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Arrow – S05E13 – Spectre of the Gun

Que episódio FANTÁSTICO!

Gente, a minha vontade após assistir esse episódio foi de levantar e bater palmas. Que episódio maravilhoso e importante! Eu espero que todos ou a grande maioria que assistiram a esse episódio, tenham entendido a importância e relevância desse episódio no mundo em que vivemos hoje. Mas, se você não captou o que eu quero dizer, vem comigo que eu explico 😉

Como todos devem ter reparado, não tivemos quase nada de super herói nesse episódio, foram pouquíssimas cenas em que Diggle/Espartano, Curtis/Mr. Terrific e Rene/Wild Dog agiram como vigilantes e para ser mais específica, foram 2 cenas que deram continuidada uma a outra. E o Arqueiro Verde? Visto apenas uma vez em ação no episódio. Isso era para ser ruim se tratando de uma série de super heróis, certo? Errado. Porque os produtores e escritores da série optaram por um caminho muito mais interessante que foi gerar a reflexão do que a sociedade está passando e a situação em que o mundo vive hoje através de uma série de super heróis. Um episódio em que a importância do Arqueiro Verde e sua equipe foi quase inútil, a relevância foi política, foi Oliver agir como prefeito para salvar a sua cidade. O foco principal do episódio foi o debate entre o porte de armas que é um assunto muitoooo delicado nos EUA e que o fácil acesso a armas acaba matando muitos inocentes ano a ano no país, é só jogar no Google sobre o assunto e verão como é um assunto polêmico e delicado. O porte de armas é muito liberado no país porque envolve toda uma questão política, principalmente porque a indústria bélica é uma das principais fontes de renda do país, então em vez de se lidar com a questão humanitária da questão, infelizmente o poder sempre vem à frente e o fácil acesso a armas continuam matando milhares e milhares de pessoas ao ano. E foi esse rumo que Arrow resolveu tomar nesse episódio. Um homem que perdeu toda a sua família em um tiroteio em um shopping, resolve buscar justiça para que a Lei de Controle de Armas de Star City em Star City e para isso, ele invade a prefeitura para chamar atenção de Oliver e mata diversas pessoas. A partir daí, começa a ser gerado o debate e a ser mostrado ambas as “plataformas”, principalmente representadas por Curtis (que é totalmente a favor do controle de posse de armas) e Rene (que é totalmente contra esse controle), em nenhum momento vemos o roteiro tomar um lado e defender, o que é mais interessante ainda. A forma como o episódio foi escrito é justamente para apresentar ambos os lados e gerar a reflexão de cada um e, se vocês perceberem, o episódio também passou por uma questão bem de raspão e rapidamente que foi o racismo quando Curtis diz a Rene que a probabilidade dele sendo negro levar um tiro é muito maior que Rene que é branco, inclusive esse é um momento que é interrompido o debate e Rene fica sem fala, extremamente bem colocado porque a resposta de Rene é justamente porque isso, infelizmente, é um fato.

O que mais me deixou encantada com o episódio foi que utilizaram essa questão da posse das armas para gerar uma reflexão ainda mais profunda que é: o que a nossa sociedade está se tornando. Quais caminhos estamos buscando para que possamos melhorar e melhorar o mundo? Oliver representa esse lugar de fala quando ele encontra Edlund (o tal assassino) e conversa com ele demonstrando que o entende, pois afinal tudo que vem acontecendo na política e na sociedade, nos revolta tanto que estamos ficando cheios de ódio, revolta e achamos ser que a solução é a violência e não é porque como diz aquele ditado “Violência gera violência”. Não temos como negar que estamos ficando cada vez mais com discursos de ódio, vivendo uma época em que os preconceitos estão tomando força e o combate não é através do retorno da violência e sim do diálogo, coisa que é bem rara acontecer atualmente. Oliver sutilmente demonstra isso na conversa com Edlund, porque em vez dele partir pra cima de Edlund, ele explica exatamente isso e faz o que? Dialoga com o cara. Claro que ele vai pagar pelos seus erros, mas isso sim é justiça. Outra coisa é que Oliver não deixa Edlund se matar, coisa que poderia acontecer facilmente nos dias de hoje por conta do ódio dele ter matado tantas pessoas, mas não é essa a solução. Outro momento em que é demonstrado isso é no papo que Curtis tem com Felicity em que eles chegam a conclusão que ela não suportava ouvir ele e Rene debatendo porque ninguém acredita mais num debate saudável, tudo se tornou rude.

Os flashbacks da vez  ficaram foi conta de Rene, conhecemos o seu passado e descobrimos que sua esposa foi morta por um traficante e ele julga que se tivesse com ele a arma que tinha em casa, ele poderia ter se defendido e sua esposa estaria viva. Rene vem representando esse outro lado da reflexão, mostrando que nem todos aqueles que andarem armados sairão dando tiros loucamente por aí. Inclusive, mostra que ele ainda anda armado e Curtis e Lance questionam ele. Descobrimos também que Curtis tem uma filha, Zoe, e que ele perdeu a guarda após a morte da mãe e atualmente ela está num lar adotivo, Curtis resolve investigar a vida do amigo depois dele mencionar ter sido casado e sua esposa ter sido morta e se propõe a ajudar o amigo a ter sua filha de volta, que no momento se encontra em um abrigo. Outra coisa super legal é essa mostrando que ambos continuam com suas opiniões, mas a amizade não foi afetada, muito pelo contrário. Tivemos também outra amizade em voga que foi a de Diggle e Dinah, em que ele conversa com ela e após essa conversa, ela resolve se aceitar e levar sua vida o mais normal possível, alugando um apartamento e voltando para a polícia.
E por falar em polícia, esqueci de dizer que Rene agora é assistente de Lance na prefeitura e está mais perto de seu amor, Thea ahhahaha. Thea, que por sua vez, foi maravilhosa nesse episódio me representando demais em relação ao romance de Oliver com Susan, eu ri tanto com ela falando e repetindo que dá vontade de vomitar com os dois, melhor pessoa hahahaha. Uma coisa que fiquei tensa foi do Adrian ser morto quando ele levou o tiro, mas graças a Deus tudo ficou bem, porque justamente agora que gosto dele ele morrer é sacanagem rs.
Bom, no fim do episódio, temos Oliver discursando em frente a prefeitura no memorial para os que foram mortos e mostrando que conversou com a vereadora que pensava ao contrário dele (mostrando também que ela irá cobrar um favor político a ele), entraram em um acordo e ele assinou a Lei de Controle de Armas de Star City e que dá abertura para ambos os lados não tirando os direitos de liberdade e nem de vida de ninguém. Simplesmente maravilhoso.

Achei esse episódio uma lição de moral da p*rra e se você não parou para pensar nisso, por favor, volte e assista de novo após ler aqui. Garanto que não vai se arrepender 😉
Concordam comigo, discordam? Comentem e vamos ver o que nos reserva o próximo episódio.

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Caroline Azevedo

Seriadora de carteirinha. Shipper de plantão. Friendsmaníaca. Viciada em música. Feminista. Meu sonho é ser uma Sense8 e me dividir em várias partes para conhecer esse mundão afora, tudo ao mesmo tempo, agora.

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