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American Horror Story: 1984 – S09E08/09 – Rest in Pieces/Final Girl [Season Finale]

Os anos 80 nunca vão morrer.

E é nesse clima nostálgico que encerra-se mais uma temporada, desta vez extremamente retrô e celebrativa, desta série tão querida e que também já nos decepcionou bastante durante sua jornada até o presente instante. Com o enchimento de linguiça que acabou sendo o episódio 8, juntamos os dois em uma só review para facilitar nosso trabalho. A princípio, creio ser importante pontuar sobre o fato de terem investido em um salto temporal, artifício este que foi muito recebido por mim neste contexto, pois, além de ter dado uma nova forma de perspectiva para o desenvolvimento do episódio, me fez refletir sobre tempo de vida de alguns materiais. Vocês podem estar se perguntando o porquê de ter falado sobre este último ponto, mas é que sou uma pessoa viajosa, daí comecei a pensar que, em tese, teriam se passado 30 anos e a ornamentação de borracha usada no palco do festival no acampamento Redwood, continuava praticamente intacto, daí me peguei pensando… poxa, seria interessante ver uma forma de reciclar esse material rss. Bem ambientalistazinho, né não?

Mas, tratando-se da trama, muita gente deve ter ficado agoniado com o fato de termos um grupo de pessoas protagonizando a maior parte da temporada e, no fim das contas, a estória ter estabelecido seu foco, que acabou tornando-se a família Richter e que teve como maior trunfo (pessoal) trazer Lily Rabe para os holofotes. Não sei o que vocês pensaram, mas o novo Bobby ter sobrevivido diante da sua persistência só foi possível por estarmos em uma ficção, pois algo de mim ficou extremamente tentado a imaginá-lo morrendo e ficando ao lado de sua família. Um detalhe que muita gente deve ter deixado passar, foi Ramirez sempre ter acordado no mesmo lugar, não sei se é opcional, mas vocês podem notar que Montana e Trevor acordaram em um lugar diferente da morte ao conhecerem o novo Bobby.

Já que é a primeira review que faço sobre a temporada, tenho que admitir para vocês o quanto amo o figurino, principalmente se for lembrar que uma chama dos anos 80 está de volta, até na música mpb, o rolê new wave tem se fortalecido nos últimos anos. Costumo dizer que queria muito ter vivido nessa época, pois amo as roupas e o estilo de música. Um detalhe engraçado foram os roteiristas fazerem com que Brooke tirasse onda com o próprio fato de não terem conseguido envelhecê-la muito com a maquiagem. O trabalho feito com Donna foi interessantíssimo, inclusive.

Fiquei intrigado também com o fato de a família Richter parecer seres superiores, refletindo aqui parei para perceber que talvez seja devido à mamãe ser responsável pelo primeiro grande massacre que resultou no amaldiçoamento do acampamento para o resto da existência como sendo um local que prende a alma das pessoas que morrem por lá. Um ponto muito positivo é pensar que, mesmo com a nova perspectiva após passados 30 anos, a essência enraizada nos anos 80 não foi perdida nesse processo.

O que me faz viajar mais com a série é imaginar um reencontro de todos os atores em uma temporada para reviverem os personagens mais icônicos da série. Sabe-se que Apocalypse deu uma boa misturada, assim como em outras temporadas, mas o que gostaria mesmo de ver eram os personagens surpresos com o fato de outros serem idênticos a eles e todos estarem relacionados a algum episódio de horror, sendo este sobrenatural ou não. Fico também me perguntando se eles usariam uma nova temporada para as almas de 1984 encontrarem a paz, como fizeram com Moira em Apocalypse.

Uma das coisas que me alegra mais em AHS é a gama de possibilidades e temas que podem ser trabalhados e ter um resultado positivo, o viés sobrenatural desta temporada me pareceu atraente e não forçou muito pra esse lado, ainda mais por ter sido o pilar que sustentou os últimos episódios da temporada, falhando bastante no episódio 8, pois creio que muitos estavam pensando que o desfecho de 1984 seria o grande embate entre Jingles, Booth e Ramirez, mas vida que segue.

No fim, o saldo para a nona temporada foi extremamente positivo, Angelica Ross foi abraçada e consolidou-se enquanto se despedia do elenco da outra produção de Murphy, Pose, e provavelmente tenderá a aparecer em novas temporadas, ainda mais agora que Sarah Paulson parece ter dado um tempo para focar em outra produção de Murphy, abre espaço para outras atrizes ganharem destaque na família AHS. Sinceramente, gostaria que preparassem uma temporada em que o destaque fosse de Lily Rabe, pois se existe uma atriz que rouba a cena e me faz vibrar por dentro, independentemente de estar entre os personagens principais, esta é Rabe e sua vibe singela de sempre representar a intensidade em suas personagens na trama. Talvez seja o olhar e a beleza ilimitada dela que me encanta tanto, mas tenho de confessar minha admiração pela sua atuação.

O que posso falar sobre a 9ª temporada de American Horror Story, e que acharia bom se concordassem comigo, é sobre uma temporada dessa série que vale a pena assistir, não prometeu muito, não fez muito propaganda em cima do sobrenatural e acabou focando em serial killers, injustiça e amor familiar (algo muito comum na série). Além disso nos deu um final feliz e ainda abre as portas para a possibilidade de uma continuação em outra temporada crossover, quem sabe né?

No mais, convido-os para compartilharem suas opiniões sobre o episódio e/ou review e, se possível, darem dicas ou sugestões, pois tudo é bem vindo. Espero encontrá-los em breve, abração e até a próxima!

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Antonio Netto

Estudante de Engenharia Química. Pernambucano engraçado, dono de uma gargalhada única e de um sotaque marcante. Apaixonado por comida, séries, química e cálculos. Até gosta de estudar mas, sempre que pode, está pelo mundo curtindo e falando da vida alheia.

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