Posts Populares

Vem Aí: Black Mirror, Season 4

So put your rose colored glasses on and party on!

AAAAAAAAAAAAAA VAMOS VIRAR O ANO ASSISTINDO BLACK MIRROR, QUEM TÁ PRONTO?! Isso mesmo, um dos maiores hits da Netflix volta dia 29 de Dezembro e nós já estamos loucos, por isso montamos esse post pra hypar ainda mais o comeback dessa obra prima audiovisual!

A premissa da série é conhecidíssima e sem dúvidas é seu principal atrativo, mas não custa nada dar uma relembrada, né? “Black Mirror” é um sci-fi moderno que tem como tema principal os avanços tecnológicos e as relações sociais que se criam – e distorcem – nesse novo mundo conectado. O criador, Charlie Brooker, costuma dizer que vê o seriado como um festival de curtas metragem; você chega, assiste o que quiser, na ordem que quiser e quantos episódios quiser, e mesmo assim não deixará de entender nada. Cada episódio conta uma história isolada.

Brooker já disse em entrevista que você pode começar a ver a série pelo episódio que bem entender, mas que se ele tivesse que indicar algum início, seria “Nosedive” (“Queda Livre”) – tem review dele aqui, tá gente? #promovi – o 1º episódio da 3ª temporada. Segundo ele, esse episódio capta bem a essência de todo o seriado e é mainstream o suficiente para atrair todos os tipos de público.

Se euzinha tivesse que indicar um episódio inicial pra alguém, no entanto, provavelmente iria com “White Bear” (“Urso Branco”, S02E03) ou “Shut Up and Dance” (“Manda Quem Pode”, S03E03), porque ao meu ver, são os episódios mais ousados e que já te deixam em puro choque de cara.

A gente vai falar de cada novo episódio individualmente, claro, mas antes saca só o preview com os títulos da nova temporada:

De cara, o que me chamou mais atenção foi o “MetalHead”, não só porque ele é o diferentão em preto e branco, mas também porque ele parece ser frenético e o que menos se apresentou em questão de storyline por aqui.

Claro que “Arkangel” já tem seu posto de “favorito” entre os fãs, antes mesmo de ser visto, porque a premissa é maravilhosa e rende muito tópico pra uma crítica social f%#@!da, né gente! Outro que já chamou bastante a atenção do povo foi “USS Callister”, por sua estética inspirada em Star Trek, e muita gente cogita/cogitava que este poderia ser o tão comentado episódio de comédia, mas digo pra vocês que NÃO É. Vou explicar isso melhor quando formos falar individualmente dele já já, mas digo logo: prepara!

Dia 14 desse mês, o gênio maravilhoso, dono e proprietário responsável pela criação dessa divindade em forma de seriado tweetou (confira o tweet aqui) para dizer que “galera, escolhemo a ordem dessa budega finalmente”. A ordem é: 1. USS Callister; 2. ArkAngel; 3. Crocodile; 4. Hang The DJ; 5. MetalHead; 6. Black Museum.

Entãããããão… De uma vez por todas, vamos conferir a lista de episódios da 4ª temporada e o que possivelmente esperar deles? Sim’bora!

Uma paródia? Uma comédia? Um programão sessão da tarde? Esses 38 segundos de trailer deixam muitas coisas abertas e o clima pastelão, meio “Guardiões da Galáxia”, é de certo ponto, perturbador. De cara, não parece ser uma estética que se encaixa com “Black Mirror”, mas se vocês forem dar uma breve olhadinha em tudo que o Brooker já deixou escapar desse episódio, vão se dar conta que esse trailer é, possivelmente, uma das maiores pegadinhas que teremos pela frente.

Segundo Brooker, uma de suas maiores inspirações para a criação desse episódio foi, sem dúvidas, a saga de Sci-Fi americana “Star Trek”, e isso fica bem óbvio. Porém, as inspirações não param por aí. Brooker também citou algumas vezes o conto de Harlan Ellison publicado em 1967, “I Have No Mouth and I Must Scream” (“Eu Não Tenho Boca e Preciso Gritar”), conto este que também inspirou um jogo de video game, mais para frente.

Só o título fala muito por si só, né não? Já dá pra criar mil e uma teorias baseando-se só nisso. E se você for ler o conto completo (ou jogar o jogo, ou apenas ler a storyplay dele), vai perceber o quão perturbador esse episódio tem a capacidade de ser.

Sem querer dar spoilers, mas o conto passa-se numa realidade pós apocalíptica, onde uma I.A. (Inteligência Artificial) tem total controle sob os humanos restantes que passaram a viver no centro da Terra, ela não quer nada além de dor e sofrimento.  Logo, podemos contemplar fortemente a ideia de que nem tudo é o que parece ser.

(Alerta: o plot twist desse conto é SENSACIONAL, vocês não imaginam!)

“USS Callister” é também o episódio mais longo da temporada, com um pouco mais de 1hr, então teremos tempo suficiente pra um plot twist surpreendente, no maior estilo “Black Mirror”. Eu já estou com meus cintos bem afivelados e prontíssima pra embarcar nessa fritação! Haha.

P.S.: se alguém tiver interesse em ler o conto original (que é maravilhoso, assombroso, sinistro e perturbador), deixo um link bem aqui. Vale muito a pena a leitura, viu.

“Arkangel” foi o primeiro trailer de episódio liberado e já deixou muita gente de cabelo em pé! E não é pra menos, né galera. Ele toca em assuntos bem relevantes e envolve crianças, o que deixa tudo sempre mais delicado.

Num mundo onde tudo é tão digital, onde pessoas estão em todos os lugares, ao mesmo tempo que não estão. Onde crianças têm acessos a todo tipo de conteúdo no deslizar de uma tela e os pais precisam sair das casinhas para pelo menos tentar manter certo controle sob suas crias, esse episódio promete tocar em várias feridas da sociedade.

Assim que assisti ao trailer, veio logo em minha mente o documentário “Child of Rage” (“A Ira de Um Anjo”). Não é exatamente o que nos foi apresentado aqui, mas o olhar da menina ao ter seu desenho tomado de suas mãos me remeteu logo à essas criancinhas que de inocente, infelizmente, não têm é nada. E foi nesse sentido que estabeleci uma relação entre as duas obras. Mas claro que posso estar absurdamente errada em conectar esses pontos, já que nada comentado por Brooker nos leve nessa direção.

Ao que tudo indica, esse episódio vai focar na questão de controle e educação parental. Até que ponto é possível proteger nossas crianças do mundo? Até que ponto é possível controlar esses pimpolhos? Será que censurá-los do que julgamos prejudicial é realmente efetivo?

Isso já me remete àquela nem tão velha questão, “ah mas esse jogo é muito violento, imagina o que faz com a cabeça das crianças, má influência”. Será? Até que ponto jogos/programas de tv/filmes influem na caracterização de nossa identidade? Sem falar, que influências ocorrem em diferentes níveis de pessoa para pessoa, algumas cabeças são mais maleáveis que outras, independente de idade. Você nasce seu próprio pré-determinado eu, ou você constrói seu ego ao longo da vida? Me parece ser, talvez, um dos pontos que possam ser tocados nesse episódio. Agora, resta pagar pra ver, né!

PS.: “Child of Rage” tem completo e legendado no youtube, basta clicar aqui. Se interessar e por um deslize não conhecer, outro filme que toca na temática é “Precisamos Falar Sobre Kevin” (que deriva de um livro).

Seguindo adiante, recebemos o trailer de “Crocodile”. E é também um dos episódios que menos temos informações sobre. Até porque não podemos tirar absolutamente nada de seu título. Já que o próprio Charlie Brooker disse que ele não foi entitulado com algo muito relacionado aos acontecimentos da trama. A palavra “crocodile” rondava sua mente durante todo o processo de criação da temporada e ele sentia que precisava usá-la como título de algum episódio. Eis que este aqui foi o felizardo, haha.

O que podemos pegar do trailer à primeira vista: 1. é um thriller; 2. um crime foi cometido; 3. tá rolando uma investigação; 4. memórias podem ser acessadas; 5. a moça principal não é americana.

Acho também que não fui a única a fazer relação imediata do conceito do trailer com o episódio da 2ª temporada, “The Entire History of You”, certo? Todo esse papo de acessar memórias e poder assistir tudo que aconteceu no passado causa uma conexão direta.

Se eu puder me estender um pouco no quesito de referências pessoais, eu gostaria de dizer que algo nele, não sei exatamente o que, me lembrou o filme “Millenium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres”. Acho que pode ser a atmosfera, a própria estética, ou o fato da moça parecer estar conduzindo uma investigação de forma mais privada. Enfim, é algo bem mais vago do que posso explicar, mas achei que seria válido, pelo menos deixar registrado aqui.

Mas para a minha infelicidade, “The Entire History of You” é um dos episódios que menos gosto (se não for o último da minha lista). Não foi um conceito que me pegou e a própria construção dele foi previsível e um pouco preguiçosa. O final compensa um pouco, mas ainda assim acho um episódio bem fraco. Agora, só posso esperar que “Crocodile” não siga exatamente a mesma linha e trabalhe melhor o tema.

Tinder, é você?! Será que existe alguma pessoa que tenha assistido esse trailer e não tenha pensado que o shade pro Tinder vem real? Haha.  Fica claro nesses segundinhos que esse episódio vai vir totalmente voltado para essas redes sociais de namoro, claro que tudo sempre com um toque Black Mirror. O app da vez diz o “tempo de validade” do casal, ou seja, quanto tempo aquela relação irá durar. Baseando-se nisso, o casal decide o que fazer com seu tempo. Já pro fim do trailer, percebemos que o aplicativo também dá “dicas” à seus usuários, e promete te arrumar o “par perfeito”.

Se tudo acontece por uma razão, qual seria o propósito de investir em algo não duradouro? Essa parece ser uma das maiores questões à serem exploradas aqui. Assim como em “Nosedive”, “Hang The DJ” aparenta ter uma atmosfera mais leve, com problemas mais atuais e extrapolações dos “apps”. Admito que não foi um dos trailers que mais me empolgaram, mas ainda assim estou bem curiosa pra ver como essa trama irá se desenrolar. Será que teremos mais uma história de amor com final feliz, no maior estilo “larga tudo isso pro alto e aposta alto no amor” de “San Junipero”? Fica no ar, por enquanto, né mores.

Eita Giovana, meu forninho caiu! Gente, esse é, de fato, o trailer que eu mais amei de todos que saíram! Eu adoro experiências visuais e “MetalHead” vai, sem dúvidas, explorar esse aspecto mais que todos os outros. Brooker disse em entrevistas que sempre quis fazer um episódio todo em preto e branco, só não havia encontrado uma proposta que casasse com a ideia de forma sensata. Até porque não adianta você simplesmente utilizar uma estética para ser diferente, sem que isto venha realmente a contribuir de forma válida para seu projeto, né não?

Eu estudo audiovisual, e mais do que ninguém, estou louca pra entender todo o universo por trás desse frenesi que parece ser “MetalHead”. Percebemos pelo trailer que há algum tipo de robô a solta, e a coisa tá preta (e branca), viu! Alguns comentários do criador nos levam a assumir que esse episódio será o mais sem freios possível. Vai rolar muito sangue, vai rolar muita gritaria, vai rolar muito desespero sim!

Acho bom todo mundo vestir as roupinhas de ginástica antes de apertar o play do nosso 5º episódio, porque o ritmo é frenético, bicho. E além do mais, poucas palavras são ditas nesse trailer, logo, dá pra dizer que serão as ações os maiores guias da trama. Eu fiquei aqui pensando em alguma referência legal pra trazer pra vocês, mas sinceramente? Tudo que consigo pensar é em “Exterminador do Futuro” e rir de mim mesma! HAHAHAHA.

Bom, acho que é isso. De forma bem instintiva podemos dizer que, possivelmente, o carro chefe do episódio será algo voltado para “revolução das máquinas”. Provavelmente algo mais explícito e chocante que “Eu, Robô”, mas acredito que ainda nessa linha. Além do mais, o robô em questão parece ser uma “fera” (ela o chama de “cão”), algo brutal e sem piedade. Será que sairemos vivos dessa aventura, gente?  :p

E enfim chegamos no nosso closer, ele mesmo, “Black Museum”! Em uma das matérias que li, a entrevistadora deduz que o episódio tocaria em assuntos raciais, baseando-se no título, mas o Charlie Brooker aproveita a oportunidade para dizer que não, apesar do título, a trama não irá tratar de temas raciais, mas sim de histórias de horror. Ele explicar que o termo “museu negro”, na Inglaterra, se refere à museus cujos artefatos foram armas de crimes brutais, com histórias horripilantes por trás de cada um.

E eu tenho certeza que muita já gente já pegou muitas das referências nesse trailer, né? De cara: White Bear. E isso já é mais do que suficiente para atiçar a curiosidade da maioria dos fãs da série! Vale dizer aqui que esse episódio, em questão de mecanismo, será mais como “White Christmas”. Isto é, um compilado de histórias que podem ou não se relacionar.

Meu palpite é que tudo parte no início de uma tour pelo museu, e as histórias serão desenroladas à medida em que os visitantes (ou a moça principal) forem chegando neles. O que é uma proposta bem interessante, e que já foi dito por Brooker, que pode acabar dando pano para revisitarem algumas histórias já contadas, o que é um dos vários sonhos dos fãs!

E não sei se vocês já viram, mas tem um filme que utiliza brilhantemente bem obras de artes para desenvolver parte de sua história. A maioria dos quadros e esculturas apresentadas nas cenas acabam dialogando e contribuindo de forma adjacente à trama. “Animais Noturnos” é um thriller e desenvolve com maestria essa simbiose de expressões artísticas e isso sem perder seu teor mainstream, dá pra assistir tranquilamente e entender o que está se passando, mesmo que você não se atenha tão fielmente aos detalhes das artes.

Por fim, isso é uma das coisas que eu espero que aconteçam em “Black Museum”! Por não ter visto o episódio, claro que não posso afirmar que a ideia se encaixaria na trama, mas seria algo muito legal de se observar, ainda mais quando ele promete trazer pequenos shout outs para histórias anteriores!

Então é isso, gente! Espero que vocês estejam tão animados pra nova temporada quanto eu, porque estou ansiosíssima! Nossa equipe de reviews está maravilhosa e tenho certeza que vocês curtirão demais os inputs deles! Vai ser tiro por cima de tiro! Quem tá pronto grita AAAAAAAAA! AAAAAAAAAAA.

gostou da matéria? deixe um comentário!

Luana Medeiros

Imagine só que um dia me foi perguntado quem eu era, e juro, até hoje não sei responder. Mas os fatos são: tenho 21 anos; sou de escorpião; amo meu cachorro e meu gato mais que tudo; estudo Rádio/TV/Internet, ouço Maroon 5; piro no Adam Levine; consigo colocar os pés atrás da cabeça; e - contraditoriamente - por fim, nasci de 7 meses.


Tema por Gabriela Gomes Todos os direitos reservados ao Panela de Séries • Hosted by flaunt.nu