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This Is Us – S02E11 – The Fifth Wheel

É impressionante como essa série consegue te conectar

Um dos motivos desse mega sucesso que This Is Us faz, com certeza é a forma como eles abordam temas reais de uma forma em que você que está assistindo se identifique. Particularmente, eu me identifiquei e muito com esse episódio, pois, eu também tenho dois irmão e essa sensação de não ser notado ou sentir que seus pais amam mais um que o outro é muito real. Até que você cresça e entenda que de certa forma você é diferente de seus irmãos e que isso influencia na forma em que seus pais te vêem, muitas crises existenciais e alguns traumas são desenvolvidos ao longo da vida.

E é assim que Kevin se sente e acho que dos três ele de fato é o mais afetado. Eu não diria que esse episódio girou em torno dele, mas sim de como as relações entre eles eram sendo construídas e como eles lidavam com isso. Ver o passado deles indo passar férias na cabana e como Kevin queria as vezes ter a atenção que Kate ou Rendall tinham foi bem legal, pois, aquele comportamento dele tinha uma razão, ele não odiava Rendall por simplesmente odiar, no fundo ele tinha inveja por não ser como o irmão era ou ter a atenção que o irmão tem. Kate por sua vez sempre foi a mais dependente de seu pai e talvez as suas complexidades tomasse conta de seu pai de certa forma que Kevin não via um tempo para ele.

Era óbvio que Kevin estava passando por problemas muito graves e o último episódio serviu para que ele admitisse que precisava de ajuda e nessas horas a família está sempre ali para demonstrar apoio não e verdade? Quando a terapeuta sugeriu que a primeira sessão em família fosse só com os irmãos e a mãe de Kevin, vimos uma interação muito legal entre os “agregados” Beth, Toby e Miguel, e isso me levou a pensar porque não tivemos esses encontros mais vezes? Tivemos duas sessões de terapia diferentes aqui: Uma onde Kevin, Rebecca, Kate e Rendall tinham que falar tudo o que de fato realmente existem dentro deles. E do outro lado em um bar bebendo cerveja temos Beth, Toby e Miguel colocando para fora como se sentem sendo coadjuvantes dessa família tão intensa e cheia de restrições vivendo a sombra de um fantasma ao qual eles nunca conhecerão e não saberão o quanto ele foi importante.

Enquanto os “Coadjuvantes” Se dão muito bem, os protagonistas parecem não estar falando a mesma língua. Kevin tenta de alguma forma justificar todas as suas atitudes e para isso faz com que sua mãe, Rendall e Jack assumam a conta. Mas toda história tem dois lados e para Kevin ser a vitima aqui é muito fácil, e esse papel que ele sempre cumpriu tão bem o impedia de ver como as pessoas a sua volta se sentiam em relação a ele. Descobrimos que Jack teve problemas com bebida e que isso serviu de tapete para Kevin justificar seu vicio em remédios. Sentir a frutração e o peso de toda aquela conversa e discussão fez com que Rebecca tivesse um verdadeiro desabafo sobre como ela se sentia em relação a Kevin como filho e como doeu ser abandonada por ele no momento em que ela mais precisava. Ai veio o estalo de que talvez ele não fosse 100% vitima e o verdadeiro vilão aqui não era seu pai ou sua mãe, mas, ele mesmo que de certa forma afastava as pessoas deles.

A série termina da forma mais linda nos ensinando que no final, a família estará sempre ali e que não há ressentimento que vença o amor puro e verdadeiro.

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Dam Souza

Baiano que tem caruru e vatapá no sangue, aquele que é o canto da cidade e só discute com quem entende de Inês Brasil.


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