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This Is Us – S01E16 – Memphis

É preciso desconstruir para construir 

Até para retratar a morte, This Is Us faz isso da forma mais linda possível e é engraçado como cada um desses personagens, dessas histórias fazem parte de nós, das nossas vidas. A morte de William era algo inevitável desde sua aparição na série  e eles sempre nos preparam para isso, só que com o decorrer do episódio em que conhecemos mais dele, da história dele, eu queria tudo, menos que ele morresse e eu acho que esse era o objetivo, sentirmos a dor da perda de alguém tão querido que tinha tanto para mostrar mas se foi tão cedo.

A morte  de William já estava marcada Desde o inicio do Episódio  quando Rendall acata o pedido do pai e o leva de voltar a sua cidade natal em Memphis mesmo contra a vontade de sua esposa. E dai em diante só somos levados a uma viagem totalmente emocional e cheia de sentimentos que nos toma por completo

E em cada cena, vimos William se despedindo da sua breve passagem pela vida e de como ele é grato por tudo apesar dos pesares. Fiquei encantado com tanta calma e tranquilidade, enquanto Rendall é todo preocupado e não consegue curtir o momento, William não gosta da pressa e nem das preocupações, amei quando ele jogou o mapa pela janela, pediu para abaixar o vidro do carro e aumentar o som, pois, eles iriam chegar em Memphis da melhor maneira possível: curtindo cada momento.

De todos os personagens da história, Rendall sempre foi o que eu mais percebia a necessidade de se encaixar em algo, ser negro e crescer em uma família branca sempre foi algo que o fez entrar em conflito mesmo ele sendo tão amado. William sabe que perdeu todos momentos importantes de seu filho e reconhece que Jack fez um ótimo trabalho com ele e quando ele pediu para Rendall leva-lo até o parque onde estão uma parte das cinzas de Jack para que ele pudesse agradece-lo pelo bom trabalho com Rendall, nossa! Aquilo foi fundo no meu coração.

Em alguns dos flashs de tivemos nesse episódio, vimos a mãe de William e como eles tinham uma ligação bonita. Tanto com ele bebê quanto ele adulto. Vimos também um William jovem, feliz, alegre e cheio de sonhos para ser realizado o que faz com que nos apeguemos ainda mais a esse ser humano tão admirável. Quando sua mãe morre, William fica totalmente perdido e sem rumo e quando ele conhece a mãe de Rendall isso só piora, pois, ele começa a usar drogas e aquele jovem tão cheio de alegria e que queria ser um músico de sucesso junto com seu primo e sua banda, da lugar um William totalmente sem luz e sem expectativa nenhuma de vida.

Ao chegar em Mempihs foi como se tempo não tivesse passado para William e tudo aquilo que um dia o fez feliz, mesmo as coisas mais simples como alguns brinquedos e três moedas ainda estavam ali para lembra-lo o quanto ele era cheio de vida. Quando ele volta para o antigo bar de seu primo onde estava depositado todos os seus sonhos de ser um músico de sucesso, percebemos que havia algo mal resolvido entre eles e que nem o tempo foi capaz de curar todas essas marcas deixadas. Rendall um pouco bêbado e celebrando por ter primos negros iguais a ele foi uma das coisas mais engraçadas que eu vi.

E quando não temos mais para onde correr, tivemos a morte de William  da maneira mais linda e generosa possível, tudo foi arquitetado por ele, o seu desejo era morrer onde nasceu para ser algo simbólico, e longe de suas netas para que elas não tivessem a imagem dele fraco e sim sempre forte e muito gentil. E o curioso foi ver como Rendall lidava com a morte de seu pai, pois, era algo que estava além de seu controle obsessivo e ele não teria outra opção a não ser aceitar o que já era inevitável. Se já era difícil imaginar o sofrimento de Rendall com a morte de seu pai, imagina como ficou pior quando alguns momentos antes de sua morte William o entregou um livro de poemas que ele tinha feito para Rendall o que destruiu o bixinho ainda mais. A frase que o William deixa antes de sua morte é ainda mais tocante, e a frase dizia assim:

” As duas melhores coisas da minha vida forma a pessoa do começo e a pessoa do fim”

E assim eu quero encerrar a minha review, deixando a frase que mais me tocou e como a levarei até o final da minha vida.

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Dam Souza

Baiano que tem caruru e vatapá no sangue, aquele que é o canto da cidade e só discute com quem entende de Inês Brasil.


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