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As Five – S01E01 – As Five, quem deu esse nome mesmo? [Series Premiere]

Quem já estava com saudades e não via a hora de rever essas cinco agora mais maduras (mais ou menos) e lidando com as responsabilidades da fase adulta? Eu sei que eu estava.

Depois de meses de espera, finalmente chegou ao Globoplay “As Five”, derivada de “Malhação – Viva a Diferença” de 2017. Se a novelinha já tinha abordado diversos assuntos importantes e que devem ser discutidos pela sociedade, a série não poderia fazer de outra forma e, logo nesse primeiro episódio, pudemos ter uma ideia do que vem por aí. Ele mostrou qual vai ser a pegada da temporada e por qual caminho a história vai seguir, além de que a personalidade adulta de todas as cinco já nos foi bem apresentada aqui.

A narrativa se inicia seis anos depois da formatura das meninas na escola. Elas têm suas próprias vidas e cada uma seguiu por um caminho diferente, o que as levou a se afastarem. Como disse Benê em uma das cenas, a última vez que se falaram foi há três anos, seis meses e dois dias no grupo das Five. O que acaba juntando-as novamente é o velório da mãe de Tina, Mitsuko, vítima de câncer, algo que já tinha sido abordado em Malhação. Esse momento inicial, inclusive, foi muito interessante e especial, pois mostrou como cada uma delas vinha levando suas vidas. O reencontro contou com um momento sutil e doce em que a DJ troca olhares com as amigas e se sente, de uma certa forma, amparada. Eu gostei bastante do episódio como um todo, mas definitivamente para mim a melhor parte foi essa, o reencontro delas até o momento em que se desentendem e cada uma vai para um lado. Foi algo bem real, pois é claro que depois de tantos anos separadas, elas não concordariam em tudo, ainda mais no ambiente pesado em que estavam, mas o elo das cinco é tão forte que isso não afetou, muito pelo contrário, aproximou-as novamente.

Um paralelo que se pode fazer com a temporada de 2017 é que Tonico acabou juntando todas em um mesmo lugar de novo ao quase derrubar o caixão no velório. Eu adorei o menino, parece ser um pestinha bem carismático, além de que a química entre o jovem ator Matheus Dias e Gabriela Medvedovski já se mostrou muito boa e a interação entre eles vai ser legal de ver.

Também quero comentar aqui o término de Guto e Benê. Todo mundo já sabia que isso aconteceria pelo trailer, então não foi nenhuma novidade nem teve um grande impacto para o público. O casal era muito amado e foi muito bem construído durante a novela, mas para a série, acredito que isso foi importante como ponto de virada para a jovem, já que agora ela vai ter a oportunidade de trilhar novos caminhos, saindo da sua zona de conforto e do casulo em que vive, como disse Lica para a amiga em um momento do episódio. Apesar de a revelação ter sido para a Igreja toda ouvir, o que não precisava, não achei que o rapaz ser gay foi sem sentido ou inverossímil, sendo que “Viva a Diferença” já havia dado indícios de que isso poderia acontecer. O personagem ainda é jovem e se descobriu mais tarde do que outras pessoas podem entender sobre a sua sexualidade, mas isso é bastante comum. Não é todo mundo que na adolescência sabe ao certo qual sua orientação sexual. Eu só espero que não tenha acabado a participação de Bruno Gadiol na série e que possamos ver mais de Guto ao longo dos episódios.

Outros personagens ainda não tiveram muito destaque, mas podemos esperar alguma coisa da relação entre Anderson e Tina, que, apesar de a garota afirmar que está tudo bem, parece estar estremecida ou desgastada; e de Samantha e Lica, que estão separadas e a editora já está outra, pelo menos por enquanto. Além disso, senti um pouco de falta de uma menção sobre aqueles que não aparecem na série, mas fizeram parte da história de “Viva a Diferença”, como Roney, Gabriel, Julinho, MB, K1, entre outros. Por falar nisso, a participação de Malu Galli como Martha, a mãe de Lica, na primeira cena da personagem foi ótima para reforçar que a jovem não tem nenhum plano de futuro.

Outro ponto importante que quero destacar é a mudança na linguagem da novela para a série. Algo que me agrada é que o roteiro e os diálogos deixam clara a passagem do tempo. A linguagem mais madura, novos problemas e a construção das protagonistas. Tudo isso mostra que as garotas, de fato, cresceram e, apesar da essência continuar a mesma, elas mudaram, como acontece com toda pessoa que sai da adolescência para a fase adulta. Isso fica ainda mais aparente e crível através da atuação das atrizes principais, que destaco como ponto positivo logo neste começo de temporada.

Foi um episódio interessante de introdução da história. Achei ótimo que deu tempo para todas as Five aparecerem e mostrarem seus enredos. De uma forma resumida, acredito que os plots individuais vão ser: Lica – achar um propósito para sua vida; Benê – se abrir para novas pessoas e oportunidades; Tina – o impacto das redes sociais e como ela vai lidar com o “fantasma” da pressão que sempre sofreu da mãe; Ellen – o dilema entre continuar com sua vida já planejada e certinha ou deixar o coração falar mais alto; Keyla – a busca pelo seu sonho de cantar e o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. Dito isso, acredito que vai ser bem gostoso acompanhar essa temporada e ver a evolução da história dessas cinco amigas. E vocês, o que acharam da premiere? Deixem seus comentários e até a próxima!

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Luiza Pinheiro

Carioca da gema e jornalista de corpo e alma. A primeira série que viu mesmo, aquela que a deixou viciada, foi One Tree Hill. Depois disso nunca mais parou e engatou uma depois da outra. Também ligada em cinema, não perde uma cerimônia do Oscar.

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