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Doom Patrol – S01E07 – Therapy Patrol

“Therapy! Therapy! Therapy!”.

Meu Jesus, a agonia em forma de episódio! Eu não sei se fui a única, mas esse episódio inteiro me deixou extremamente desconfortável e inquieta, foi tão profundamente perturbador e desenfreado pra mim que eu tive até que pausar em alguns momentos para respirar e sai um pouquinho dessa vibe tão tensa.

Desde o começo nós sabíamos que esta seria uma história sobre desajustados, pessoas com poderes que mais deveriam ser chamados de “fardos”; que aqui não teríamos a linda história de superação de um alienígena, último de sua espécie que usa seus poderes para salvar o planeta. Do segundo inicial, já podíamos perceber pelo humor ácido e auto depreciativo que “Doom Patrol” não iria deixar seus conflitos “humanos” em segundo plano. Na verdade, eles seriam o principal fio condutor da nossa história.

E embora esse teor humano tenha estado presente em todos os episódios até aqui, nenhum tinha entrado tão de cabeça neles como “Therapy Patrol” fez. Bem, talvez isso já tenha ficado evidente no nome do episódio, mas nós sentamos por 55 minutos para discutir as dificuldades e obstáculos que impedem esses “não-herois” de seguirem em frente, de superarem a si próprios, de pensarem num futuro que não seja lamentar o passado.

Houveram muitos momentos angustiantes – e até com leves metáforas à distúrbios que lidamos em nosso cotidiano moderno –  e que me deixaram bastante deprimida assistindo. Só para citar alguns eu poderia mencionar a Rita em forma de lesma, simplesmente tentando passar por uma manhã normal sem literalmente derreter numa poça no chão… Mesmo que metaforicamente, quem nunca passou por isso? Ou também poderia comentar sobre Cliff incomodado com a sensação de “não sentir nada”, existe algo pior do que a completa dormência? Quem sabe então Larry sofrendo para se acolher, para se livrar do estigma de não conseguir se olhar no espelho e aceitar a si próprio? Se não fosse suficiente, como lidar com um sentimento de culpa que você simplesmente jamais será capaz de superar e que não há como reparar? Eu não consigo colocar em palavras a importância de coisas assim ganharem espaço de tela e debate num programa como “Doom Patrol”.

Além de estabelecer uma conexão mais pessoal com os personagens, visualizar essas situações nos permite compreender melhor as dimensões e complexidade da trama. Na minha opinião, desenvolvimento de personagem é uma das coisas mais importantes num seriado, porque se você dá essa densidade à seus protagonistas, o caminho já está metade pavimentado para a construção da história.

Apesar de não termos evoluído tanto assim no plot principal (pelo menos, não de maneira convencional), alguns conflitos já começaram a causar problemas reais para a continuidade da busca pelo Niles. Se você planta uma bomba que implode lentamente, ao invés de explodir imediatamente, você causa consequências muito mais permanentes. E olha, pra mim não resta mais nenhuma dúvida que esse é o principal objetivo do Mr. Nobody.

Quando Jane e Cliff disseram certas “verdades inconvenientes” um ao outro, eu só conseguia pensar “ai não, a melhor amizade não pode acabar assim”. Jane está ficado cada vez mais insuportável, mas sem termos ainda muita noção de tudo que ela já passou e passa diariamente, acho que nem dá para julgar tanto. E Cliff foi um verdadeiro babaca durante todo o episódio, mas assim… A culpa não foi inteiramente dele, não é mesmo?

PORQUE… O QUE FOI AQUELE FINAL? Meu Deus do céu, simplesmente brilhante! Eu não consigo imaginar as reuniões de pauta e roteiro da equipe dessa série, pois imagina você sentar numa mesa e ter que mandar um “e se tudo isso for causado por um rato, manipulado pelo Mr. Nobody após a morte de sua mãe, tudo por vingança?”, HAHA. Surreal, né? Além de ter sido uma sacada mais do que inusitada e nada tradicional, o planejamento para todo o arco foi extremamente bem feito. Eu fico chocada como essa série tem tudo bem pensado e executado, chega a ser bizarro!

Para fechar, acho que vale mencionar a pintura da Hangman’s Daughter, né? Ao que tudo indica é uma espécie de premonição revelada à Jane pelo Mr. Nobody enquanto ela estava dentro do “universo dentro do burro”, onde o Cyborg perde o controle e mata todos eles. Claro que isso deixou o Vic preocupado, mas eu estou curiosa para compreender o desenrolar dos fatos até chegarmos no fatídico momento. Não vou nem ousar tentar bolar uma teoria, porque pelo o que conheço de “Doom Patrol” eu tenho 99,9% de chances de estar completamente equivocada. Seria quase como jogar “Dark Stories” tendo apenas 1 palpite, lol.

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Luana Medeiros

Sinceramente, não sei mais há quanto tempo estou nesse site? Mas olha, faz um bom tempo! HAHA. Atualmente cuido mais de reviews de realities musicais, mas também faço meus corres nos seriados, porque a vida é isso aí! Tenho 24 anos, sou formada em rádio/tv/internet, e nas horas vagas vocês me encontram por aqui! ;)

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