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This Is Us – S02E17 – This Big, Amazing, Beautiful Life

Um episódio dedicado aos Déjà vu da vida.

Que episódio lindo! Que This Is Us é uma série que nos emociona e nos faz chorar quase sempre já estamos carecas de saber, não é mesmo? Tem episódios mais pesados emocionalmente e outros que emocionam mais de uma forma mais pura e delicada como foi o caso desse episódio. Umas lágrimas escorreram ao longo do episódio, mas era nem de tristeza nem de alegria (tirando alguns momentos que aparecia o Jack e doía meu coração), era emoção pura e simplesmente. Eu realmente adorei conhecer todo o passado de Deja, o que a levou a ter tantos lares adotivos e os reais motivos da mãe ter se metido no meio da confusão que a conhecemos. Mas, os roteiristas/diretores conseguiram fazer esses flashbacks ficarem mais emocionantes quando retrataram um verdadeiro déjà vu não somente da vida de Deja, mas da vida de todas as personagens principais da série mostrando momentos que eles viviam “iguais” aos que Deja estava vivendo. Muitas vezes de forma diferente, como por exemplo quando ela e amiga apanharam do pai adotivo e mostrou Jack batendo no cara que cantava com Rebecca e mostrava interesse por ela ou lá no início do episódio quando mostra Shauna em trabalho de parto para dar a luz a Deja e mostra todas as personagens femininas da série nesses mesmos momentos: Rebecca, a mãe biológica de Randall e Beth como se estivessem passando por aquele momento ao mesmo tempo, mas sabemos que não. O episódio já começou assim com essa junção de cenas toda trabalhada nesse déjà viu já dando o tom que o episódio teria.

Uma coisa que ficou muito em destaque durantes esses flashbacks conjuntos, principalmente quando retratava a infância dos Pearson e de Deja, foi o quanto Deja quase nunca teve a oportunidade de ser criança, já que desde nova após a morte da sua bisavó, ela teve que se tornar a responsável da casa e cuidar não somente dela, mas também de sua mãe porque se ela não fizesse, sua mãe não tinha condições de fazer. Inicialmente, me peguei com uma certa raiva de Shauna e até acho que tudo que aconteceu na vida dela tem sua responsabilidade, mas não necessariamente culpa. Me coloquei no lugar dela e fiquei imaginando sendo mãe solteira aos 16 anos, tendo apenas a minha vó para me apoiar, aprendendo a cuidar de mim e tendo que saber cuidar e educar uma criança, sm poder viver a minha adolescência do jeito que ela deveria ser vivida e ainda tendo que trabalhar para manter nós duas, é muita barra né minha gente? Enquanto a vó de Shauna ainda estava viva, ela ainda tinha um colo pra correr e alguém para ajudá-la e até guiá-la em muitas situações, mas depois de sua morte, é como se ela tivesse perdida sem saber exatamente pra onde ir e fazer o certo, aí saiu fazendo um bando de escolhas erradas que culminou nas situações que já conhecemos. Mas, me cortou o coração tendo que ver uma criança tendo que se virar sozinha em diversas situações. Na cena em que ela corta a mão e a mãe não atende, meu coração ficou pequenininho e depois toda aquela coisa de ter que ficar por conta do Conselho Tutelar. Deja teve uma vida extremamente difícil, mas que infelizmente muitos por aí vivem, acho que isso que nos toca mais ainda.

Conhecer todo esse passado de Deja, nos faz amar mais ainda a relação que ela construiu com a família de Randall e Beth e nos faz entender mais ainda porque no momento de dificuldade foi a eles que ela recorreu e como ela veio mudada após ter sido adotada temporariamente por eles. Desde quando Beth e Randall levam Deja e Shauna pra casa deles e começa a mostrar o quanto Deja está podendo ser o que ela é realmente é, ou seja, uma criança e o quanto ela tá sendo feliz com a família Pearson e vemos sua mãe genuinamente feliz por ela e observando os momentos que ela passava com eles, eu já previ que ela ia abrir mão de ficar com a filha para que ela pudesse ter o que ela merece. A conversa dela com Beth foi bem tocante e ela relembra justamente de algo que me chamou a atenção desde o primeiro momento que foi ela sempre dizer à filha o que seria dela sem a mesma, enquanto em nenhum momento Deja pôde dizer o contrário, mas a forma como ela se abre e relembra o passado dá pra sentir de longe a angústia dela. Enquanto isso, Deja no seu antigo quarto, abre seu coração para Randall e metaforicamente falando quanto todos nós, humanos, somos iguais nas dores, nos amores, nos momentos felizes, tristes e na hora que descansamos a cabeça no travesseiro e, por fim, ela se declara cansada, mais uma vez meu coração ficou despedaçado porque sabemos o quanto essa menina aguentou, por tanta coisa que ela passou e que ela já não aguentava mais. Que bom que apareceu Randall e Beth para cuidarem dessa menininha, não é mesmo?
O episódio termina com Shauna levando suas malas e revelando pra Randall o que já tinha conversado com Beth e dizendo que precisava ir sem sua filha e nos deixou bem curiosos de como essa situação vai se desenrolar, mas eu espero de verdade que ela converse com a filha, ela merece se “despedir” da mãe com dignidade. E eu só queria dizer uma coisinha aqui: Randall, que ser humano maravilhoso, meu Deus! Seu pai Jack te criou no molde dele direitinho ❤

No próximo episódio já é a season finale e confesso que um lado meu está dando graças a Deus porque preciso de um descanso para o meu coração e minha alma, foi muita porrada nesses últimos episódios sobre o Jack e já sei que a finale vai ser super destruidora só pela promo, porque não sei vocês, mas eu já chorei só pela promo… nesse nível. Parece que só saberemos o desenrolar dessa história de Deja na próxima temporada e lá vamos nós para mais um episódio de desidratação corporal. Preparados? Eu não! Rs

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Caroline Azevedo

Seriadora de carteirinha. Shipper de plantão. Friendsmaníaca. Viciada em música. Feminista. Meu sonho é ser uma Sense8 e me dividir em várias partes para conhecer esse mundão afora, tudo ao mesmo tempo, agora.

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