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Cine Panela: Adoráveis Mulheres – Little Women

Um romance do século XIX com toques bem atuais.

Little Women ou Adoráveis Mulheres, em português, é uma obra adaptada do clássico Mulherzinhas, escrito em 1868 pela autora Louisa May Alcott. O filme é dirigido por Greta Gerwig e está concorrendo em seis categorias do Oscar 2020, entre elas a mais importante, de melhor filme. Como no livro, acompanhamos a história de quatro irmãs: Jo, Meg, Amy e Beth March.

Jo é quem mais aparece. Interpretada por Saoirse Ronan, ela mora em Nova York, dá aulas particulares e sonha em ser escritora e publicar suas histórias. Ao receber uma carta de sua mãe avisando que Beth, sua irmã mais nova, está doente e seu estado de saúde piorou, a aspirante a escritora decide voltar imediatamente para a casa de sua família em Concord, Massachusetts.

A história narra a vida dessa família lidando com a doença de Beth, a preocupação com o pai das meninas, que está lutando na guerra, amores, entre outras coisas. Little Women é um filme sensível e tocante já que faz pensar sobre as relações familiares. Apesar de ser uma adaptação, ou seja, o texto-base ser o livro de 1868, ele não é tão fácil de ser feito, já que precisa ser fiel à história original e, ao mesmo tempo, ter uma identidade própria.

Acredito que por ser baseado em um livro, que normalmente é mais completo, alguns enredos foram resolvidos muito rápido. Isso, inclusive, me passou uma vontade de ler o clássico assim que possível, já que ainda não consegui.

As atuações são boas e convincentes. Destaco aqui Saoirse Ronan, que faz a Jo e está indicada ao Oscar de Melhor Atriz. Ela está muito bem e consegue passar verdade a cada cena.

Algo a se comentar e de responsabilidade da direção e edição é o fato de a história ser contada no passado e no presente. Isso é interessante para o espectador entender situações que não são compreendidas de primeira. O artifício acaba explicando muita coisa como o porquê de Amy falar para Laurie que sente muito por não ter dado certo com Jo e a tensão entre os dois na cena da festa, onde eles discutem. No entanto, o recurso faz a narrativa soar um pouco confusa em alguns momentos.

A fotografia e o figurino são interessantes e os cenários, um luxo, principalmente os momentos dos bailes. Acredito que seja importante ressaltar aqui também o ótimo desempenho de Laura Dern, que interpreta a mãe, sua atuação me tocou de uma forma única; e da sempre maravilhosa Meryl Streep. Em poucas cenas, elas conseguem mostrar a que vieram.

Apesar de se passar durante o século XIX, é possível trazer alguns discursos e sentimentos dos personagens para comparar com o nosso momento atual. O empoderamento feminino, por exemplo, está nítido em algumas cenas, apesar da data em que se passa a narrativa. Vemos Jo afirmar diversas vezes que não tem o objetivo de se casar. Para falar a verdade, ela nem pensa nisso, mas sim em seu trabalho. Isso não quer dizer que a jovem não possa se apaixonar em algum momento e viver seu romance.

Adoráveis Mulheres é uma obra para ser deliciada, já que é contada de uma forma simples, mas envolvente. Vale a pena conferir e se emocionar com a história da família March.

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Luiza Pinheiro

Carioca da gema e jornalista de corpo e alma. A primeira série que viu mesmo, aquela que a deixou viciada, foi One Tree Hill. Depois disso nunca mais parou e engatou uma depois da outra. Também ligada em cinema, não perde uma cerimônia do Oscar.

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