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Castlevania – S04 – Sangue & Reencontros & Recomeços [Series Finale]

Juntos novamente.

Em primeira instância, assistir ao resumo da temporada anterior foi muito bom para refrescar a memória e lembrar que a abertura do corredor infinito impactaria no desenrolar desta última. Vislumbrar seis semanas de batalhas protagonizadas por Trevor & Sypha foi uma grata surpresa para o primeiro episódio, é difícil para mim não romantizar as coisas, mas aprecio muito a sintonia que os dois possuem em cena e, sinceramente, o fato de cada batalha ser em um cenário diferente foi recebido por mim de forma muito positiva. As primeiras cartas são dadas, novos vilões vêm à tona, à medida que novos rumos aparecem para Alucard e a revisitação de Targoviste surge como suprassumo para lembrar-nos onde tudo começou.

O segundo episódio marca o retorno de Carmilla e Hector e traça o ponto de partida para esse núcleo, enquanto desenvolve melhor o plot ao redor de Sypha e Trevor. Me perdoem, talvez deva-se ao fato de estarem cansados, mas não senti muita eficácia na batalha entre eles e as criaturas da noite, agradecido pela presença da guarda real de Targoviste. É válido pontuar que a estratégia de evidenciar protagonismo feminino traz muito engajamento para a série, pois a oportunidade de enxergar isto em uma época mais arcaica torna a aventura ainda mais excitante, seja por acompanhar Carmilla repetindo padrões egóicos, como Zamfir na linha de frente de um entrave histórico. Após dois episódios, é possível captar que a animação tem potencial para uma grande finalização.

Finalmente é hora de Isaac entrar em evidência, enquanto o exército vampiro comandado por Striga e Morana demonstra suas habilidades de batalha. O principal ponto positivo do terceiro episódio, além de ser o mais sangrento até então, foi perceber a atenção dos produtores em dar espaço para todos os personagens brilharem na animação, vai dizer que não ficaram animados em vislumbrar Striga dilacerando todos os seres humanos? Morana é um saco, não dá pra negar, mas a ambição e imediatismo dela são características que muitos de nós podemos nos identificar. O diálogo entre Isaac e a mosca da noite foi um dos ápices, quem diria que criaturas da noite teriam mentalidade para questionar o mestre da forja? De resto, as expectativas de ver o potencial destrutivo de Varney diminuem a cada minuto que passa, e Sypha tendo as melhores falas sempre!

A minuciosidade de Saint Germain chega para incomodar enquanto o personagem retorna com o grande arco da temporada em suas costas. No episódio quatro é bem interessante ver a jornada do personagem até então e a afirmação da sua importância na trama atualmente. Ficou evidente seu objetivo agora, caso consiga executar será, certamente, grandioso. Alucard nunca decepciona, mas foi engraçado ver seu desconforto ao sentir-se como um Belmont. A continuidade deste núcleo ganha vida à medida que vislumbramos os mais variados tipos de criaturas da noite, o quinto episódio aproveita também para reafirmar as habilidades especiais de Alucard e colocar Trevor e Sypha para agir em Targoviste.

Em uma temporada repleta de novas criaturas da noite, prestigiar o amadurecimento de Isaac tem sido uma grata surpresa. Aproveitar, inclusive, para parabenizar novamente os produtores por fazerem da animação grandiosa. Um ótimo exemplo disto foi o desfecho de Carmilla, o pátio cheio de sangue, a elevação de poder e, sobretudo, a sua morte. Em seis episódios, Castlevania prova que é uma animação perspicaz e envolvente.

7 pode até ser número de sorte para alguns, mas para a raça humana nesta temporada é indicativo de morte. A trama do sétimo episódio foi pensada muito em evidenciar a inferioridade dos humanos em relação aos vampiros e, sobretudo, trazer a visão destas raças frente a alguns comportamentos e ideologias. Prepararam o terreno para mais dois grandes embates e utilizaram elementos de surpresa para deixar o telespectador ainda mais animado para o que estivesse por vir. Entramos nos três últimos com a essência sangrenta que tomou conta desta temporada, à medida que Sypha, Trevor e Alucard estão conectados mesmo que em cenários diferentes. É incrível ver pura guerra de raças como o centro da trama e, sobretudo, verificar o sentimentalismo em todas as relações sociais e ideológicas abordadas. As pessoas costumam falar que BBB é um prato cheio sobre questões comportamentais, me volto energeticamente para Castlevania de forma a pensar que muitas produções televisivas podem servir de cenário para este tipo de estudo, seja lá qual for a época/contexto que queira-se tratar. Só pra lembrar, Sypha eu te amo!!!

Com o ciclo se encerrando em Castlevania, temos a oportunidade de prestigiar um dos marcos da animação com a exibição do nono episódio. Acompanhar a jornada de Sypha, Trevor e Alucard até aqui, observando seus amadurecimentos e, sobretudo, suas habilidades em batalha é, sem dúvida, um privilégio. Chegou um momento no episódio que eu não conseguia nem respirar com o tanto de surpresa e reviravolta acontecendo a todo instante. Ainda em estado de excitação com o duelo entre o trio e aquelas criaturas superiores antes de chegarem ao quarto onde Saint Germain e a morte estavam.

O episódio de despedida de Castlevania põe em perspectiva a visão de final feliz que não era cultivada na animação há um certo tempo, recebi muito positivamente a ideia de sermos deixados com essa energia de recomeço. Numa temporada onde ousaram a entregar magia, sobrenatural e muita batalha, a produção entregou um trabalho impecável, em diversas camadas, desde o desenvolvimento dos personagens, até mesmo o desenrolar das cenas e os diálogos empregados. A única coisa que gostaria de ter visto seria o filho de Sypha e Trevor, no mais, me sinto satisfeito com esse final.

Por fim, aproveito para agradecer aos leitores por nos acompanharem e convidar-lhes para compartilharem suas impressões aqui, seja da animação ou da review. Abração a todes, espero encontrar-lhes em outras oportunidades.

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Antonio Netto

Estudante de Engenharia Química. Pernambucano engraçado, dono de uma gargalhada única e de um sotaque marcante. Apaixonado por comida, séries, química e cálculos. Até gosta de estudar mas, sempre que pode, está pelo mundo curtindo e falando da vida alheia.

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