A despedida de uma grande temporada.

Com o término de uma de suas melhores temporadas, American Horror Story trouxe mais um season finale bastante divisor de opiniões. Há quem ache este fim incrível e há também quem ache-o normal ou bem pombo. No meu ponto de vista, a temporada poderia ter terminado melhor, não que o episódio tenha sido ruim, mas não teve nada marcante ou digno e, com a inserção de alguns plots, bem que os escritores poderiam ter feito implementações que pudessem surtir efeito positivo.

O apelo para o aparecimento de Lana e a falta de aproveitamento foi tido por mim como algo decepcionante. Sarah Paulson designou seu papel novamente de forma gloriosa, mas o retorno desta personagem tão marcante trazia consigo uma série de possibilidades para desfechos que pudessem nos pegar de surpresa. De início, Lana poderia ter alguma relação com Audrey, vingando-se de Lee. Ou a própria sobrevivente da chacina poderia reconhecer uma certa semelhança entre ambas. Mas nada disso aconteceu, infelizmente. Ainda assim, Paulson foi muito incrível e podemos ter boas lembranças de Asylum, a melhor temporada até então.

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Ryan Murphy, nos últimos episódios, sempre procurou explorar o emocional ligado aos personagens principais e nesta não foi diferente. Acho que outro fator que contribuiu para a insatisfação geral da nação foi ter sido Lee o foco. Adina é INCRÍVEL, as mulheres são o ápice de American Horror Story, mas estávamos acostumados a ter destaque de outras atrizes e, por mais que tenha sido usada a mesma tática com Lady Gaga, Adina não é um nome muito popular, por mais que seja uma atriz maravilhosa. O início do episódio, que contou com a participação especial de Trixie, trouxe aquela cena bastante legal com todo o elenco encenando um evento promovendo My Roanoke Nightmare.

Outra coisa bastante desinteressante e repetitiva foi trazer esses caçadores de fantasmas. Com a fanbase no episódio anterior, não vi necessidade em fazer o mesmo novamente. E a frieza de Flora? Eu quis morrer de raiva! FLORA, EU TE ODEIO CARAI! Tanto trabalho pra Lee ser a sobrevivente e ela morre desse jeito? Foi coeso, pois todos sabemos o quanto amava sua filha, mas não foi legal, sinto dizer. A casa pegar fogo foi um choque pra mim, realmente não esperava. Gostei de ver Denis O’Hare novamente e amei a classe que Lana Winters apresentou nesse novo episódio, que trouxe consigo também um pouco de humor.

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PS: O ator que faz Cricket é a coisa mais engraçada. CROATOAN!!

Num geral, pudermos ver uma nova American Horror Story, com a mesma essência de sempre e uma nova atriz com foco. Com a renovação da série e o vislumbre que tivemos do fato de Ryan Murphy poder trazer material bom futuramente, fica a expectativa para o próximo ano. No mais, me despeço com grande felicidade de ser minha primeira temporada como reviewer de AHS, espero que tenham gostado do que trouxe para vocês, e espero também estar por aqui na próxima. Até lá!

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Antonio Netto
Antonio Netto

Estudante de Engenharia Química. Pernambucano engraçado, dono de uma gargalhada única e de um sotaque marcante. Apaixonado por comida, séries, química e cálculos. Até gosta de estudar mas, sempre que pode, está pelo mundo curtindo e falando da vida alheia.
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  • Bruno D Rangel

    Sou um grande fã de Asylum. Tenho receio e até dó de dizer que achei Roanoke melhor, por isso vou dizer que ambas empataram.

    Realmente esse foi o episódio mais fraco, mas a temporada foi totalmente sensacional! Achei um exagero colocarem vários programas dentre de um. Paleyfest, Crack’d, Lana Winters Special, os caçadores de fantasmas e mais os noticiários!

    E no final tivemos as cenas gravadas por “ninguém”, afinal ali era vida real, sem câmeras, apenas Flora e Lee. Adina entra pro meu coração como uma grande atriz, local onde já estão Jessica Lange, Sarah Paulson, Kathy Bates, Lily Rabe e Angela Basset.

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