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Cine panela: Os sete de Chicago – The Tial of the Chicago Seven

Padrão Oscar…

Quem acompanha a premiação do menino dourado sabe muito bem que alguns diretores seguem uma fórmula pronta de elementos que dificilmente serão ignorados pela academia. E temos isso aqui também em “The trial of the Chicago seven”. O filme que é ambientado no ano de ano de 1968, narra a história verídica de diferentes grupos protestantes a Guerra do Vietnã que se uniram em um grande protesto em Chicago onde acontecia a Convenção Nacional Democrata, um evento que anunciou a candidatura de Hubert H. Humphrey à presidência. Mas, como naquela época dificilmente existiam manifestaçoes pacíficas, as coisas acabam saindo do controle e alguém tinha que pagar por isso. O governo ficou por acusar um seleto grupo de pessoas de conspiração em um julgamento que entrou para a história do país.

E esse é o plano de fundo do longa que tem como roteiro e direção o já aclamado Aaron Sorkin que imprime de forma contundente a sua marca de diálogos ágeis e muito bem construídos, porém, só o talento para escrita do Aaron não sustenta a narrativa do filme que por muitas vezes chega a soar um tanto quanto caricata e forçada. Eu sou muito fã de filmes com bases históricas e quando eu vi a sinopse, fiquei muito empolgado e já reservei minha vaga para falar dessa obra.

O filme tem uma introdução muito boa, mas peca em localizar o telespectador no momento histórico em questão nos fazendo questionar por algumas vezes o impacto da manifestação. A narrativa corre lenta por todo filme o que não é ruim porque a trama não é cansativa e prende a sua atenção de toda forma. Eu passei boa parte do filme Tentando identificar a qualidade do texto de Aaron e ate que consegui já que ele linka de forma inteligente fatos do passado com o presente fazendo com que eu me identifique com nossa atual situação política. E eu posso afirmar com certeza que esse é um dos pontos positivos do longa.

O elenco é de responsa e talvez por terem nomes de tanto peso, eu esperava mais deles. Se eu tivesse que apontar um ponto negativo para o elenco, seria a construção do Eddie Redmayne Para o seu personagem que soa muito forçado e peca em passar profundidade para quem assiste. Por outro lado o Sasha baron choen traz tanta humanidade e fluidez para o seu personagem que em alguns momentos eu esqueci que estava vendo um filme.

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Bom, no resumo da ópera “Os sete de chicago” é um filme na média que mesmo com suas falhas entrega o que promete e consegue construir um clímax muito envolvente para trama e não nos deixa com uma sensação de que faltou algo, muito pelo contrário, ele deixa um gostinho de quero mais o que nos leva a investigar mais do caso após o fim do filme.

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Dam Souza

Baiano que tem caruru e vatapá no sangue, aquele que é o canto da cidade e só discute com quem entende de Inês Brasil.

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