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Atypical – S02E01 – Juiced! [Season Premiere]

“Está tudo bem não saber o que está sentindo às vezes.”

Atypical voltou e da forma que a gente ama: simples, espontânea e bem direta. Nesse primeiro episódio lidamos diretamente com o acontecimento que encerrou a última temporada, também conhecido como Doug descobrindo a traição da Elsa. Vemos que as coisas entre o casal não estão bem e que ele saiu de casa, deixando a (ex)esposa sozinha com os filhos, o que não parece uma boa ideia, já que tudo está caindo aos pedaços. Casey está com mais problemas com a mãe do que nunca, ao mesmo tempo que sabe que tudo é culpa de Elsa, ela também se sente culpada, pois foi o seu bilhete que fez a família se desfazer. Fora que ela está a-pa-vo-ra-da para começar na escola nova, o que é compreensível, né?

Já Sam também está com dificuldade de aceitar e lidar com uma série de mudanças, vamos listá-las:
– o pai não está em casa;
– ele não tem mais a Julia para ajudá-lo;
– Paige e ele não estão mais namorando, mesmo que tenha rolado “algo mais” dentro do iglu na festa;
– ele não consegue encontrar um novo terapeuta que o entenda como a Julia;
– a escova de dente dele nunca estava onde deveria.

Então imaginem como deve ser para ele lidar com todas essas mudanças e ainda ter a mãe e a irmã mentindo sobre aonde o pai dele está.

Sam não consegue lidar com os seu problemas e a falta de ter alguém para conversar pode ser realmente prejudicial, porque pode atrapalhar todo o desenvolvimento que ele teve. Todas as tentativas frustradas de encontrar um novo terapeuta, só serviram para aumentar a sua vontade – e necessidade – de encontrar Julia, por mais que isso vá de encontro ao que Elsa quer e ao que a própria Julia pediu. Mas sabemos que isso não impede nada, certo? A soma desses fatores, mais uma briga com Casey, com direito a suco no uniforme novo e troca de tapas faz o rapaz satisfazer sua vontade. Sam vai até o consultório de Julia da mesma forma e eles tem uma conversa muito bacana, onde ambos percebem o avanço que o jovem teve, porque ele conseguiu lidar com a briga que teve com Casey de maneira firme, calma e articulada, conseguindo expressar o que estava o incomodando, sem ter nenhum tipo de surto. E mais legal – ou triste, dependendo do ponto de vista – é como vemos que Sam e Julia possuam uma conexão muito bacana, que ela é realmente importante pra ele e como não ter como conversar com ela tem sido difícil e problemático pra ele. É claro que todo o envolvimento emocional que tiveram, quebrou o relacionamento médico-paciente que tinham, mas talvez eles tivesse passado apenas disso, talvez eles tivessem se tornado realmente amigos.

O que mais me agradou nesse episódio foi a comparação que fizeram com o buraco do tamanho do Maine que apareceu na Antártida, com os problemas que estavam surgindo na vida de Sam. É uma metáfora tão simples e que funciona tão bem, como o gelo que pensavam que era sólido, mas que se rompe e se desfaz, como o casamento dos pais. E assim como os cientistas não sabem nada sobre o buraco na Antártida, ninguém sabe sobre o que surgiu na família Gardner. E sabe o mais importante, de todas as pessoas para quem o Sam disse isso do buraco, a única que entendeu o real sentido foi: ela mesma, Julia.

E bem, nada está tão mal que não possa piorar, né? Doug voltou para a casa para resolver os problemas que surgiram em sua ausência, mas parece que o buraco no gelo é maior do que se imaginava.

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Thais Pereira

Feminista, leonina com ascendente em gêmeos e lua em virgem, viciada em memes, em Friends e problematizar na internet. Formada em História da Arte, mas consciente que nunca vai trabalhar com isso na vida. Normalmente eu escrevo e falo mais do que deveria. Eu mesma, Thais Mello.

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