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Doom Patrol – S01E14 – Penultimate Patrol

“I shall be narrating my own tale from now on”.

Eu gostaria de começar essa review já dizendo que “Doom Patrol” é uma das melhores séries dos últimos tempos e eu não preciso nem provar. Se assim como eu, você chegou até aqui, sabe dos meus motivos para tal afirmação e, provavelmente, concorda redondamente, haha. Tecnicamente, “Doom Patrol” foi muito bem produzida, e traz uma validação muito mais sólida ao DCUniverse do que “Titans”, disso não resta dúvidas.

Podemos argumentar que houve uma certa enrolação no plot principal até aqui, e de fato, houve. Porém, até essa “falha” parece ser justificada quando o vilão – e narrador – tem plena consciência de que está numa série de TV e que precisa criar uma história sinuosa e engajante para somente então atingir seu clímax.

Nós passamos por muitas sub-histórias para chegar onde chegamos. Entramos na bunda de um burro, impedimos o fim do mundo, conhecemos uma rua de gênero fluído, escapamos da Agência da Normalidade e bundas assassinas, adentramos o subterrâneo da Jane, descobrimos verdades dolorosas sobre a história de Vic, e por fim, fomos apresentados ao nosso semi “deus ex machina”, Flex Mentallo.

No entanto, todos esses sub-plots me parecem terem sidos planejados, obviamente. Afinal, se vocês prestarem bastante atenção, todo episódio tem um conflito que acaba sendo resolvido nele mesmo (com exceção de “Cult” e “Paw” Patrol, que são sequências), e apenas alguns pequenos pedaços do quebra-cabeça principal são revelados. É uma estratégia legal, pois mesmo se você assistir um episódio solto, ainda existe uma experiência legal.

Mas enfim, sem mais sub-plots, chegamos ao arco final! Com a ajuda de Flex Mentallo, nossa equipe de desajustados finalmente está cara a cara com o seu nêmesis, Mr. Nobody. Claro que o caminho para esse encontro não poderia ser comum, por isso, antes de conseguirem entrar no “espaço branco”, Flex levou todo mundo ao orgasmo, LOL. No fim, eu só conseguia pensar “putz, Larry e Rita tavam precisando disso mesmo”. E pobre Cliff tendo que “fingir” um orgasmo para não ficar de fora do rolê.

Todavia, enquanto o quarteto original, mais uma vez, enfrentava seus fantasmas; Vic não estava presente. Bem, eu não tinha muito apego ao Vic no início, e a todo momento eu pensava “ele não faz diferença nenhuma aí, tão aleatório”. Mas olha, confesso que após o episódio “Cyborg Patrol”, tudo mudou e eu finalmente criei um laço emocional com o personagem, talvez não tão forte quanto aos que tenho com Rita/Larry/Jane/Cliff, mas forte suficiente para me fazer ter empatia por ele. Vic pode não ter sido manipulado e torturado mentalmente pelo Mr. Nobody desta vez, mas ele sofreu do mesmo (e em pior forma) veneno com seu pai, ao descobrir que nem todas as suas memórias são reais.

Até agora, não ficou muito claro quais são os poderes do Mr. Nobody realmente. Se não formos dar aquela espiadinha na história do personagem nas HQs, tudo o que sabemos é que ele levou um toco de uma mulher (que deu origem ao seu codinome vilanesco) e seus poderem contemplam conseguir manipular coisas e situações ao seu redor, pode transitar no tempo/espaço e sabe-se lá mais o que. Mas, sinceramente, o que ele REALMENTE quer? Quais são suas motivações? E por que ele quer o Niles longe da Patrulha?

Lembro que alguns episódios atrás, ele pergunta ao Niles “onde está a garota?”, e então surgiu a teoria do Reddit dele estar atrás de Dorothy Spinner, mas mesmo que seja isto… Para que? Toda essa questão das motivações do vilão ainda estão bem turvas, e bem… Só temos mais 1 episódio para o fim da temporada, essas perguntas precisam ser respondidas logo.

Porém, uma coisa é fato: Mr. Nobody sabe contar uma história como ninguém (rs). Teoricamente, o que se pode esperar do clímax em uma série de heróis? Uma batalha épica, no mínimo. Delete that, nosso clímax aqui foi uma conversa 100% anti-clímax. E é por essas coisas que “Doom Patrol” é tão genial. Ainda que ilusoriamente, assistir Rita assumir o controle da narrativa foi tão reconfortante. Claro que não demorou para a angústia voltar a dar o tom.

Eu lembro que em alguma das minhas reviews iniciais, eu cheguei até comentar que o Chief era um personagem complexo e que não sabia até que ponto poderíamos confiar nele. Só que a série tratou tão bem de focar em outros pontos, que eu acabei deixando isso de lado. Mera bobagem, claramente. Depois de assistirmos ao loop bizarro das 3 mortes alternativas do Doom Patrol, Niles revelou que foi o responsável pelas tragédias que mudaram as vidas de Rita, Larry, Cliff, Jane e Vic para sempre.

Eu acredito que Niles não esteja diretamente envolvido nisso, e vamos ter mais noção disso no próximo e último episódio. Mas o que eu realmente estou aflita demais para saber é: COM O QUE ESTAMOS REALMENTE LIDANDO? O que o Mr. Nobodu quer? Qual é a nossa batalha, de verdade?

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Luana Medeiros

Imagine só que um dia me foi perguntado quem eu era, e juro, até hoje não sei responder. Mas os fatos são: tenho 21 anos; sou de escorpião; amo meu cachorro e meu gato mais que tudo; estudo Rádio/TV/Internet, ouço Maroon 5; piro no Adam Levine; consigo colocar os pés atrás da cabeça; e - contraditoriamente - por fim, nasci de 7 meses.

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