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American Horror Story: 1984 – S09E01 – Camp Redwood [Season Premiere]

Anos 80…

Década de 80 foi sem sombra de dúvidas o auge dos filmes de terror do gênero slasher e para quem ama um bom terror psicológico, assim como eu, é impossível não ter assistido pelo menos uma vez a clássicos como Halloween, Jason ou A hora do pesadelo. E inclusive o título da nova temporada de American Horror Story indica o mesmo ano em que foi lançado o primeiro filme do nosso querido Freddy Krueger que depois viria se torna um dos maiores sucessos do cinema mundial. E como reviver a década de 80 tem sido algo recorrente graças a Stranger Things, nada melhor que trazer de volta também aquele clima de suspense maravilhoso não é memso? O pioloto da nona temporada veio cheios de referências muito bem introduzidas, como a trilha sonora marcante que é bem semelhante com a de Halloween, o cenário de um acampamento de verão e um assassino nos moldes de Jason e até mesmo o tom de humor pastelão característico de Freddy.

Os protagonistas também não fugiram muito do clássico não. Temos Javier plympiton interpretado por Cody fern que é o babaca que nos causa raiva mas é sempre o tempero do filme, Montana Duke que é interpretada por Billie Lourd tem o papel de ser aquela que não tem vergonha de mostrar o seu corpo e muito menos de expor suas vontades, a famosa porra louca que topa tudo e sempre é uma das primeiras a morrer. Ray Powel que ganha vida através do meu bebê Deron Horton o maravilhoso Lionel de Dear white people, é o chapado do grupo, ama uma erva e muita cocaína, afinal de contas estamos na década de 80 não é mesmo? Com pinta de protagonista e ao mesmo tempo cumprindo o papel do gostosão do grupo temos o Chet Clancy interpretado por Gus Kenworth é o mais centrado dos rapazes e um atleta frustrado que tem problemas em controlar sua raiva. E por último e mais importante, temos Brook Thompson interpretada pela Emma Roberts a queridinha do Ryan Murphy. Brooke é a típica mocinha certinha que nunca é tomada por seus impulsos e é sempre a que mais sofre. Ou seja, Emma Roberts vai ser a tão famosa “Final girl”. Além dos cinco protagonistas, temos Matthew Morrison como Trevor Kirchner, Angelica Ross como Enfermeira Rita e Leslie Grossman como a religiosa Margareth Booth.

Cada camada da história vai sendo acrescentada aos poucos, a interação entre os personagens e como as ligações serão feitas é algo que acontece logo na primeira impressão, ou seja, você não demora muito para perceber e entender cada personagem. Todos os cinco protagonistas são jovens, moram na badalada Los Angeles e estão fugindo do verão e de um assassino que assombra a cidade. Brooke é a última a aceitar a proposta de ser monitora no acampamento de verão Redwood, mas, depois de ser atacada por Richard Ramirez e mocinha trata logo de se juntar ao grupo.

No caminho pra o acampamento os cinco jovens passam por algumas situações estranhas, como por exemplo um mecânico sinistro que os advertem para que eles não fossem até o acampamento, pois, dificilmente voltariam de lá com vida, mas, como é tradição do gênero, eles não deram ouvidos ao mecânico, até porque se eles dessem ouvido a ele, não teríamos uma história pra contar não é mesmo? E como se não bastasse só um mecânico sinistro, os jovens acidentalmente atropelam um andarilho que vinha na direção da Combi deles e quando eles saem pra dar socorro percebem que o rapaz está em total estado de choque e desesperado pra estar o mais longe dali.

Brooke e sua turma chegam enfim no Redwood camp e o clima lá não é muito legal não. É o classico lugar abandonado e causa medo só de olhar. Lá eles conhecem Margareth Booth a dona do acampamento e que tem uma história muito sinistra. Ela foi uma a sobrevivente do massacre feito pelo senhor tinido que ocorreu ali no acampamento Redwood. Graças a ela o assassino foi preso e condenado a viver em uma clinica psiquiátrica, só que a reabertura do acampamento vai trazer algo muito ruim pra eles.

O episódio todo é muito competente em criar momentos bons de susto e deixa sempre uma expectativa de ser ou não o serial killer, me incomodei com o excesso de tensão sem propósito no filme, pois, chega uma hora que ele não faz mais tanto efeito assim no telespectador. A forma como o senhor tinindo descobre sobre a reabertura do acampamento e como ele faz pra sair da clinica lembrou muito algumas cenas no reboot de Halloween que tivemos ano passado que inclusive pra mim foi um dos melhores filmes de terror do ano passado. ( As freiras fãs choram com essa declaração.) e sabe um ponto muito interessante e que Ryan Murphy já quebrou? Tanto Halloween quanto Sexta feira treze, não revelam muito do rosto de seus assassinos fazendo com que eles sempre fiquem no nosso imaginário. Mas aqui não, em 1984 a identidade do serial killer é muito presente o que já nos causa uma sensação de querer saber mais dele.

Outra característica marcante de todo serial killer é matar por onde ele passa, até porque ele só sabe fazer isso e ele vai logo dando fim da vida do mecânico que lá no inicio advertiu os jovens sobre Redwood e pega a sua caminhonete pra chegar até o acampamento. Ele também mata o forasteiro que foi atropelado pelos meninos e que foi levado por eles até o acampamento para receber primeiros socorros e temos também a boa e velha cena clássica de perseguição do maniaco com a final girl, quando Brooke vai ver o forasteiro e percebe que ele está morto, ela é perseguida pelo senhor tinido e foge desesperadamente no meio da chuva e da lama para avisar os amigos. Óbvio que ninguém acreditou nela e o episódio acaba de uma forma um tanto quanto peculiar…

Olha, eu amei muito o primeiro episódio e achei muito fiel ao que tem que ser um slasher, porém eu me pergunto se teremos história e excitação para 10 ou 12 episódios, entende? Será que talvez a série não se torne algo massante e arrastado? Eu espero que não.

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Dam Souza

Baiano que tem caruru e vatapá no sangue, aquele que é o canto da cidade e só discute com quem entende de Inês Brasil.

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