Primeira série brasileira original da Netflix!

Não sei ao certo como reagir, mas tenho que assumir que 3% chegou de fininho e já soube impactar de forma positiva sobre mim. Em seu episódio piloto pude ter um vislumbre da proposta da série, que não difere do que já se tinha noção, exceto pela maior sofisticação acrescida, principalmente por estar sendo produzida pela rainha Netflix.

Terminei o episódio tão afobado que não consegui nem decorar o nome de todos os personagens, exceto Michele, Ezequiel e Fernando, mas num geral consigo associar a personalidade de cada um ao seu rosto. De início, a comparação com Jogos Vorazes é inegável, toda aquela segregação entre Capital e Distritos, você consegue identificar em Maralto e Outros. O instinto por revolução é outra fator semelhante à trilogia de bastante sucesso.

Para sem bem preciso, com todo o conteúdo que foi introduzido neste episódio piloto, tenho de admitir que estou EM CHAMAS! Os roteiristas souberam dosar bastante essa ideia de introdução da trama munida de cenas de impacto. A mudança de participante no momento da primeira fase construiu uma certa tensão, a fim de demonstrar a dificuldade que era para os participantes, ao estarem sendo submetidos à essa seleção. Uma das dúvidas que ficou pairando no ar foi: Se esta é a Amazônia Equatorial, os tempos em que se passam O Processo são futuros ao que vivemos hoje ou são momentos fictícios?

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Toda a marginalidade e a desigualdade que é algo muito presente na sociedade atual é outro fator bastante marcante que está presente no seriado. E isso nos dá a entender que teremos que ficar do lado dos que passarão pelo processo, até porque são os que estão precisando de melhorias em sua qualidade de vida. Outra dúvida é: Por qual motivo existe essa segregação? Vem de um processo histórico ou foi algo que estava definido desde o início? São muitas perguntas que nos deixam ansiosos para os novos episódios.

Em relação aos personagens, temos uma diversidade racial, que é importante. Temos um deficiente, que também vejo como algo importante, pois todos os telespectadores querem se sentir representados. REPRESENTATIVIDADE É TUDO! Amei a vilã, sinto que irá trazer ótimas cenas para a série, mas a minha maior surpresa foi Michele. Meu coração só dizia que era a amiga, o cadeirante ou o representante da família Alvares o infiltrado. Mas Michele? Foi um tombo e tanto! Ezequiel parece ter algum trauma de infância ou algo do tipo que envolva “aprovação”, como se ele quisesse ser amado ou admirado.

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No mais, sinto que irei me surpreender bastante, pois espero ver vários momentos distintos para cada um dos participantes, sem esquecer de um possível confronto entre Michele e Ezequiel, acho que esse é o que todos estão mais ansiosos para ver. Sintam-se à vontade para comentarem o que acharam do piloto e venham com a gente acompanhar, o que espero ser início da jornada da nova série da Netflix, 3%!

Antonio Netto
Antonio Netto

Estudante de Engenharia Química. Pernambucano engraçado, dono de uma gargalhada única e de um sotaque marcante. Apaixonado por comida, séries, química e cálculos. Até gosta de estudar mas, sempre que pode, está pelo mundo curtindo e falando da vida alheia.
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  • Phelipe Tylin

    Migo, deixa eu te falar o que achei. Amei as entrevistas, me remeteu muito ao meme da Nazaré confusa, outra coisa que adorei, foi que essa seleção é tipo o ENEM e senti falta dos atrasados na seleção, mas o mais importante é que essa série fala do Brasil no futuro, pós governo Temer, onde poucos poderão realmente viver com dignidade. Adorei a review.

    • Antonio Ferreira Netto

      Olá Phel, obrigado por compartilhar sua opinião e obrigado pelo elogio.

  • Gabriel Esteves

    Oi Antonio,
    Que review sucinta. Adorei

    Sobre Michelle, acabei me surpreendendo também. Impressionante a parte do choro, como ela forja exatamente como o cara da “Causa” pediu.
    Outra coisa que gostei é que praticamente todos os atores do Piloto do Youtube, como parte do projeto inicial, eles mereciam estar no Projeto Final. Vamos seguir até o fim juntos. Vai ser muito bom?

    Por fim: se todo “A” é “B” mas nem todo “B” é “C”, pode um “A” ser um “C”?

    • Antonio Netto

      Bianca Comparato me surpreendeu bastante! 3% tem diálogos maravilhosos também. No mais, obrigado pelo elogio Gabriel.

    • Antonio Ferreira Netto

      Olá Gabriel, obrigado pelo elogio. Amei a citação no final do seu comentário.

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