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Dark – Season 3 – Dark é uma poesia! [SERIES FINALE]

Der anfang ist das ende und das ende ist der anfang.

O dia do apocalipse era 27 de junho de 2020, mas cerca de uma semana antes a internet já dava seus burburinhos sobre a terceira temporada de Dark. Aqueles que puderam assistir a temporada antes diziam que era um dos fechamentos mais legais de uma série dos últimos anos, falavam que Dark era uma obra prima e talvez a melhor série da Netflix. Logo, a expectativa estava altíssima né. E o dia chegou.

Esse não vai ser um recap da temporada, não vamos ficar descrevendo o que aconteceu ou o que deixou de acontecer. Se você quiser algo desse tipo, deixo como sugestão os vídeos da Carol Moreira, ícone, que falou um pouquinho de cada episódio.

Pois bem, depois de assistir tudo, dá pra afirmar que muito do que se falava era verdade. Dark possui um final poético, mas ao longo de todas as suas temporadas nos traz um encantamento da mistura de ciência e relacionamentos. Mais do que explicar física quântica, viagem no tempo, multiverso, Dark é aquela série sobre conexões, sobre amor, sobre perda, sobre livre arbítrio. E tudo isso vai sendo discutido paralelamente às teorias loucas que os fãs criaram ao longo do tempo. Particularmente, eu sou fã recente da série. Assisti as primeiras temporadas 1 mês antes da última, e me viciei completamente com as infinitas possibilidades. Às vezes o cérebro dá uma enrolada, pois são muitos conceitos, mas de forma geral é uma série inteligente e intrigante de se acompanhar.

Falando da temporada em si, achei interessante a série trazer a questão das realidades paralelas, já que eles estavam viajando loucamente no tempo, mexendo aqui e ali. Era claro que algo tinha que refletir em algum momento. O mais legal foi que a série tratou isso de forma bem clara, não deixando dúvidas de como um Jonas morto ainda poderia existir em outro mundo. Além disso, a série também trouxa a questão do multiverso, de apresentar dois mundos com realidades similares, mas diferentes. E a forma como a série brincou com isso foi ótima, trazendo Franziska muda, ao invés de Elizabeth, trazendo Woller com 2 olhos, mas sem um braço… Esse é o encanto e o cuidado dos produtores.

   on Twitter: "Imagens da 3ª ...

Falando nisso, mais do que nunca os produtores da série merecem aplausos. Toda a construção da fotografia e da edição pra diferenciar os mundos, os cortes rápidos mostrando os diferentes personagens em tempos e mundos diferentes, toda a questão das cores e ambientação dos mundos também… Muito bem pensado e inteligente. Outra coisa que chamou a atenção foi o envelhecimento dos personagens. Antes a gente tinha uma diferenciação de 3 períodos, e nessa temporada esses ciclos foram reduzidos, então vimos o Jonas ir se tornando o Adam, vimos a Marta e a Claudia envelhecendo aos poucos também, e isso foi muito bacana.

Por falar em Claudia, vi muita gente questionando o fato de ela ter descoberto toda aquela questão do mundo original, de como chegaram até ali. Na verdade, Claudia sempre foi a personagem mais interessante e inteligente da série né. Acredito que ao longo do tempo, ao longo dos ciclos, ela ia ficando mais inteligente e passando pra uma versão sua mais jovem este conhecimento. Ela foi descobrindo aos poucos o que vinha acontecendo, inclusive se infiltrando no mundo da Eva. E tudo isso porque ela simplesmente queria salvar sua filha Regina, o que nos leva àquela questão de que Dark é simplesmente uma série de conexões, de relacionamentos entre personagens, de amor e de como lidar com a perda.

A temporada pra mim não foi das melhores, de maneira geral. Tivemos alguns episódios muito lentos, que traziam uma informação ou outra, mas que choviam no molhado. Mas tivemos episódios grandiosos, com episódios em que descobrimos a origem da medalha de São Cristóvão, que descobrimos quem era o assassino do tempo, que matou bastante gente e que também escreveu aquele livrinho da triqueta. Enfim, acredito que o melhor episódio da temporada tenha sido o episódio 7, até porque mostrou a origem de diversos personagens que seguiam sem entendermos de onde vinham.

Trazendo novamente a questão poética da série em si, vemos o destino de alguns personagens sendo fechados de maneira bem interessante. Charlotte e a própria Elisabeth sendo as responsáveis pelo rapto da bebê Charlotte no futuro, a Katharina sendo morta pela própria mãe, Bartosz sendo a origem dos Nielsen… Foram tantas respostas que fica difícil elencar, mas muitas com esse sentido poético, esse entendimento de que tudo estava interligado. Ou melhor, quase tudo.

Já no fim da temporada viemos notar que alguns personagens não possuíam origem. Não sabíamos quem eram seus pais, ou percebíamos que seus sobrenomes não eram aqueles que tinham o peso em Winden. E Claudia, na sua sabedoria, percebeu que essas eram pessoas que estavam no mundo original, que tinham esse peso lá, e não tanto nos mundos A e B gerados pelos experimentos do Tannhauss.

O experimento de Tannhauss aliás, veio da perda do seu filho. O amor que ele sentia e que foi interrompido por um acidente. E a única forma de impedir aqueles mundos de existirem, aquele ciclo de continuar eternamente, era impedindo Tannhauss de mexer com viagem no tempo, de romper o seu próprio mundo. Como estamos traumatizados, quando Jonas e Martha aparecem no meio da rua e o carro do filho de Tannhauss desliza na pista, aposto que todos pensamos que eram eles a origem da morte de tudo né KKKKKKKKKKKKKK Enfim, felizmente eles foram os anjos que salvaram tudo e impediram todo o desastre.

How the season 3 finale of 'Dark' brings the series full-circle ...

A poesia de Dark, de forma geral, não está nas simbologias que usa, não está nos relacionamentos e nos personagens que acompanhamos, não está na física quântica e na ciência abordada magistralmente pela série. A poesia de Dark está nos detalhes, em nos mostrar que tudo tem um porquê, que tudo tem um começo, tem um fim, tem uma necessidade de acontecer. E por mais que a gente lute contra tudo isso, tudo tem seu tempo. Inclusive a nossa vida. Já dizia Adam e Eva:

“As pessoas vivem três vidas. A primeira termina com a perda da ingenuidade, a segunda com a perda da inocência e a terceira com a perda da própria vida.”

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Panela Indica 08.07.2020 Panela Indica #19

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Gerson Elesbão

Um @gerson incomoda muita gente, um @gersonrealoficial incomoda incomoda incomoda muito mais! É DC, é Marvel, é Netflix, é reality. Se a série for boa, chama no probleminha, bebê!

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