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American Gods – S03E01 – A Winter’s Tale [Season Premiere]

American Gods retornou para sua terceira temporada e seus problemas são cada vez mais evidentes

É de conhecimento geral que a produção de American Gods passou por diversos problemas desde que foi anunciada, troca de showrunners, atores abandonando a série e atores sendo dispensados. A segunda temporada acabou decepcionando muitos fãs, fato agravado pelo sucesso da primeira temporada, as trocas nos bastidores nem sempre deram certo o que causou certa instabilidade na trama e na qualidade dos episódios, infelizmente a terceira temporada aparenta possuir os mesmos problemas, com um agravante.

Além dos já citados problemas de bastidores, soma-se a saída de Orlando Jones da série, um dos melhores personagens da segunda temporada (e da série) e o hiato desde o fim da segunda temporada ao início dessa terceira, ficamos quase dois anos sem um episódio novo e isso, quando vivemos tempos de streamings como novos conteúdos sendo lançados semanalmente, pode causar a perda de interesse dos fãs, principalmente em uma série cuja produção foi/é tão problemática.

Outro problema que a série enfrenta é a necessidade constante de expandir seu universo, uma vez que o material base não é suficiente para uma série com tantas temporadas. De maneira alguma a obra de Neil Gaiman é pobre, pelo contrário, o livro traz uma história robusta e completa, no entanto somente as suas pouco mais de 300 páginas não são suficientes para servirem de base para um sem fim de temporadas, para estender-se por 8 episódios por temporada é necessário preenchê-la com ideias inéditas e/ou estender algumas passagens do livro.

Dessa necessidade de estender a história é que residem mais problemas da série, na primeira temporada tivemos cenas excelentes, com destaque para a apresentação de Anansi, no entanto na segunda não tivemos uma regularidade, por vezes tínhamos episódios que expandiam o universo de maneira magistral, mas por outros esses momentos se tornavam arrastados e tediosos. Nessa premiere a série ainda parece sofrer dos mesmos males, mas há de se reconhecer que há uma tentativa de mudança, veremos se trará frutos.

Em termos de história, não temos muito avanço desde a segunda temporada. Shadow seguiu o conselho de Mad Sweeney e abandonou Wednesday, mas como sabemos, o pai de todos não deixará seu filho escapar tão fácil e logo Shadow volta a ficar a mercê do deus, indo parar por fim em Lakeside, como era a vontade de Odin.

Enquanto isso, Laura tenta reviver Sweeney, a ponto de desistir da moeda que a permite viver, no entanto os planos dela não dão certo, acredito que aqui haja o ímpeto dos produtores de ressuscitar Sweeney, nos livros ele é um personagem secundário sem grande importância, mas na série o personagem de Pablo Schreiber ganhou muito destaque e o carinho do público, sendo o melhor personagem da segunda temporada. Acredito que com a saída de Orlando Jones, Sweeney ressuscitado possa assumir a função de Anansi na história.

Por fim no núcleo dos novos deuses tivemos uma adição bem interessante, a saída de Gilian Anderson na primeira temporada permitiu que os novos deuses pudessem assumir diferentes formas, a substituição de Crispin Glover por Dominique Jackson no papel de Mr. World, agora Mrs. World, tem muito potencial, principalmente se considerarmos o trabalho de Dominique em Pose, estou ansioso para ver mais de Mrs. World na série.

A estreia da terceira temporada foi morna, a turbulência nos bastidores atrapalhou muito e a demora para o retorno atrapalhou ainda mais, mas nem tudo está perdido, a promessa de retorno a uma narrativa semelhante a primeira temporada pode dar muito certo, agora só nós resta assistir e torcer para que dê certo.

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Felipe Tanabe

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