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Cine Panela: Avengers – Infinity War

O maior filme de super-heróis de todos os tempos, sim.


Dez anos. Dezoito filmes. E tudo nos levou para esse momento, onde veríamos mais de vinte super heróis reunidos num único filme, dividindo espaço na tela. Se falasse isso para qualquer amante de HQs dez ou quinze anos atrás, ninguém acharia que seria possível ver, na mesma cena, o Homem de Ferro, o Doutor Estranho, o Homem-Aranha e o Starlord, ou o Capitão América, o Pantera, o Thor e o Groot. Foram longos anos de espera, de construção de todo um universo compartilhado, mas quando as luzes do cinema se acenderam no final do filme, nós sentimos que valeu a pena.

Guerra Infinita já chegou quebrando recordes, e o principal deles foi: Maior estreia da história, a nível global, isso sem contar a China. Atualmente, com quase um mês em cartaz, o filme está com quase US$ 1.9 milhões em bilheteria. A maior bilheteira de um filme de heróis na história e isso choca um total de 0 pessoas, porque todos já esperavam esse sucesso absoluto do filme. Que em apenas um final de semana, ultrapassou a bilheteria do primeiro filme da equipe do maior rival. A Marvel conseguiu construir um império e uma massa absurda de fãs, que consomem todos os seus filmes com a mesma intensidade e paixão. Planejamento e organização são as palavras-chave para o estúdio, que já tem mais outros vinte filmes em produção. Ou seja, a Marvel quer continuar dominando os cinemas por bastante tempo.

 

Sobre o filme, mesmo com alguns pontos que muitos podem entender como erros, eu considero um filme muito corajoso. E nada previsível. Não é comum vermos um filme totalmente centrado no seu vilão. Thanos é o protagonista do filme de verdade e faz valer todo o misticismo que foi criado ao seu redor desde o primeiro longa dos Vingadores, quando descobrimos que era ele que estava por trás da invasão comandada por Loki. Thanos é um vilão convincente, verdadeiro, crível e com fraquezas. É o antagonista que o o Universo da Marvel precisava, porque ele consegue carregar todo o peso que o filme traz consigo e faz sem nenhuma dificuldade. Seus planos não são megalomaníacos, muito menos rasos. Há um pensamento, um sentido por trás de tudo, e mesmo que seja uma motivação torta e errada, você acaba compreendendo porque ele deseja tanto reunir as joias do infinito e destruir metade do universo. Não quero justificar um genocídio, não acho que seja a melhor solução, mas ninguém pode falar que Thanos não é convincente em seus argumentos. E sim, ele tem uma fraqueza. A relação do titã com suas filhas, Nebulosa e Gamora, nunca foi das melhores, afinal, ele as treinou para serem assassinas, para serem responsáveis pelo seu trabalho sujo. Mas quem diria que realmente existiria algum sentimento bom por trás de tanto rancor e desejo de destruição. Nós vemos um homem terrivelmente despedaçado, encarando as consequências dos seus atos, vendo o que ele teve que perder para conseguir o que tanto quis. Essa humanidade que deram ao personagem, só faz dele ainda maior, porque, de alguma forma, você acaba se envolvendo na história, criando laços, tendo empatia. E quando você tem empatia pelo vilão, você percebe que as coisas não estão bem pro seu lado.


E quanto aos heróis, vemos alguns tendo mais espaço do que outros, mas isso já era esperado. Dificilmente os diretores conseguiriam que quarenta personagens tivessem tempo de tela por igual e desenvolvessem uma história individual no filme. Mas, ainda assim, cada um teve seu espaço para brilhar, sejam os Vingadores Secretos (Capitão América, Falcão e Viúva Negra) chegando para salvar o dia, como Doutor Estranho, Homem-Aranha e Homem de Ferro tendo que encontrar uma forma de trabalharem juntos. Os Guardiões da Galáxia se encaixaram de forma perfeita, sem perder a sua principal característica: a irreverência. Heróis como a Mantis, que tem seus poderes questionados por muitos, se mostrou verdadeiramente necessária e poderosa, fazendo algo incrível com sua capacidade de controlar as emoções alheias. Hulk, que foi surpreendido de forma negativa, acaba sendo o ponto baixo do filme, mas que dá espaço para que o Bruce seja importante em sua figura humana também. Há quem odeie o Peter Quill agora, só que essas pessoas eu escolhi ignorar. Tom Holland mostrou que é um ator incrível e o melhor Homem-Aranha/Peter Parker que já tivemos no cinema (resta aceitar). Mas os destaques individuais do filme, para mim, são Thor e Gamora, com uma menção honrosa para a Feiticeira Escarlate. Minha Wanda continua a crescer, filme após filme, seu futuro no MCU pode ser incrível e eu mal posso esperar. Mas voltando ao Thor e a Gamora, os dois possuem histórias individuais muito bem construídas no filme e um protagonismo importante, mas de formas diferentes. Algumas cenas deles farão seu coração doer, talvez, até mesmo, derrama algumas lágrimas, mas outras são tão incríveis, que deveriam se tornar elogio, tipo: “Você está tão Thor chegando em Wakanda hoje.”

A coragem do filme continua e se torna ainda maior em seus minutos finais. Por mais de todo mundo saiba que os acontecimentos serão revertidos de alguma forma, nós, ou eu, pelo menos, não esquecerei nem tão cedo muitas das coisas que eu vi nesse filme. São cenas emocionantes e que mexem com o coração dos mais sensíveis, como eu. Agora só nos resta aguardar ansiosamente e torcer para que maio de 2019 não demore para chegar. Temos mais dois filmes da Marvel até Vingadores 4 (sem nome divulgado), O Homem-Formiga e a Vespa, que estreia ainda esse ano, e o mais aguardado, por mim, Capitã Marvel, que chega aos cinemas no início de 2019. Capitã Marvel será o primeiro filme protagonizado por uma heroína da Marvel e ficamos na torcida para que tenha o sucesso que Mulher Maravilha teve. Carol Danvers, estou te aguardando ansiosamente. Até lá, só nos resta sofrer e esperar.

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Thais Pereira

Feminista, leonina com ascendente em gêmeos e lua em virgem, viciada em memes, em Friends e problematizar na internet. Formada em História da Arte, mas consciente que nunca vai trabalhar com isso na vida. Normalmente eu escrevo e falo mais do que deveria. Eu mesma, Thais Mello.

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