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Doom Patrol – S01E03 – Puppet Patrol

“Controle é uma arma para fascistas”.

Acho que podemos dizer que dos 3 episódios iniciais, esse acabou sendo o mais fraco, né? Os dois primeiros episódios excederam demais minhas expectativas, e logicamente, elevaram muito o nível para os seguintes capítulos. Ainda assim, “Puppet Patrol” mantém a essência da série e nos deu um pouco mais de luz sob o passado, tanto dos personagens, quanto do envolvimento do Chief com o Mr. Nobody.

Enquanto Vic tenta provar a si mesmo que consegue ser um bom líder e comandar uma equipe, os desajustados de Niles Caulder se auto desafiam, lidando com dilemas emocionais e traumas ainda latentes, para desvendar o paradeiro de seu real líder.

Rita tenta manter-se centrada e reencontrar seu equilíbrio. Cliff ainda busca compreender como sentir, ou talvez, como aprender a lidar com “não sentir”. Jane, como sempre, tenta viver consigo mesma(s). E Larry, personagem mais complexo e explorado desse episódio, quer aprender como estar no controle.

Todas as vezes que voltamos ao passado de Larry, vimos o quão conflituosa sempre foi sua vida. Ele pode até ter gostado de sua esposa algum dia, mas nunca foi capaz de admitir para o mundo – e para si mesmo – quem ele realmente é. E esse é um fardo que ele carrega até hoje, e ouso dizer que, até compreender e aceitar sua própria existência e quem de fato é, ele jamais estará no controle.

Tenho certeza que ele vai “descobrir” isso daqui para o final da temporada, e aquela epifania de “meu maior conflito era eu mesmo” acontecerá. Mas antes disso, Larry e todo o resto da equipe tem algo paralelo (na verdade, principal) para resolver: quem é o Mr. Nobody, como pará-lo e reaver Niles Caulder.

Como vimos no episódio piloto, Paraguai parece ser o ponto de partida de toda essa história. Enquanto Rita e Vic ficaram para trás, Flit – mais uma das personalidades da Jane, com poder de teleporte – levou Cliff e Larry para o epicentro das especulações.

A nossa principal descoberta aqui acabou sendo a conexão de Niles com os nazistas e aparente tentativa de parar as atrocidades que aconteciam nas instalações Fuchs. Eric Morden é tido como “a melhor das criações” no local, e toda a vibe do ambiente é bem “gênio maluco nazistinha” mesmo.

Embora toda a sequência das instalações Fuchs tenha sido bem na média (mas as cenas de ação foram incríveis como sempre, que fique claro), ao meu ver, é preciso destacar algo sobre Jane. Ela realmente não era a personalidade dominante, porém, após um incidente traumático ela acabou indo a superfície e substituindo “Miranda” (nome da personalidade dominante anterior). Isso deve ser melhor explorado nos episódios seguintes, mas eu achei uma ótima forma de pincelar as complexidades da Crazy Jane e seu passado.

Por fim, eu diria que a ida ao Paraguai não rendeu tanto assim e não avançamos muito na história. Foi legal irmos mais à fundo nas questões do Larry, perceber que ele precisa aprender a conviver consigo mesmo, mas sinto que estamos há 2 episódios dando mais peso à ele que aos outros, e eu particularmente adoraria que chegasse a vez da Crazy Jane.

No fim do episódio, ainda, vimos o irreverente “companheiro de tour” de Larry, Cliff e Jane sair da câmara de mutação, horrendamente transformado, após toda a confusão que aconteceu nas instalações. Pra quem não entendeu muito bem aquele final, acho que vale dizer que basicamente assistimos o “Homem-Animal-Vegetal-Mineral” ser forjado. Muito provavelmente, ele retornará a aparecer mais para frente, em outros arcos, já que é um dos vilões (acho que anti-heroi, na verdade, né?) do Doom Patrol.

E bem, já sabemos que a Patrulha do Destino está tão perdida e sem rumo quanto nós, mas eles precisam encontrar a trilha de pistas nos próximos episódios, porque eu não quero uma história arrastada não, hein (“Umbrella Academy” deixou marcas doloridas em mim).

E enfim, não tem como encerrar essa review com qualquer coisa que não seja o icônico bravado manuscrito:

“control is a weapon for fascists” – CRAZY, Jane.

P.S.: mais alguém está intrigadíssimo com aquela baratinha que anda aparecendo em todos os episódios e está até na abertura? HAHA.

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Luana Medeiros

Sinceramente, não sei mais há quanto tempo estou nesse site? Mas olha, faz um bom tempo! HAHA. Atualmente cuido mais de reviews de realities musicais, mas também faço meus corres nos seriados, porque a vida é isso aí! Tenho 24 anos, sou formada em rádio/tv/internet, e nas horas vagas vocês me encontram por aqui! ;)

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