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Doom Patrol – S01E15 – Ezekiel Patrol [SEASON FINALE]

“I’d rather be a nobody than be a nothing”.

Gente, que série, que jornada! Depois de 14 episódios com os acontecimentos mais loucos, eu não sabia muito o que esperar desse final. Afinal, Mr. Nobody já havia conseguido sua vingança, o que mais poderia acontecer? E vamos ser sinceros, para quem assistiu “Titans”, o medo de acabarmos com algo “incompleto” era grande, né.

Entretanto, não foi necessário mais do que 5 minutos de episódio para percebemos que a excelência que se seguiu até aqui não iria ser deixada de lado para o gran finale! Já enchi o saco de vocês falando do balanço entre drama e humor da série, mas “Ezekiel Patrol” se provou o melhor exemplo. O episódio foi engraçado, foi emotivo, foi conclusivo, foi envolvente. Todas as bizarrices de “Doom Patrol” se entrelaçaram para formar uma última pintura surrealista, uma obra prima.

E bem, analogia que vem a calhar, né. Afinal, nosso último dilema se deu todo dentro de uma pintura. Após descobrirem que Niles Caulder foi o verdadeiro autor das tragédias que mudaram suas vidas para sempre, o grupo se desfez e cada qual foi tentar viver sua vida da forma que fosse. Larry e Rita foram morar juntos, e essa amizade já é tudo pra mim. Cliff secretamente continuou tomando conta de Jane. E Vic, como sempre, isolado e sozinho na história.

Eu gostaria de levar um pouquinho mais de tempo nesse ponto da motivação do Niles, sabe por que? Porque no fim das contas, eu não consegui sentir tanta raiva dele como deveria. Tudo que ele fez foi horrível, e chegamos à conclusão que ele foi o verdadeiro grande vilão da nossa história. Mr. Nobody só estava ali realmente como narrador, apenas criando um caminho sinuoso e nada objetivo para a confrontação e revelação final. Nós achávamos que esta era uma série narrada por seu vilão, mas na verdade, tudo que ele era… Era o narrador.

Eu lembro que já cheguei a comentar em alguma review passada que não dava para confiar 100% no Niles, pois mesmo nas HQs, ele sempre teve um lado obscuro e subversivo em sua personalidade. Ao mesmo tempo que ele nutria os seus pupilos, ele alimentava uma certa obsessão. Mesmo assim, eu talvez compreenda seus motivos. Nada, absolutamente nada, justifica suas ações, mas ele tinha uma motivação maior.

A teoria do reddit da Dorothy Spinner ser a filha do Niles acabou se provando real. E para quem não é muito familiar com a personagem, ela basicamente é uma garota com o poder de dar vida à criaturas de sua imaginação. Esse poder começa a ficar mais complexo quando sabemos que uma vez com vida própria, a criatura pode ou não ter uma conexão com Dorothy. Ou seja, é o tipo de poder que pode facilmente sair de controle. E ao que parece, essa versão da Dorothy é ainda mais multi-talentosa, pois o Mr. Nobody chega a comentar que ela “gigantificou” Ezekiel e Almirante Whiskers.

Niles comenta que precisava “viver um dia a mais” que sua filha para proteger não só ela, como todos. Talvez seja um motivo egocêntrico, mas é o tipo de coisa que dá profundidade ao personagem e o deixa tão imperfeito quanto os outros. Nenhum deles é 100% heroi (talvez o Vic seja, sei lá), mas ao longo dessa primeira temporada, eles evoluíram bastante. Desenvolvimento e crescimento de personagem foi algo executado de maneira perfeita em “Doom Patrol” e isso não dá para negar. Só para não me esticar muito mais nisso, basta tomar Larry e sua relação com o espírito negativo como exemplo. Eles começaram como completos estranhos e agora eles trabalham juntos par ao bem estar mutuo de ambos.

E foi esse desenvolvimento de persona de todos que proporcionou a última aventura de LSD da temporada. Agora, com um espírito de equipe e conscientes que podem ser mais, eles aceitaram (nem de tão bom grado assim, pois Cliff, rs) entrar numa pintura, sem saber como voltar, para salvar a Rua Danny e Dorothy Spinner que haviam sido sequestrados pelo Mr. Nobody e sua trindade do mal, com Ezekiel e Almirante Whiskers.

Almirante Whiskers nós já conhecíamos bem, afinal, ao fim de “Theraphy Patrol” nós vimos sua história. E sobre o Ezekiel, pelo o que eu sei, ele é uma barata ultra religiosa, que acredita ser escolhido de Deus para ser um dos cavaleiros do apocalipse. É bem louco, mas bom… “Doom Patrol” é isto. Mr. Nobody se junta à eles quando percebe que após se vingar de Niles Caulder, ele não tinha absolutamente mais nada para fazer. Então, ele recorda-se de Dorothy e decidi agir contra o Chief pela última vez.

Foi tão especial assistir à dinâmica de equipe da nossa Patrulha! Inclusive, esse episódio deixa uma vibe totalmente sólida para uma segunda temporada, onde eles já podem agir como equipe! E por falar em segunda temporada, algo que percebi que não foi respondido e intencionalmente foi deixado em aberto: as “visões” assassinas de Vic. A Filha do Carrasco pintou aquela “previsão” onde ele saia de controle e matava seus colegas, isso foi abordado em alguns episódios e quando Vic surtou, eu achei que algo no estilo finalmente iria acontecer. Mas não foi assim, e confesso que até acabei deixando de lado. Porém, mais uma vez isso apareceu neste episódio, só que desta vez em forma de sonho. Ou seja, esse “surto assassino” do Vic ainda virá a ser explorado no futuro.

Além disso, eu não estou convencida que o Beard Hunter e, principalmente, o Mr. Nobody vão ficar eternamente presos naquela tela em branco. E na verdade, espero que não mesmo. Mr. Nobody foi um personagem muito rico nesta temporada, se formos ser justos, ele foi o nosso fio condutor, foi a sua narração que deu todo o tom da história. Ele conduziu tudo, e encerrar sua participação por aqui seria tolo demais. Ainda há muito mais a ser aproveitado, até porque nos próprios quadrinhos, Eric Molden como Mr. Nobody atravessa várias fases e é um inimigo recorrente da Patrulha. Além disso, a atuação do Alan Tudyk foi o maior destaque de toda temporada, na minha opinião. Com certeza ainda vamos vê-lo mais para frente.

Outro personagem que absolutamente será peça chave na próxima temporada é Dorothy. Eles fizeram questão de não mostrar o rosto da garota nesta finale, mas é de imaginar que ela tenha feições parecidas com sua mãe, a Mulher das Cavernas, com quem Niles se envolveu no passado. Não sabemos o que houve com as duas, mas de fato isso será explorado mais adiante.

E bom, o principal gancho: com um plano colaborativo bastante genioso eles conseguiram resgatar Danny e Dorothy e sair da pintura. No entanto, eles escaparam da radiação do Larry por estarem dentro do Ezekiel, ao voltar ao mundo normal, eles voltaram dentro do Ezekiel. Isto é, eles estão minúsculos, haha. Agora, só nos resta aguardar ansiosamente pelo anúncio da segunda temporada, que com certeza irá ser confirmada em breve. Afinal, “Doom Patrol” já é um sucesso de crítica e traça um caminho muito promissor para o serviço de streaming da DC!

No mais, encerramos por aqui e nos vemos novamente daqui alguns meses para rir e chorar mais um pouquinho com o grupo de “heróis” mais bizarro que já existiu.

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Luana Medeiros

Imagine só que um dia me foi perguntado quem eu era, e juro, até hoje não sei responder. Mas os fatos são: tenho 21 anos; sou de escorpião; amo meu cachorro e meu gato mais que tudo; estudo Rádio/TV/Internet, ouço Maroon 5; piro no Adam Levine; consigo colocar os pés atrás da cabeça; e - contraditoriamente - por fim, nasci de 7 meses.

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