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Atypical – S01E03 – Julia Says

“Mãe, eu estou ficando velho e, em algum momento, eu realmente espero ver peitos.”

O dia começa como qualquer outro, na mesma rotina em todos estão acostumados. Casey e o pai vão correr, onde ela acaba comentando que beijou pela primeira vez, pegando o pai de surpresa; Elsa prepara o café, arruma a casa, quase como se fosse no modo automático, como se não precisasse nem pensar para fazer os movimentos, porém olhando para o celular a cada cinco segundos e se perguntando se deveria responder a mensagem de Nick. Sam diz que gosta da rotina, porque ele está acostumado a fazer tais coisas e se ele precisa fazer alguma coisa que não está dentro daquele “planejamento diário”, isso pode acarretar uma demanda muito grande de stress.
E continuando sua saga em busca de uma “namorada de treino” para prepará-lo para Julia, Sam se lembra de uma menina, Madison, que lhe deu um cartão muitos anos antes, no dia dos namorados. O cartão tinha um pequeno trocadilho, ele comenta que foi a primeira vez que ele entendeu uma piada e ela foi muito legal ao explicar. Então acha que seria uma boa ideia convidá-la para sair, mas não acaba sendo uma boa ideia. Madison diz que está ocupada, o que claramente é uma desculpa, mas Sam não entende e continua a dar novas sugestões, até que ela é sincera, dizendo que ele é esquisito e que ele usa as mesmas roupas todos os dias. E com isso Sam chega a uma conclusão bem simples: ele precisa de roupas novas.

E conversando sobre isso com Julia, ela lhe diz que isso é bom, porque ele está adiquirindo uma noção de estilo e que seria muito interessante ele começar a escolher suas roupas, já que ainda é sua mãe que escolhe. Esse gesto que parece simples poderia dar a Sam uma noção de liberdade, responsabilidade e individualidade, fora o controle que ele teria sobre si mesmo. Parece muito pouco você ter o poder de escolher a blusa que vai usar ou comprar, mas pra ele poderia ser uma pequena vitória naquele dia. Então Sam diz a mãe que quer ir com ela no shopping mais tarde naquele mesmo dia, mas Elsa não parece gostar muito da ideia, já que shoppings são ambientes muito iluminados, barulhentos e onde tem muitas pessoas, ou seja, um pacote completo de fatores que podem causar uma reação ruim em Sam, como da última vez, onde ele teve uma crise e agrediu o funcionário de uma lanchonete que ele gostava. Mas Sam está irredutível, ele sente como se precisasse assumir esse controle e não tem nada que tirasse isso de sua cabeça.

Elsa e Sam chegam ao shopping e ela está mais nervosa que ele, questionando se tudo está o incomodando: a luz forte, as pessoas, o barulho, mas ele está bem tranquilo. Até mesmo ligou para Zahid, porque, segundo Sam, “ele é a pessoa mais estilosa que conhece”. Bem, não vamos questionar… Retomando, Elsa tenta ajudar Sam a escolher algumas peças, mas ele reforça que a Julia disse que ele deveria escolher. Sua mãe já está completamente saturada com o fato de Julia incentivar o filho a fazer mais e mais coisas sem ela, a tornar Sam um pouco mais independente e assim fazendo com que ela se sinta um pouco desnecessária. E quando eles vão ao provador, Elsa fica um pouco nervosa de não encontrar o ambiente especial preparado que ela havia solicitado e enquanto Sam prova as peças que escolheu, ela arruma uma enorme confusão com a gerente da loja. No fim das contas Elsa é expulsa da loja por mal comportamento e Sam não teve problema algum com as luzes, o barulho, as pessoas e qualquer outra coisa. Bem, a não ser as péssimas ideias do Zahid, como fazer ele experimentar – e comprar – uma jaqueta de couro com fivelas, botões, zíperes e tudo mais que poderia fazer Sam perder um pouco a cabeça. Mas como o amigo disse que jaquetas de couro são imãs para meninas, Sam foi convencido. Só que não foi uma boa ideia de verdade, pois enquanto usa, Sam fica extremamente perturbado com os barulhos que as fivelas, os botões, os zípers e a própria jaqueta faz. Ele perde o foco, não consegue se concentrar na aula, a única coisa que escuta são aqueles sons que tiram o seu foco e a atitude que ele tem é de levantar abruptamente durante a aula e jogar a jaqueta no lixo, sentindo-se totalmente melhor depois.
Elsa está muito preocupada que essa fixação por arrumar uma namorada acabe partindo o coração de Sam e tenta falar sobre isso, perguntando se ele não tem medo de se machucar. Sam diz que falar com garotas o deixa nervoso, sim, mas que Julia disse que é bom fazer e encarar aquilo que nos assusta. Elsa diz que muitas vezes o medo é biológico e está presente para nos salvar de alguma forma, mas Sam nem sequer dá abertura para ela. Ela tenta conversar com Doug sobre o tamanho da influência que Julia tem sobre Sam, mas o marido não parece se importar tanto quanto ela – ainda mais que ele sabe que o filho tem sentimentos especiais pela terapeuta. Elsa se sente incompreendida e como se não fosse apoiada em casa e, principalmente, pelo marido e talvez esse fosse o último empurrão que ela precisava para se jogar direto nos braços de Nick. Não que eu ache que qualquer coisa justifique uma traição, mas no caso dela, Elsa precisava apenas de um motivo, por menor que fosse. E, bem, ela conseguiu um.

Evan vai visitar Casey e eles acabam por ver um álbum antigo da familia, rindo das fotos péssimas que tem da Marchas pelo Autismo, que Elsa organiza todos os anos. Evan percebe que Doug não estava na foto de 2004 e Casey não sabe responder porque, ela diz que ele deveria estar trabalhando, mas que não entende, porque ela foi até mesmo doente, porque a mãe disse que seria bom caminhar. Então quando Doug chega, ela pergunta ao pai porque ele não está na foto e ela responde, meio sem jeito, que teve que trabalhar e depois encerra o assunto. Doug parece desconfortável com o fato da filha estar namorando, mas não é possível dizer se é apenas ciúmes ou se ele está mesmo realmente preocupado que Evan possa atrapalhar a carreira de Casey no esporte. Depois, quando estão sozinhos, Evan comenta sobre Doug ter mentido sobre estar trabalhando, Casey diz que é impossível, porque seu pai não mente e fica até mesmo um pouco ofendida com a acusação. Evan se desculpa, mas diz que ele tem experiência com parentes mentirosos, mas a namorada confia no pai que tem.
Porém, ainda incerta, ela pergunta para Sam se ele sabe porque o pai não participou da marcha e, do jeito que Sam é, ele diz, como se não significasse nada, que Doug não foi porque ele tinha abandonado a família, tinha pego suas coisas e partido. Casey entre em parafuso, mata as aulas e se encontra com Evan para desabafar, ela não consegue imaginar o pai os deixando. Ela imagina se ele tinha uma amante ou outra família em qualquer lugar, porque não consegue pensar em qualquer motivo. Evan se sente um pouco culpado por ter levantado toda essa desconfiança, mas Casey está feliz por, finalmente, descobrir a verdade, já que ela sempre se achou tão próxima do pai, mas ele escondeu isso dela. Doug recebe uma ligação, avisando da falta da filha da aula e vai atrás dela, imaginando que ela estava deixando de ir para a escola por causa do namorado, mas quando chega lá, vê que o culpado não é o Evan, é ele mesmo.

Casey o acusa por deixar os deixado e Doug diz que nunca falou nada sobre isso, porque não é algo que o orgulhe. Que foi difícil para ele quando Sam nasceu, que foi difícil ter um filho que não sorria, que não o olhava, que não se comportava como qualquer outra criança, que não poderia realizar todos os planos que ele fez quando soube que era pai. E como Elsa sempre foi tão dedicada ao filho, ele não se sentia necessário, era como se ele atrapalhasse mais do que ajudasse. Então ele foi embora, passou oito meses com o pai, consertando e construindo algumas coisas. Só que se pararmos para pensar, foi um ato de completo egoísmo, porque você não deixa sua família para trás, ainda mais tendo um filho que precisa de ajuda, só porque não sente como se pudesse ajudar. Casey diz que entende, porque ela pensa em ir embora todos os dias, mas a diferença é que ela não vai. Mesmo com todas as dificuldades, ela fica e pensa no irmão, na família. Coisa que Doug não fez anos antes.

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Thais Pereira

Feminista, leonina com ascendente em gêmeos e lua em virgem, viciada em memes, em Friends e problematizar na internet. Formada em História da Arte, mas consciente que nunca vai trabalhar com isso na vida. Normalmente eu escrevo e falo mais do que deveria. Eu mesma, Thais Mello.

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