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Doom Patrol – S01E06 – Doom Patrol Patrol

“The person who’s breathing is me”.

Doom Patrol, como consegue ser tão perfeita? Eu sei que já deve estar soando extremamente redundante os meus “meu Deus, que série!” a essa altura, mas realmente não tem como não continuar se surpreendendo com a qualidade desse seriado. Nada acontece por acaso, e eles conseguem adaptar suas histórias tão bem que eu chego a questionar o que estou fazendo da vida! É a série do milênio, e eu posso provar! HAHA.

No episódio anterior, Mr. Nobody deixou uma “nota mental” para Jane sobre “Doom Patrol”, e é claro que a determinação da moça jamais deixaria que ela descansasse sem buscar suas respostas. Sendo assim, em diversas misturas de passado e presente, nós seguimos uma jornada de auto conhecimento sobre a formação original da Patrulha do Destino.

A principal ligação da Patrulha original com os misfits atuais acaba sendo a Rita. Nesse universo, Rita teve um breve relacionamento com Mento, ainda nos anos 50 (mas não, eles não adotaram o Garr como nas HQs, rs). E foi por meio de flahsbacks dessas relação que nós pudemos adentrar em pontos mais obscuros do passado de Rita. Apesar de ainda bastante turvo, já começa a ficar mais claro para nós que os traumas de Rita vão muito além das inseguranças superficiais com a aparência. A suposta Marybeth para ser a maior cruz de Rita, e algo que ela simplesmente não consegue superar e/ou se perdoar por.

Mas claro que os traumas de Rita não foram as únicas coisas obscuras e curiosas acontecendo no episódio. Afinal, enquanto Jane, Rita e Larry faziam sua “tour” pela instituição da Patrulha do Destino, Cliff e Vic lidavam com a situação do pós explosão causado no episódio anterior, e para isso, o pai de Vic estava lá “cuidando” do filho e reiniciando seu sistema. O que, de fato, acabou sendo algo basante interessante, já que a todo momento somos levados a ficar nessa corda bamba ambígua sobre quais são as verdadeiras intenções de Silas. Apesar de querer acreditar que seu maior objetivo é ajudar Vic, eu ainda não sei muito bem se posso confiar 100% no cientista, pra ser honesta. E acho que essa é realmente a motivação da série, pelo menos por enquanto.

E por falar em ambiguidade… Aquela vibe “X Men” versão terror da instituição da Patrulha do Destino foi super maneira, né? Particularmente, eu adoro tudo relacionando a suspense, e ficar naquela sensação de “ih vai dar merda” me deixa realmente intrigada, haha. Bom, o Mr. Nobody não levaria a nossa trupe ao encontro dessa gente se não tivesse um belo motivo, não é mesmo? Obviamente, havia algo ali que ele queria que acontecesse.

Desde o início, nós somos apresentados a pedaços do passado de Niles que nos fazem questionar seu caráter e motivações. Certo, ele ajudou bastante Larry, Rita, Cliff e Jane (até Vic), mas até que ponto isso foi feito apenas de coração aberto? Lá em Titans nós já vimos que o Chief pode ser bem complexo, e não está isento de cometer excessos. E ao que tudo indica, é exatamente essa semente de dúvida que o Mr. Nobody quer colocar na mente do grupo.

E além do mais, acho que esse episódio serviu perfeitamente bem para demonstrar o quão devastador este vilão pode ser. Nos primeiros episódios fica até difícil levar Mr. Nobody a sério, afinal, ele é a versão “maléfica” de um Deadpool da vida. Ele sabe que está dentro de uma obra ficcional, e até interage com a nossa realidade. E isso nada mais é do que uma forma muito criativa de demonstrar a dimensão de seus poderes, que podem atravessar tempo/espaço e linhas temporais. Ele conversa conosco, entra em nossas mentes.

E normalmente, em HQs, toda e qualquer habilidade que envolva telepatia tende a ser uns dos níveis mais extremos de poder. Para mostrar que Mr. Nobody não se resume apenas à um cara metido a engraçadinho que se acha Deus e gosta de pregar peças, fomos introduzidos ao destino moribundo da Patrulha do Destino original.

Toda aquele ambiente “X Men” de Rhea, Arani e Mento não passava de uma ilusão de conforto para substituir a realidade completamente devastadora e trágica do Doom Patrol. Eles não foram capazes de derrotar o Mr. Nobody, na verdade, eles perderam e tiveram suas mentes destruídas de maneira desoladora. Foi muito impactante, pelo menos para mim, assistir aqueles três velhinhos tomando seus remédios e vivendo numa simulação, tudo porque tiveram o azar de cruzar caminhos com a devastação em pessoa.

Talvez o objetivo principal do Mr. Nobody fosse amedrontar os herois e impedi-los de seguir em frente com sua busca por Niles; talvez ele só quisesse deixar bem claro a extensão de seus poderes; talvez ele quisesse alertar a Patrulha sobre as outras faces de Niles; talvez ele quisesse tudo isso. E bom, acho que de uma forma ou de outra… Ele conseguiu desestabilizar um pouco mais os nossos herois. E agora, só nos resta continuar assistindo para ver onde toda esse viagem de LSD vai nos levar, e torcer para que, no fim, Larry, Jane, Vic, Rita e Cliff não acabem como Mento, Rhea e Arani.

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Luana Medeiros

Imagine só que um dia me foi perguntado quem eu era, e juro, até hoje não sei responder. Mas os fatos são: tenho 21 anos; sou de escorpião; amo meu cachorro e meu gato mais que tudo; estudo Rádio/TV/Internet, ouço Maroon 5; piro no Adam Levine; consigo colocar os pés atrás da cabeça; e - contraditoriamente - por fim, nasci de 7 meses.

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