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This Is Us – S02E03/04 – Deja Vu/Still There

“Não existe nada como ‘há muito tempo atrás'”

Começando com o episódio 2×03, tenho a dizer que This Is Us segue sendo cada vez mais maravilhosa com as suas sutilezas, detalhes, delicadezas e muita emoção em todos os sentidos. Nesse episódio, vemos que Beth e Randall conseguem adotar uma adolescente que está no serviço de assistência social porque sua mãe vive entre idas e vindas da prisão. Sobre o pai dela não tivemos quaisquer informações nesse episódio, mas imagino que venhamos a ter mais lá na frente. A chegada de Deja à casa da família de Randall e Beth causa uma reviravolta emocional, digamos assim, afinal Randall que esperava que fosse ser muito mais fácil ser um pai adotivo e esperava um outro tipo de receptividade da menina, começa a se dar conta que criar uma menina com toda uma bagagem emocional é uma tarefa pra lá de difícil e segundo o próprio disse, é a coisa mais difícil que ele já passou em sua vida. O bom é que ele e Beth são o contrapeso um do outro, enquanto ela já sabia a barra que tava vindo, ele tava vivendo num certo mundinho cor de rosa e quando necessário, é ele que entra em ação, como foi na cena em que ele conta a sua história para Deja e inicialmente ativando a conexão entre ela e o casal. Mas, como nem tudo são flores, logo quando ele conta que sua mãe biológica deve demorar muito para voltar, ela se revolta e quebra o retrato de William que estava na sua mão. O interessante foi ver que mesmo sentido, Randall “respirou fundo” e impediu que Beth fosse atrás de Deja, não somente porque ela precisava daquele momento, mas principalmente porque como ele mesmo disse, ele vê o seu eu passado muito nela. Inclusive, eu adorei as ligações que eles foram fazendo de uma personagem para outra nesse episódio, que roteiro maravilhoso! Gostei também da chegada de Deja na casa da família quando eles estavam apresentando tudo pra ela e nem aparecia o rosto dela e as vozes super distantes, mostrando que ela claramente não estava ali, uma sacada muito interessante da direção de nos fazer sentirmos no lugar dela.
Uma das cenas mais lindas do episódio todinho foi a relação que Annie faz em sua cabeça de Deja com William, relembrando a primeira noite de William na casa e ela ainda nem sabia que ele era seu avô. Com a sua pureza infantil, ela percebeu que ele estava com medo de lidar com sua nova situação e abriu seu coraçãozinho também tocando ele e fazendo-o permanecer na casa e Annie nota o mesmo receio em Deja e lida dessa forma que só criança consegue, começando a cativar a garota quando ela entra no quarto das meninas. Isso tudo Randall e Beth escutam do quarto deles com a babá eletrônica ligada e abrem um sorriso orgulhosos da forma que criaram suas filhas e como a situação tá sendo desenvolvida. Inclusive, saudades eternas William! </3

 

Outro momento emocionante da série é ver como Kevin ainda lida com muita dificuldade com a morte de seu pai e nem nunca consegue falar sobre isso. Confesso que nunca tinha me ligado real nisso, só me dei conta de que ele quase nunca consegue falar do pai quando chamaram a atenção nesse episódio, inclusive a conversa dele com o Stallone que o ator diz que tempo é relativo e o que importam são as memórias foi linda. Depois disso, o que mais vemos passar na cabeça de Kevin são as memórias dele com o pai desde criança e como isso tá completamente doloroso ainda para Kevin, acaba o atrapalhando e o fazendo se machucar em uma das grandes cenas que ele está gravando com Stallone, que exerce uma figura paternal para ele no filme. A parada é tão séria que nem Kate consegue fazer com que ele se abra, só no fim que ele diz ao telefone para ela se desculpando pelo que falou, que falar do pai ainda é muito difícil. Kate quando desliga o telefone apenas olha pra urna com as cinzas do pai e diz “Ele é igual a você”.
Aí que eu queria chegar, vocês notaram o quanto Kevin, Randall e Jack se parecem entre si? Randall quando adolescente foi a busca de seus pais biológicos sem revelar aos pais fingindo que tava tudo bem, a cena que ele tá no quarto escrevendo para a mulher que ele achava ser sua mãe e Rebecca diz pra ele ir dormir e ele alega estar tudo bem foi claramente uma comparação enquanto Jack na cozinha “estuda” sobre seu alcoolismo e também não consegue se abrir sobre tudo que está passando. E no presente, vimos como Kevin age com a sua vida sem conseguir se abrir com ninguém e fingindo estar sempre bem, inclusive aparentemente até com uma possível dependência em remédios por conta de seu joelho ruim que está tendo problemas de novo. Não é à toa que Kate diz que os dois se parecem tanto.

Por fim, queria comentar o quanto foi emocionante e lindo quando finalmente Jack consegue começar a se abrir para a Rebecca depois de tudo que ela preparou pra ele e o quanto ela é a fortaleza dele. Quando ele duvida dele mesmo, começa a fraquejar, é ela que olha nos olhos dele e diz “Você é a pessoa mais forte que eu conheço. Sei disso” e faz ele erguer a cabeça e criar a força necessária. Que casal, SOS! Achei muito fofo também o apoio que Kevin e Kate deram a Randall quando ele foi encontrar a suposta mãe biológica dele e depois foram ficar a seu lado quando ele descobriu não ser ela, é lindo também ver a evolução da relação desses três ao longo dos anos.
Uma coisa que partiu meu coração foi Jack e Rebecca encontrarem aquele cachorrinho na porta da casa deles e que, claramente, vão adotar, tudo isso porque é com ele que Kate se agarra e chora quando seu pai morre, ou seja… está cada vez mais perto a morte de Jack e eu simplesmente não consigo aceitar isso :'(

No episódio 2×04, podemos ver Randall e Beth tentando fazer com que Deja consiga se sentir confortável com eles e tentando se adaptar à essa nova realidade deles. Deja está há semanas sem lavar o cabelo e Randall pede à esposa que o deixe lidar com essa situação já que antigamente a situação era inversa e quem ficava em casa cuidando das filhas era ela e agora é ele, ele sente que quer fazer tanta diferença quanto ela. Ele leva Deja ao boliche, ela tem um embate com uma garota que fala do cabelo dela e pronto né? Tudo por água abaixo e Randall decide deixar Beth lidar com a situação, aparentemente tudo vai muito bem quando ela pede pra Beth ajeitar o cabelo dela, elas conversam sobre a alopécia que ela tem (queda de cabelo causada por estresse) e tudo parece estar às mil maravilhas até que… Randall vai conversar com ela sobre o que ele faz quando está muito estressado e pronto, Deja descobre que Beth contou a ele e se revolta cortando todo o cabelo da forma mais desajeitada que tem, claramente para afrontar a família. Eu nem tenho raiva dela não porque imaginem só toda essa situação e ainda mais no meio completamente diferente que ela foi criada, aos poucos Beth e Randall vão amaciando a menina, mas creio que será bem aos poucos.

O que foi bem explorado nesse episódio foi a relação que Kevin tinha com seu pai, Jack. Os flashbacks voltam para quando os Pearson ainda eram crianças e Kevin pega catapora fazendo com que a família toda exceto Rebecca também fique infectada e, como sempre, morremos de amores com o paizão que Jack é mas dessa vez com destaque pra Kevin. Podemos ver como ele era ligado ao pai e como ele levava em consideração tudo que Jack dizia a ele, a cena que Jack tá doente e quando se vira estão os três dormindo com ele na cama foi a coisa mais amor do episódio todinho e mais amor ainda foi quando Jack mesmo doente se levanta da cama e resolve dar um chega pra lá educado em sua sogra porque ninguém da família tava querendo descer para dar de cara com ela. O cara doente, com febre, levanta, vai pro frio congelante pra tirar a neve da estrada pra ela ir embora e Kevin vai lá, se une ao pai e é mostrada a grande admiração e parceria que Kevin sempre teve com Jack. E no presente atual, vemos o peso que Jack ainda tem na vida de Kevin, quando ele assiste o video dele jogando futebol americano filmado por seu pai e ele foca nele quase como quem tivesse medo de decepcioná-lo mais uma vez. Sendo assim, em vez dele se recuperar quietinho, parte para os antibióticos para não interromper sua carreira e aí vemos mais uma semelhança com Jack, o vício nascendo em Kevin pouco a pouco. Isso ainda vai dar muita encrenca lá na frente, sinto momentos de dor por vir…

Um assunto importante que foi abordado no episódio foi a questão do racismo através da mãe de Rebecca. Rebecca se abre com a mãe e revela o porquê de estar se afastando dela e mostra as atitudes racistas dela com Randall, coisa que nem ele e talvez nem a própria percebia. E o Randall pequeno era tãooo amorzinho, achei foi linda a cena que ela depois de refletir e falar pra Rebecca que se esforça para não agir diferente com ele, finalmente consegue abrir os olhos para enxergar o garoto especial que ele é e o próprio diz “Finalmente você percebeu, né?”, muito maravilhoso! E quando Jack e Rebecca estão tentando explicar de que forma a avó é racista com ele e citam a morte de Martin Luther King e ele espantado pergunta se ela atirou em Martin, crianças hahaahhaah
Achei interessante a forma como eles abordaram o assunto, mostrando que nem sempre o racismo é consciente e nem vem nas atitudes mais grotescas, na simplicidade do dia a dia às vezes é bem visível.

No fim do episódio, nos é revelado que todo aquele cuidado que Kate anda tendo com a sua saúde não é obsessão com perda de peso e sim porque ela está grávida, mas por conta da idade e do seu peso tava bem preocupada e nem contou pra Toby ainda. Ai que amor ela toda felizinha quando a médica parabeniza ela que está oficialmente de 6 semanas de gravidez <3

Muitas portas foram abertas nesses 2 últimos episódios e ainda vai dar muito o que falar no futuro. O vício de Kevin nos remédios, a forma como ele lida com a morte de Jack, a relação de Deja com a família nova, sem falar nos flashbacks de Jack lidando com seu vício, a relação dele com Rebecca e aquele fato que nem quero mais mencionar aqui porque enquanto eu puder evitar, evitarei. Me contem aí o que esperam dos próximos episódios e as impressões de vocês desses últimos 😉

 

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Caroline Azevedo

Seriadora de carteirinha. Shipper de plantão. Friendsmaníaca. Viciada em música. Feminista. Meu sonho é ser uma Sense8 e me dividir em várias partes para conhecer esse mundão afora, tudo ao mesmo tempo, agora.


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