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American Horror Story: Death Valley – S10 Parte II – A inescrupulosidade dos extraterrestres [Season Finale]

Sobre avanços tecnológicos e uso dos humanos como experimentos.

Se a comparação com o spinoff foi abordada na review anterior, isso deve ser evidenciado aqui também. Não há dúvidas que a caracterização dos personagens é um dos pontos fortes de AHS, mas esse aspecto por si só não consagra uma série. O roteiro de “Take Me To Your Leader” é simplesmente caótico, cômico ao extremo e médio bizarro. A ligação entre as duas épocas retratadas parece ser promissora, desde que não se resuma à gravidez. É engraçado ser tão puxa saco, mas as atuações de Sarah e Lily devem ser celebradas aqui, há semelhança entre as energias que Doris e Amelia transmitem, enquanto que Mamie e Karen são mais distintas, apesar de ambas possuírem audácia e perspicácia. Depois de tudo visto acerca de aliens, AHS mostra mais uma vez que vem para satirizar.

Inside” consolida a temporada em alguns aspectos do ponto de vista da ambientação da série. Não vou mentir que tem sido difícil encarar essa ideia de um horror barato (meio retrovibes), pois ainda que seja tratada sob um ponto de vista futurístico, a forma que transparece é de ser uma produção dos primórdios da televisão. Infelizmente, para quem ama temporadas como Asylum, Murder House e Roanoke, sente falta de um horror mais aterrorizante. Os momentos ambientados nos anos 50 me parece o melhor de Death Valley. Outro ponto triste é o rumor de esse ser o último papel da Sarah Paulson na série pois, por mais perspicaz que ela seja (como de costume), não sinto que seja algo digno da sua grandiosidade. Não comprei a ideia da gravidez e nem muito menos da personagem híbrida de Angelica.

Como em Red Tide e Roanoke, o penúltimo episódio é simplesmente de tirar o fôlego. A elevação da qualidade é mais evidente aqui se formos pensar na maneira como a trama finalmente ganhou forma. O núcleo dos anos 50 continua a ser o mais envolvente dentre os dois aqui, no entanto, a aflição humana vivenciada em uma perspectiva futurista do uso do ser humano como experimento e a combinação de raças torna a ambientação nos tempos atuais mais interessante. Ainda assim, guiado pelo legado da série, me preparo para um final com possíveis pontos soltos e, neste caso, com questões ainda a serem explicadas como o nascimento da híbrida interpretada por Angelica. “Blue Moon” é facilmente o melhor episódio de Death Valley até então.

Digo facilmente que “The Future Perfect” foi surpreendente, se vai agradar muitos (talvez não rss). O mais engraçado foi acompanhar a jornada de Mamie, sempre muito egocêntrica coitada. Foi triste ver Lily Rabe novamente interpretando papel de perdida/boba. A forma como os extraterrestres tomaram conta na temporada foi um dos trunfos, mas fica aqui registrada . A insensibilidade de Theta e a crítica à falta de responsabilidade humana foram ouro (se formos pensar na temática ambiental). Sinto que foi um fim bizarro novamente e essa se consagra como uma das temporadas mais perdidas e isso é bem normal quando temos Ryan Murphy fazendo muito ao mesmo tempo e só mostra como a produção não consegue se despedir bem dos grandes atores. Rola um boato de que é a última temporada de Sarah Paulson, e ainda mais após da estreia de American Horror Stories, já esperava uma bomba. Me falo surpreendido por achar o saldo positivo, achava que seria ainda pior, gostei da ideia de ser tipo um massacre e, obviamente, a soberania solidificada dos extraterrestres. Vida que segue e avante para uma nova temporada, não é mesmo? Agradeço a todos os leitores e convido-os a compartilharem suas impressões. Abração e até mais!

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Antonio Netto

Estudante de Engenharia Química. Pernambucano engraçado, dono de uma gargalhada única e de um sotaque marcante. Apaixonado por comida, séries, química e cálculos. Até gosta de estudar mas, sempre que pode, está pelo mundo curtindo e falando da vida alheia.

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