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American Horror Story: Apocalypse – S08E09 – Fire and Reign

“A matemática é mais poderosa que a magia”

Sim, estamos na reta final da temporada e tudo que foi apresentado, começa a fazer sentido. Confesso que não a estava vendo com bons olhos, exceto quando as Bruxas apareciam e revival de Murder House.

Mas fico feliz em admitir que minha visão mudou, e o quanto esta temporada veio carregada de metáforas e interpretações. Porém, para sermos diferentes, vamos analisar este episódio com um olhar psicológico de nosso trio: Cordelia, Michael e Mallory.

Até porque assim como na vida real, os traumas e crenças limitantes são responsáveis por tudo que está acontecendo. Ou seja, será que faríamos diferentes na mesma situação?

Então chega de delongas e vamos a nossa review. #Partiu

Não podíamos começar nossa análise, sem destacar que Michael Lagndon está agindo de forma emocional – imatura, diga-se de passagem. Afinal, todas suas maldades foram praticadas por mero caprichos de uma criança mimada. O que não deixa de ser verdade, porque apesar de uma aparência adulta, não podemos esquecer que ele ainda é uma criança de 8 anos – comprovado no episódio 6 “Return to Murder House”.

Daí o fato dele não saber seu real propósito. Quer dizer, ele tem um propósito, se vingar de Cordélia e do clã das bruxas. Então apenas por isso ele abraça a ideia do Apocalipse.

Mas apesar de sua força fora do comum, Michael Langdon possui vulnerabilidades e a principal delas é uma figura materna. Reparou bem que desde que Constace morreu, ele busca uma figura materna que preencha esse vazio e que encontrou em Miriam Meed? Então alguém pode correndo contar a Cordelia sobre essa fraqueza e termos uma season finale épica?

E por mais que ele saiba que ela seja um robô, sua mente de criança carente processa como uma figura protetora. Inclusive o debate sobre a feição entre robôs e seres humanos já vem de muito tempo.

Um exemplo clássico é o de Exterminador do Futuro 2: Juízo Final e da série As Crônicas de Sarah Connor. Em ambos John Connor cria um laço entre T-800 (Arnold Swachnegger) e Cameron – respectivamente. Vale lembrar que em Alien: Covenant esse efeito é reforçado, quando Walter (Michel Fassbender) afirma que a figura humana é necessária para que todos se sintam mais à vontade em continuar com sua missão. Ou seja, os robôs exercem uma espécie de gatilho mental, passam segurança e motivam os seres humanos em seu propósito.

E como American Horror Story gosta de brincar com as referências de sucesso, introduziu Miriam Meed em Apocalypse. E da mesma forma que a inteligência artificial é responsável em destruir a humanidade (em Exterminador do Futuro e Alien), a fórmula se repete aqui, só que ao invés da Skynet e a Weyland-Yutani, temos Mutt e Jeff.

É eu sei que os dois são sem-noção, mas são a metáfora da hipocrisia humana. Isso fica bem claro no diálogo sobre a falta de senso coletivo da sociedade e que a solução seria o apocalipse, para recomeçarem do zero.  Deu para entender a moral da história?

E como eles fazem parte do grupo secreto de satanistas que tem o poder de controlar o mundo, e que chamam de Cooperativa, então porque não manipular Michael Langdon em concluir a tal profecia do anti-cristo que tanto esperavam e inseri-lo o grupo?

Inclusive a cena de Mutt e Jeff controlando Miriam Mead, foi outra metáfora da imaturidade humana com o poder em suas mãos – por querer brincar de Deus. E depois de enfrentarem diversos diálogos infantis de Michael Langdon, conseguiram convencê-lo planejar o Apocalypse.

E se por um lado temos atitudes extremamente emocionais, por outro temos a racionalidade e o medo andando de mãos dadas no núcleo das bruxas. Sim, porque depois do massacre do clã, Cordelia, Myrtle e Mallory precisam destruir Michael Langdon o mais rápido possível.

Apesar de existir uma saída, o medo e a insegurança é a pedra no sapato delas, principalmente de Mallory. Inclusive essa atitude é mais que compreensível, principalmente pelo contexto histórico que reflete até hoje – a caça às bruxas.

E por mais que seus poderes sejam reconhecidos, ainda sofrem os resquícios do patriarcado. Afinal foram os líderes dos jovens excepcionais que foram responsáveis por esse caos. Por não aceitaram o fato das bruxas serem mais poderosas que eles. É imaturidade que se diz né?

Mas como ninguém pode ficar de braços cruzados, o único jeito é utilizar todas as alternativas possíveis. E sim, existe um jeito de ajeitar essa bagunça, o feitiço Tempus Infinitum, que tem o poder de mudar o passado e, consequentemente, toda a história.

Mallory bem que tentou, e estava conseguindo, mas faltou um pouco mais de segurança e concentração para que o feitiço desse certo… E não tenho dúvidas que ela ou Cordélia são as únicas que podem voltar no passado de Michael Langdon para destruí-lo de vez. Mas como será esse confronto final?

Só nos resta esperar porque, segundo Billie Lourd o final foi realmente feito para os fãs e que eles sairão satisfeitos. E quais sãos suas teorias? Meu palpite é que Cordelia será morta e sua alma será destruída, afinal Michael tem esse poder. E se eu estiver certo em minha teoria, essa será a motivação que Mallory precisava para destruir Michael no passado de vez. Até porque ambos revelaram que será uma disputa de banheiras. Será?

Deixe seu comentário e vamos debater sobre o assunto.

Até o próximo post com a season finale 😉

American Horror Story – S08E10 – Teaser

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Dandy Souza

Um libriano amante de um bom suspense casado com o belo terror psicológico, porque a vida precisa de emoções. Seu lema: "toda obra tem sua moral, então fique atento aos detalhes". Twitter: @dandysouza81

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