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Doom Patrol – S01E08 – Danny Patrol

“Oh, people like us we’ve gotta stick together.” – CLARKSON, Kelly.

Sabe, eu demorei um pouco mais do que o usual para assistir esse episódio, e isso acabou sendo um grande ensinamento. Sabe por que? Pois, particularmente, esse foi o episódio que mais conversou comigo entre todos da série. E eu, mais uma vez, estou em completa perplexidade com a perfeição em todos os detalhes que “Doom Patrol” prova ser a cada episódio.

Essa poderia ser apenas mais uma série sobre heróis desajustados tentando ser uma equipe, é o que mais temos hoje em dia. Mas “Doom Patrol” excede demais essa premissa tão simples. De maneiras totalmente geniais, a série encontra conexões com o real e o atual, conseguindo implementar em seu enredo temas e assuntos extremamente sensíveis e recorrentes, dando humanidade e complexidade absurdas não somente à seus personagens, mas também à todo seu contexto estrutural. Apesar de toda a plumagem surrealista, “Doom Patrol” prova ser completamente relacionável.

Além disso, a série transita de forma muito fluída entre drama e humor. Isso é realmente algo que merece destaque, pois este balanço é muito difícil de ser alcançado. Eu já devo ter comentado sobre esse aspecto anteriormente, mas não custa nada ressaltar mais uma vez, já que todo episódio parece manter o mesmo equilíbrio notável. Sendo assim, “Danny Patrol” não foi diferente.

Basicamente, ficamos divididos em dois núcleos lidando com dois dramas distintos. Cliff e Rita estiveram o tempo todo na terror comédia romântica bizarra e contorcida de Karen – a personalidade psicótica romântica de Jane, com o poder do “feitiço do amor”; quase uma “Encantor” do universo DC – tentando trazer Jane de volta. Já Vic e Larry partiram numa jornada sobre pistas de Niles, acabando na “Rua Danny”.

E eu não preciso nem dizer que todo o plot da Danny Street foi simplesmente genial, não é mesmo? Além de dialogar estritamente com Larry, seus traumas, medos, inseguranças e tudo mais, ainda trouxe à tona fragmentos do passado do Capitão Trainor pré-Niles Caulder, com a Agência do Anormal.

Acho que ficou bem explícito, mas como “Doom Patrol” pode ser bem viagem de LSD às vezes, não custa explicar o óbvio. “Danny Street” é uma rua com vida e consciência própria que abriga os desajustados da sociedade. Ela/ele tem a capacidade de se teleportar para qualquer parte do planeta, e se comunica via textos.

Eu, sinceramente, não teria jamais pensando numa forma mais perfeita e cativante de tocar na maior insegurança de Larry, ainda mais após toda a gafe do “você é gay, yay” do episódio passado. E digo que toda a parte musical do episódio foi uma das coisas mais incrivelmente bem encaixadas que eu já vi em um seriado. Quando vi, pelos stills do episódio, que haveria um ato musical, eu já pensei “ai, lá vem forçar a barra”, pois não conseguia imaginar uma maneira coesa de fazer isso acontecer.

Mas toda essa sequência foi de uma criatividade sem igual. Quando Larry pegou o microfone, e toda a performance de “People Like Us” da Kelly Clarkson teve sequência, eu pensei “ai, o momento de libertação chegou”. Porém, a surpresa – e o motivo de tudo ter encaixado tão bem – vem logo depois, quando percebemos que foi apenas uma imaginação, e na realidade, Larry mais uma vez não consegue se abrir.

P.S.: gostaria de agradecer à essa equipe de produção maravilhosa que optou por uma escolha musical fresca e fora da caixinha para cenas de “saindo do armário”, ao invés dos clichês “I Will Survive”, “Born This Way” e afins. Já disse isso outras vezes, mas… Doom Patrol, conte comigo para tudo!

No fim, a única revelação realmente relevante sobre Niles acabou sendo a HQ entregue ao Vic. E, talvez, minha única crítica à este arco do episódio, seja o embrulho final da jornada. Apesar de ter amado o momento “murro na homofóbica”, pareceu uma solução simples demais para um problema que havia se mostrado tão complexo no início. Não chegou a ser um “deus ex machina”, mas foi um nó final bem preguiçoso, vamos assim dizer. Ainda mais se levarmos em conta que, de certa forma, também deveria ser um ponto final para várias questões pessoais do Larry, tanto com o seu passado, quanto consigo mesmo.

Do outro lado da moeda, após o colapso da Karen/HammerHead, Cliff e Rita foram deixados com uma Jane sem reação. Karen parece ter sido sugada para algum nível mais profundo do subterrâneo, enquanto que tudo que Cliff queria era se desculpar pelas duras palavras ditas à sua amiga.

O próximo episódio chama-se “Jane Patrol”, e com este final de hoje, eu logo imagino que eles irão adaptar uma das HQs mais famosas da Patrulha do Destino, onde Cliff acaba adentrando o subconsciente – ou melhor, subterrâneo – de Jane. Eu fico animada desde já, pois Crazy Jane é, de longe, a personagem mais complexa e interessante do grupo. E apesar de acreditar que “Doom Patrol” vem fazendo um trabalho EXCELENTE de desenvolvimento de seus personagens (sente o cheiro, Titans), ainda precisamos de mais luz sobre o “funcionamento” da Jane! Subterrâneo, pode vir que eu estou pronta!

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Luana Medeiros

Sinceramente, não sei mais há quanto tempo estou nesse site? Mas olha, faz um bom tempo! HAHA. Atualmente cuido mais de reviews de realities musicais, mas também faço meus corres nos seriados, porque a vida é isso aí! Tenho 24 anos, sou formada em rádio/tv/internet, e nas horas vagas vocês me encontram por aqui! ;)

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