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Dear White People – S02E09 – Chapter IX

Não tem um jeito certo de lidar com o luto. E tá tudo bem.

Dear White People é uma série que me faz pensar, em vários momentos. Além da óbvia questão racial que permeia tudo, tem os vários outros assuntos que eu fico olhando e pensando “bah, que jeito excelente de abordar isso’. E nesse episódio a gente viu que não tem um jeito certo de lidar com o luto.

Depois de receber a notícia da morte do pai, a Sam tem que ir pra casa pro velório e enterro. A Coco e a Noelle vão junto e já na viagem dá pra perceber que ele não faz a menor ideia de como lidar com isso. Uma hora ela quer ficar em silêncio, pensando na vida, outra hora ela quer que coloquem uma música e fiquem distraindo ela. E tá tudo bem, faz bastante sentido, não tem um jeito certo de saber o que deve ser feito nessa hora.

Chegando em casa, tem a tia Glória, que diz que ela pode chorar, porque “É pelas lágrimas que os olhos dizem ‘eu te amo'”.  Logo em seguida, somos apresentados aos tios dela, que tão sempre discutindo, sobre tudo. Aí, a gente conhece o resto da família dela. Mas, o importante disso tudo é reação que ela tem ao ver a forma como a mãe dela tá reagindo à isso tudo. A mãe dela tá trabalhando, não parando em um minuto sequer, cuidando de toda parte da comida do velório (caso você não saiba, os velórios americanos têm muita comida e alguns até têm bebidas). Isso choca a Sam, embora ela ainda não saiba o melhor jeito de reagir. E ela até fala umas coisas pra mãe, tamanho é o susto.

Mas aí, DWP ataca de novo. A realidade de quem tem um relacionamento inter-racial é complicada, muito complicada. Sempre tem alguém que vai te criticar pelas tuas escolhas, de ambos os lados, e em casos extremos, como na família da mãe da Sam – casos esses não tão raros – eles cortaram total as relações com ela logo após o casamento. Aqui no Brasil essa ideia de negros e brancos se relacionando é algo que não é bem aceito, mas nos Estados Unidos é algo que não é nem incentivado, cada grupo vive no seu canto e ninguém se mistura. E isso dói, demais.

No quarto, com as amigas, ela se permite chorar. Mas, quando todo mundo tá dormindo, ela vai no escritório do pai e acaba lendo achando coisas que ele guardava da infância dela, mostrando o quanto ele realmente amava ela. Fotos, um iPod, e, no fim das contas, uma carta, escrita especialmente pra ela. E aí que a gente se emociona de vez.

E ela tinha que falar alguma coisa no enterro dele, mas não fazia a menor ideia do que dizer, e até nisso o pai dela foi demais. Ela leu a carta, contando as coisas que eram pra ela, pra mãe dela e pras outras pessoas. Deu pra chorar fácil nessa hora, nem vou negar.

Depois do velório ela e a mãe fazem as pazes, resolvendo as coisas e falando sobre o passado e possibilidades de futuro. Mas, pra não dizer que foi um episódio solto, o pai da Sam deixa uma caixa pra ela, com alguns livros falando sobre sociedades secretas e outras coisas que vão ser relevantes no futuro. E, pra fechar com chave de ouro, o Carson Rhodes também não vai ir dar a palestra na AP.

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Rafael Augusto

Um hiperativo que não sabe viver sem ler, escrever, ouvir música, ver séries e filmes, geralmente tudo ao mesmo tempo. Fã de ficção científica, suspense, Stephen King e histórias em quadrinhos.

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