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Chilling Adventures of Sabrina – S01E01 – Chapter One: October Country [SERIES PREMIERE]

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Imagine a situação: você é uma jovem de 15 anos, tem seus amigos, seu namorado e adora a sua vida normal. Mas só que você… não é normal. Você metade humana, metade bruxa e no seu aniversário de 16 anos, tem que escolher entre essas duas vidas. O que você faria? O que escolheria? Esse é o dilema de Sabrina Spellman nesse primeiro episódio de sua nova série. Por mais que o seu namorado pese na decisão, o que me agradou bastante é que Harvey não é o único motivo para as dúvidas de nossa bruxinha, o fato de ter que se afastar e deixar suas amigas e a vida que construiu para trás tem o mesmo peso e isso mostra uma bela evolução na forma de fazer uma série para jovens. Porque, por mais que seja indicada para maiores de 16 anos e que o enredo possa ser “sombrio demais”, Sabrina tem uma pegada bem teen, realmente lembra bastante Riverdale, a série que também é dos mesmos produtores.

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Dentre os personagens principais, podemos destacar suas tias, Zelda e Hilda, que funcionam bem como um “lado bom e lado ruim”, Harvey que mostra uma química incrível com Sabrina, que nos faz ficar tristes pelo fato do romance ter que acabar para seguircom o seu destino, mas também esperançosos para que ela consiga arrumar uma forma de fazer dar certo. Eu sou uma shippadora de natureza, não posso ver um casal. Também tem Ambrose, o primo de Sabrina, que pudemos perceber que será aquele belo parceiro para todas as horas. E não podemos deixar de comentar sobre o Salém, que mesmo não falando, continua maravilhoso, mas queria que ele falasse. (rs)

A história, aparentemente, mescla assuntos mais “pesados”, como a magia, o ocultismo, seitas, bruxaria, mas também traz tópicos característicos de séries adolescentes, como a amizade, o romance e o bullying. Quem não lembrou de Harry Potter na hora das acusações de “mestiça”, não viu direito e tem que ver de novo. E esse preconceito nós podemos trazer para a realidade também, por que não? Ainda mais se passando nos Estados Unidos, país onde o presidente fechou as fronteiras até mesmo para fugitivos de guerra e tem uma política altamente agressiva com imigrantes, esse sentimento “patriota” se inflou na população e uma necessidade de “limpeza” também. Mas essa limpeza nada mais é do que preconceito puro, a necessidade de impor o poder da sua raça, cor, religião ou nacionalidade sobre o outro. Precisamos ter cuidado para que isso não tome grandes proporções no Brasil também.

Tati Gabrielle, Abigail F. Cowen, and Adeline Rudolph in Chilling Adventures of Sabrina (2018)

O empoderamento da personagem principal é louvável, assim como o relacionamento extremamente saudável que ela tem com suas amigas: Rosalind e Susie. A forma como Sabrina e Rosalind prontamente se movimentam para ajudar Susie após uma violência que sofre na escola, é a forma que esperamos que as meninas se ajudem nos dias de hoje. A ideia de criar um grupo para que as demais meninas na escola, que são maioria assim como no mundo, revela que não é algo egoísta, para proteger apenas o seu grupinho, é um pensamento maior, abrangente, amplo, que visa proteger todas as mulher. E isso, minha gente, é empoderamento feminino puro. GRL PWR.
A forma com que Sabrina se posiciona perante suas tias também mostra como é segura de si, o discurso de “ser dona do seu próprio corpo” é uma das premissas básicas que lutamos e ver isso sendo replicado numa série que provavelmente atingirá milhões de pessoas é muito válido, adorei.

Espero que os próximos episódios tragam um desdobramento menos arrastado do enredo e que, finalmente, possamos ver a história ganhando forma. Mas para um piloto, nós já pudemos ter um bom vislumbre do que a série será e com isso temos uma certeza: Essa Sabrina não vai a Roma.

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Thais Pereira

Feminista, leonina com ascendente em gêmeos e lua em virgem, viciada em memes, em Friends e problematizar na internet. Formada em História da Arte, mas consciente que nunca vai trabalhar com isso na vida. Normalmente eu escrevo e falo mais do que deveria. Eu mesma, Thais Mello.

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