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Especial Iron Fist – S02

Mesmo sendo melhor do que a primeira, a segunda temporada de Punho de Ferro só funciona quando não se leva a sério

Antes de mais nada, a gente precisa concordar em uma coisa: a primeira temporada de Iron Fist foi ruim, e não seria nenhum exagero dizer que ela foi péssima. Indo além do problema inicial do personagem (é um cara branco fazendo coisas que uma pessoa branca não deveria estar fazendo – sim, tem uma gama bem variada de coisas que pessoas brancas não deveriam estar fazendo), fica difícil demais levar a sério um cara que diz ser a maior arma do universo que, na hora de colocar sua palavra a sério, apanha de TODO MUNDO que chega perto dele. Além do mais, as cenas de lutas eram péssimas. Toda a coreografia era mal feita e não conseguiam convencer ninguém de que aquilo tava realmente acontecendo. Outro ponto é que os personagens não eram cativantes, com exceção da Colleen <3. E não tinha um vilão digno, tipo um Homem-Púrpura ou um Rei do Crime, quem sabe até mesmo um Bushmaster ou uma Mariah Stokes. E o elefante branco, aquela coisa da qual ninguém quer falar muito sobre mas tá lá, marcando presença: como a atuação do Finn Jones como Punho de Ferro era péssima.

Levando em conta todos esses erros, era de se esperar que os produtores pelo menos tentassem resolver alguns deles. E qual foi a ideia dessas pessoas? Esconder o Finn Jones. E que ideia acertada. Nas vezes que ele aparece, a gente até consegue gostar do querido – que parece mais leve, mais alegre. A série do Punho de Ferro não tem o Punho de Ferro como protagonista. E isso é bom. Muito muito muito bom. Porque daí a Colleen tem espaço pra brilhar, pra fazer a série ser sobre ela. Mas até aí os caras erram a mão.

Na verdade, o maior problema da série é que ela não tem uma história boa. O plot não é interessante, não atrai. Nessa temporada, eles tentaram fazer um lance do Davos querer recuperar o Punho de Ferro, que supostamente deveria ser dele, mas a gente não consegue sentir nada pelo Davos. Ele não é um antagonista cativante, ele mal é uma pessoa cativante. Aí o Ward tem aquele rolo de dependência de drogas mais a tentativa de ser uma pessoa melhor. A Joy numa busca por vingança contra todo mundo, indo contra a construção da personagem, inclusive se aliando com o maior inimigo do cara com quem ela cresceu. Conseguiram desperdiçar a Typhoid Mary, sabe.

Aí, quando a série vai se dirigindo pro final, as coisas até começam a ficar interessantes. O Davos consegue o Punho, mas ele consegue usar dois, se tornando o Punhos de Ferro, e aí surge toda uma busca pra devolver a habilidade pro Danny. Mas ele chega a óbvia percepção de que ele não é merecedor de tamanho poder (um monge que não consegue não ser impulsivo) e decide que a Colleen é a melhor pessoa pra isso. Uma boa evolução da personagem, que saiu de marionete do Tentáculo e virou a portadora da maior arma do universo. E no final final, tipo na última cena, já chutando o balde, estão reunidos Ward e Danny em um bar, buscando por alguma coisa. Aí, O DANNY PUXA UMA ARMA COM A MESMA ENERGIA DO PUNHO DE FERRO. Isso é tão galhofa, tão errado, tão sem noção que eu teria assistido uma série com essa premissa, com essa levada. Talvez, a série tenha cometido o erro de ter se levado a sério demais. E essa parte final foi só uma tentativa de inserir um plot pra uma próxima temporada que todo mundo sabia que não aconteceria e, ao mesmo tempo, uma amostra do que ela poderia ter sido. E essa amostra, separadamente, até que não foi ruim.

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Rafael Augusto

Um hiperativo que não sabe viver sem ler, escrever, ouvir música, ver séries e filmes, geralmente tudo ao mesmo tempo. Fã de ficção científica, suspense, Stephen King e histórias em quadrinhos.

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