Posts Populares

Doom Patrol – S01E13 – Flex Patrol

”Has been so dark without you”

Eu não me canso de elogiar essa série e ela não cansa de me surpreender. Quem diria que teríamos um episódio até romântico, bicho.

Anteriormente a equipe tinha conseguido a pista de que um herói, Flex Mentallo, havia sumido de um anúncio e ele poderia ser uma pista para encontrar Niles Caulder. Eles só não esperavam que encontrariam um Flex completamente sem memória e que recuperá-la seria tão difícil.

Enquanto Cliff e Jane tentam de alguma forma fazer com que Flex use seus poderes e com isso recupere suas memórias de volta, o espírito negativo volta ao corpo de Larry e o conduz a uma memória bastante conveniente. Enquanto ele estava na Ant Farm, ele já havia conhecido Flex Mentallo.

Com isso podemos conhecer mais de Mentallo e como foi seu período no Bureau. Aliás, para quem não conhecia o personagem assim como eu, seus poderes basicamente funcionam assim: toda vez que Flex flexiona algum músculo, ele consegue mudar a realidade. É incrível como Doom Patrol conseguiu adaptar todas das mais bizarras histórias que envolvem as HQS de uma maneira bem feita, sem perder a essência ou parecer ridículo.

E falando em parecer ridículo, apesar do Flex ser um personagem que não aparenta ter complexidade alguma, seu momento com Dolores foi de partir o coração. Quando Larry retoma consciência e avisa a equipe que sabe como fazer Flex recuperar as memórias de volta eu já pensei que alguma coisa ruim aconteceria. Mas não imaginei que ficaria tão triste.

A morte de Dolores me lembrou muito o Peter Parker em Guerra Infinita, bicho. Ela sumindo e pedindo ajuda é a cara do Peter pedindo pro Tony ajudar ele e dizendo que não queria morrer. Simplesmente SEM ESTRUTURAS PRA ISSO! Os dois se declarando foi a coisa mais linda, o meu coração de fã de comédia romântica ficou bastante aquecido, obrigado pelos mimos @DoomPatrol. Aliás, triste fim da Dolores, coitada. Acabou que Flex recuperou suas memórias, e consequentemente seus poderes, da pior maneira possível.

Enquanto tudo isso acontecia, Rita ficou no hospital ajudando Vic com seu pai e acabou conhecendo um senhor de idade bastante simpático, que a fez desabafar bastante coisa e tomar coragem. Ela convence Vic a colocar de volta Grid em seu sistema e com isso voltar a ser o Ciborgue. Apesar de ser uma decisão ”certa” considerando tudo, ninguém esperava que o senhorzinho que ela havia acabado de conhecer era ninguém mais ninguém menos que O NOBODY (essa expressão nunca fez tanto sentido).

BIcho eu me surpreendo cada vez mais com esse cara, ele sem dúvida alguma já é meu vilão favorito dentre todas as séries que eu já vi. A cena final é simplesmente SENSACIONAL. Eu confesso pra vocês que esse episódio, pra mim, estava sendo um dos mais fracos até então ( fraco em um nível Doom Patrol de excelência, claro) mas depois desse final eu quis levantar e bater palma, porque não é possível uma série ser tão boa.

 

Um dos ”defeitos” da série era o fato de que a história principal estava sendo arrastada e a série dava um foco maior em apresentar personagens e desenvolver os principais. Beleza, ótimo, MAS E O NILES?! Pois bem, agora finalmente a equipe, liderada por Rita, decide acabar com toda a palhaçada.

E aí corta para o vilão assistindo a série em um tablet, sentado, debochando do quão demorada foi essa decisão. Até mesmo o defeito da série no fim não é defeito porque foi tudo proposital, tudo foi construído sendo pensado e com um propósito, até mesmo a ”enrolação” era pra chegar em um ponto crucial pra série. A perfeição, meu deus!

Não é surpresa alguma que as séries de Tv vem se preocupando cada vez mais em aproximar mais o programa do público em si. Séries como ”House of Cards” por exemplo, que quebram a quarta parede pra conversar com o telespectador, entre outras. Mas Doom Patrol é diferente, quebrar a quarta parede ela já fez, isso aqui foi completamente diferente de tudo que eu já assisti. Não é simplesmente uma conversa conosco, é uma sátira, uma piada que fizeram com eles mesmos, uma narrativa totalmente despretensiosa e nova. Me arrisco a dizer que já é uma das melhores séries dos últimos anos.

Espero de verdade que a série tenha seu reconhecimento merecido, pois merece tudo de bom, até mesmo uns Emmys da vida ai. Estamos nos encaminhando para o final da temporada e já estou de coração apertado. Fiquem com a imagem de Dolores e Flex na cabeça de vocês.

”You’re the light of my life”.

 

gostou da matéria? deixe um comentário!

Erik Lacerda

Paulista, 17 anos, não bebo mas rola um cantinho do vale de vez em quando (ou é cantina? não sei). Amo comentar sobre tudo o que assisto porém nenhum amigo meu tem paciência pra me ouvir falando besteira sobre GOT, Grey's e How I met Your mother, por isso estou aqui.

Tema por Gabriela Gomes Todos os direitos reservados ao Panela de Séries