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American Crime Story: The Assassination of Gianni Versace – S02E01 – The Man Who Would Be Vogue [SEASON PREMIERE]

Primeiro eles julgarão o assassino, depois a vítima

As pessoas irão chorar, mas, elas sussurram! 

Com essas sábias palavras de Donatella Versace que nós começamos mais uma temporada de American Crime Story, meus amigos e que temporada diga-se de passagem. Se você anda meio por fora do que se trata essa segunda temporada da uma olhada nesse Vem Ai!  que fizemos explicando um pouco do que vai rolar nesse segundo ano do show.

Andrew tem um agravante histórico de mentiras o que nos leva a questionar muita coisa nesse primeiro episódio, tirando o assassinato, a todo momento eu me questionava o que era real e o que teria saído da cabeça do assassino. Até hoje não sabe bem a relação entre Cunanan e Versace, alguns confirmam a teoria do assassino de que ele tinha sim contato com o estilista e outros afirmam a tese de que eles nunca se viram antes. Até o titulo do episódio é muito sugestivo ao que somos apresentados na série, pois, temos ali o homem que tinha o mundo aos seus pés e um homem que queria o mundo para si. A primeira cena em que Andrew aparece sentado na praia e logo em seguida vomitando nos introduz ao que para ele seria um grande passo.

Para que você possa entender Andrew Cunanan, você precisa primeiro saber quem ele é, e isso a série faz muito bem o apresentando como um narcisista mentiroso com mania de grandeza. Andrew sabia como seduzir, encantar e principalmente vender suas histórias. Todos o queriam por perto, pois, ele vendia beleza, alegria confiança e aparentemente isso não soava disfuncional para seus amigos. Como ele conheceu Versace não sabemos ao certo, a escritora do livro no qual a série foi inspirada, afirma sem sombra para dúvidas de que os dois se conheceram sim e tiveram relações sexuais. Ela ainda confirma que a cena da boate é 100% verdadeira e que na verdade foi Gianni quem teria ido até o encontro do Andrew. Sobre a ópera muito se especula se o Andrew estava de fato com Gianni, já que ele era garoto de programa e poderia estar como acompanhante de qualquer outra pessoa.

Pouco temos de Gianni nesse primeiro episódio, mas temos sempre como destaque a sua personalidade um tanto quanto fraternal, um bom exemplo disso é quando em um diálogo com o Andrew, ele conta um pouco de como tudo em sua vida começou e como sua irmã tem um papel fundamental para a sua arte. Amo quando ele diz que o primeiro vestido de sua criação foi feito para sua irmã e que todos os outros continuam sendo para ela. Esses pequenos flashes que temos de Gianni serviu para humanizar o personagem e fazer com que nós telespectadores, sentíssemos a sua morte, o fato de termos contato com a relação dos dois é o que mais te choca quando acontece o assassinato de fato, pois, você os relaciona de alguma forma e dai então criamos o papel de vítima e de vilão.

Tivemos alguns personagens como Antonio D’Amico interpretado pelo maravilhoso Ricky Martin e que cumpre bem seu papel, não é nada espetacular, porém, também não deixa a desejar em sua função. O destaque fica mesmo para Penélope Cruz e sua Donatella Versace. É impressionante como Penélope tem uma presença imponente e consegue chamar a atenção para si. Mesmo com um destaque menor nesse episódio, o pouco que ela apareceu foi para deixar marcado em nossa memória que a imagem dessa segunda temporada será ela.

Um detalhe interessante e que me chamou muito a atenção foi o descaso com que a policia vinha tendo em relação a Cunanan, ele já vinha sob suspeita de quatro homicídios e mesmo assim a polícia não tinha feito nem cartazes ainda com o seu rosto, o que me leva a crer que parte dessa negligência seria por todos os homicidios serem ligados a homossexuais, talvez eu esteja errado ou não seja um ponto de vista muito relevante, mas que havia um certo desconforto em torno do caso e do fato de Gianni ser gay, isso tinha sim. E você percebe pela abordagem de como o investigador interrogava Antonio.

O episódio chega ao seu fim nos dando ainda mais certeza de como o nome desse episódio se encaixa perfeitamente com o Andrew. “The Man Who Would Be Versace” ele queria tudoo aquilo, o glamour, o luxo, a fama, o reconhecimento, tudo isso fazia naturalmente parte de Cunanan e quando ele conseguiu chegar até Versace, ele não queria simplesmente um pedaço daquilo, ou as “sobras” ele queria tudo para ele, ele queria ser Versace, nem que para isso ele precisasse tirar a vida do mesmo para se sentir no controle de algo. A série se mostrou muito perspicaz em descrever a personalidade de Cunanan e já nos da indícios de que muita coisa será baseada em suas fantasias e histórias mirabolantes. Vale ressaltar que muita coisa será levada mais para o seu lado dramático do que verídico, como por exemplo: originalmente o corpo de Gianni não ficou exposto na escadaria de sua casa como dito na série. Ryan continua sendo impecável em sua forma de abordagem e principalmente em sua narrativa. Se tem uma coisa que caracteriza bem ACS é o seu tom mais tenso e carregado de suspense e mesmo não sendo em um tribunal a série continua intrigante e envolvente, até porque quem não quer ter mais detalhes de um dos maiores assassinatos da história?

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Dam Souza

Baiano que tem caruru e vatapá no sangue, aquele que é o canto da cidade e só discute com quem entende de Inês Brasil.

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