Vencedor: Fasika

Annalisse Walker vs Berni Harrison – “California Dreamin” by The Mamas & the Papas #TeamSeal

 

Tati:  Outro confronto que dá um apertinho no coração, mas que é totalmente compreensível. De um lado Berni, dona de um timbre maravilhoso, mas ainda iniciante. Do outro, Annalisse, que também possui uma linda voz, mas demonstra ter mais maturidade no palco. Sinceramente, eu esperava um domínio TOTAL de Annalisse, mas o que vi foi um confronto até equilibrado. Berni me decepcionou um pouco em seu K.o, se apoiando apenas em seu timbre, mas aqui foi possível ver que ela tentou trabalhar sua voz de outras formas. Ficou nítido que ela se esforçou bem mais que sua oponente, mas é que Annalisse já havia demonstrado  maior maturidade vocal nas apresentações anteriores. Para mim, as duas arrasaram nas notas altas e eu fiquei na dúvida sobre qual eu escolheria em toda a apresentação. Eu levaria Berni pelo esforço e por ter cantado algo totalmente fora de sua zona de conforto com o máximo de entrega possível, mas que tristeza ver Annalisse sair assim. </3. 

Ícks: É realmente revoltante ver esses dois nomões juntos quando Seal poderia colocar Berni vs Ruva e Annalisse vs. Rennie, que seriam pareamentos que explorariam o melhor de cada um dos membros do time. Infelizmente, ele pegou duas cantoras extremamente diferentes e escolheu uma música que serviu completamente a uma delas (Berni) enquanto retirou a outra completamente de sua zona de conforto (Annalisse). Sendo assim, foi difícil assistir a essa battle vendo duas favoritas minha combatendo, vendo uma esbanjando conforto naquele palco enquanto outra tentava fazer de tudo para se adequar a uma música que não conversa com ela como artista. E o pior de tudo é que mesmo assim, o resultado final foi equivalente, o que só prova que Annalisse era a escolha certa para avançar. E eu já estava confiante neste avanço até ver Seal, pela primeira vez em três temporadas, levar em conta o agora, o imediato e não o histórico ou o potencial. A expressão de Kelly após o anúncio da vitória de Berni me representa aqui e espero mesmo que Berni consiga entregar performances de alto nível, apresentações que apaguem este resultado da minha mente porque, ao lembrar que tanto no histórico quanto (discutivelmente) nesta battle, Annalisse foi superior, fica difícil não sentir um sabor amargo com este resultado.

Lindomar:  Ai que dor, mais uma batalhas da meninas indie <3! Elas estão sendo dizimadas, eu não aceitoooooooo! Como na battle Lucy vs Camryn, tivemos um forte equilíbrio durante todo tempo. Achei que o começo favoreceu Berni e o final foi de Annalisse, cada uma se destacou em um momentos e muito devido aos versos que elas tiveram que cantar, mas no geral que senti que Berni sentiu mais a música e acho que ela é mais singular e tem mais a oferecer ao programa.

Vencedora: Berni Harrison

Hoseah Partsch vs Nathan Kneen – “Bridge over Troubled Water ” by  #TeamGeorge

Tati:  Uma song choice coerente para esse pareamento e que não prejudicou ninguém, visto que se tratam de cantores com estilos diferentes. É um pouco difícil para mim falar desse tipo de batalha, pois eu acho tão chato, gente. Sendo bem honesta ahahaha. Mas não serei injusta em dizer que a batalha foi ruim, pois não foi. Cada um tem seu estilo e conseguiu segui-lo dentro da apresentação. Nathan é absolutamente clássico e mesmo com uma música que não se encaixava exatamente em seu estilo, conseguiu deixar sua marca com um timbre mais grave. Hoseah é extremamente emocional e, dessa vez, não consegui sentir tanta emoção assim. Devo confessar que o acho um pouco ultrapassado, mas na batalha, ele me pareceu mais confortável e com um timbre mais agradável, por essa razão, eu ficaria com ele. 

Ícks: A ausência de sentimento em dois participantes que se preocupam mais com técnica já era esperada, mas assim mesmo, ver uma versão tão apática de Bridge Over Troubled Water me chocou. Em nenhum momento sequer houve o mínimo de conexão ou compreensão por parte de nenhum deles. Ambos estavam tão preocupado em entregar vocais corretos que esqueceram de mergulhar na música, de viver a história contada por ela e isso tornou extremamente difícil ver essa battle por completo. Eu iria com Nathan, pela maturidade técnica, mas é como trocar 0 por -0, no final, o saldo continua sendo nulo.

Lindomar: Soul vs Opera. Olha eu senti apenas tédio vendo isso aqui, que morte horrível ver um cantor de opera e um de soul cantando uma song em um ritmo diferente do usual para eles na tentativa de harmonizar as vozes, enfim, para mim não rolou. Avançaria com Hoseah apenas por achar que a Austrália tende a gostar dele.

Vencedor: Hoseah

E assim terminamos o último episódio de batalhas. Fazendo um balanço geral, apesar da falha no formato, eu achei o nível dessa fase muito bom. Tenho pelo menos três batalhas que verei, pelo menos, até o ano que vem, ahaha. Sendo assim, meu Top5 de melhores batalhas ficaria assim. 


1. Judah Kelly vs. Kelsie Rimmer – The Climb
2. Camryin vs Lucy – Issues 
3. Bojesse vs Sally – Dancing On My Own 
4. Sarah Stone vs Lyn Bowtell – Why
5. Annalisse vs Berni – California Dreamim

Uma vez finalizada a fase de batalhas, os times ficaram assim: 

É um Top 12 ruim? Não mesmo! Consigo destacar  três nomes acima da média: Lucy, Judah e Sarah. E vejo muito potencial em Bojesse, Robin, Berni, Claire e Fasikah. Tem ainda aqueles que eu não me importo como Spencer, Hoseah e Ronnie, além do arrastadíssimo Tim, esse é quero que saia o quanto antes. Mesmo com tantas perdas precoces como Kelsie e Camryn, para mim, o saldo do TOP12 ainda é positivo e tenho esperanças de bons lives. Por falar nas fases ao vivo, ao que tudo indica, teremos cinco semanas  de lives, com dois candidatos saindo por semana até a finalíssima. Ou seja, nada de massacre, graças a Deus. Sei que é praticamente impossível acontecer, mas estou torcendo muito por um wild card. Queria muito que minhas meninas voltassem para terem mais chance de cantar.

Fazendo um balanço dos times, ainda acho o Team Delta o mais forte, por motivos de Judah! Ele está com uma popularidade imensa e se eu tivesse que apostar meus R$8  que tenho na conta, apostaria nele  como provável vencedor.  Tenho visto muitos comentários positivos para ele nas redes sociais e nos blogs australianos sobre o programa.  Team Seal tem uma dupla indie muito forte e, como os australianos valorizam esse estilo, apostaria que elas também podem ir longe. Team George conseguiu montar um time que com artistas que ele demonstrou gostar muito desde as blinds e tenho a impressão que ele vai apostar forte em Sarah e Robin. Sinceramente, acredito em ambos. Team Kelly para mim é o mais fraco de todos, mas Bojesse apresentou um crescimento absurdo desde as blinds e também acredito que ele tenha futuro na competição. Vamos ver, minha gente.
Então é isso pessoal! Vou ficando por aqui e, provavelmente, volto nas semi-finais. Até lá. =)

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Tatiane Silva

Sou uma Social Media e Community Manager que ama tanto o que faz, que acaba fazendo isso quase que o tempo todo. Eu moro na internet, por isso acrescento doses diárias de cultura inútil e memes que é pra eu não me entendiar. Amo realities musicais, gasto horas em grupos de discussão e sou viciada em coisas que me fazem dar boas risadas e esquecer da minha conta bancária negativada.

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