Cancelada, porém jamais esquecida.

Acredito que a insatisfação tomou conta de todos nós que somos fãs de Faking It. Pior ainda foi saber do seu cancelamento de uma forma inesperada, pois se aproximava do que, para nós era um fim de temporada, e se acostumar com a ideia de que seria a última vez que iríamos ver nossos queridos personagens em ação, protagonizando um seriado tão incrível. Depois de uma segunda temporada trágica, achei que fosse mais fácil de me despedir, mas não foi. Chorei bastante, principalmente nos episódios 8 e, claro, no fim.

Faking It inovou na televisão, de sua forma, tratando assuntos relacionados a sexualidade na adolescência com uma pitada de humor, mostrando que não há nada de anormal em ser quem é. Me faz lembrar Glee, pioneira no ramo. Mas, não dava para negar que o enfoque era bem mais profundo, tratava de sentimentos mais abertamente e do estrago que mentiras podem causar. Trouxe rostos famosos, fez basicamente todos se pegarem, homenageou o Brasil, mesmo que de forma bagunçada. No entanto, mesmo com seus altos e baixos, Fakint It conseguiu deixar sua marca em todos nós fãs.

A última temporada não foi diferente, iniciando carregada com drama em volta de Karma e Amy que, por mais que fosse difícil de aguentar, todos torcíamos para que terminassem juntas, não só como amigas. Mas sabe o que essa última temporada de Faking It me ensinou? Experimente! Mergulhe-se de cabeça em planos que muitas vezes podem parecer incertos, mas como diria o ditado: “quem não arrisca, não petisca!” E eu diria que, de certa forma, por mais que o fim tenha sido inconcluso, foi satisfatório. Ao menos pra mim.

E sabem o porquê de estar satisfeito? Não acabou em drama, não acabou em tristeza ou brigas desnecessárias, acabou em amor e felicidade. Sei que posso estar soando bastante clichê, mas depois de uma segunda temporada extremamente dramática e de ver tanto Amy chorar, queria um fim em todas essas confusões que nunca terminavam bem. Sentirei bastante falta dessa turma, Amy, Karma, Shane, Lauren, Liam e Felix principalmente. Cada um teve seu papel importante na trama. Sentirei falta até de Farrah com suas loucuras e esperança de que Amy fosse hétero, Penelope com seu apoio à diferença e a serenidade de como os pais de Karma levavam a vida, terminando poligâmicos.

Falando agora dos casais que terminaram juntos: Liam e Lauren foram os mais inesperados para mim, se bem que eles nem estavam “juntos” tecnicamente, mas a química que rolou no primeiro e último fake-beijo deles, provou que eles tinham potencial para romantizar bem mais; Shane e Noah foi uma nova experiência que desejaria ter acompanhado melhor, mas toda a nova pinta que Shane estava tendo por conta desse namoro estava sendo interessante, e o melhor de tudo foi que ele não contou, nem mesmo a Liam, sobre o segredo de Noah, o que me fez ainda admirar esses dois; Karma e Felix é um casal que venho cogitando desde que ele entrou na série mas, devido ao envolvimento dele com Amy, tive que desconsiderar. Mas aí eles estavam tão dedicados em ajudar Amy, que esse fator em comum fez nascer uma afeto inquestionável, encorajado por Karma; Amy e Sabrina foi outra surpresa. Mas temos que levar em consideração que Sabrina foi fofíssima, por ter seus entendido seus sentimentos reprimidos da mesmo forma que Amy por Karma. Tem muita gente que diz que Sabrina foi tudo que Karma não foi e que teve um plot em quatro episódios que a ruiva não possuiu em três temporadas. Tudo bem, respeito quem acha isso, mas se tem uma coisa que Sabrina nunca será e isso afirmo com certeza, é a melhor amiga de Amy. Mesmo que eu tenha chegado a odiar Karma tantas vezes, tenho que tirar o chapéu e assumir que, no fim de tudo, a ruiva foi a melhor amiga que alguém pode ter, conduzida também pelo fato de querer Felix por perto, mas tenho certeza que ela pensou em Amy primeiro. Sem esquecer do discurso de Amy sobre rótulos no episódio 8, que sempre será lembrada por mim por seu jeito fofo e desengonçado de ser. Eu te amo, Amy!

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Karmy pode não ter terminado como casal, mas aquele último olhar entre eles, a gratidão e o amor que brilhava em ambos os olhos arrancou uma jorrada de lágrimas dos meus olhos. O pior de tudo foi imaginar que seria a última vez. Mas, no fim das contas, tenho que agradecer a Faking It por todas risadas e lágrimas que me arrancou, pelas madrugadas que me tirou o sono pela ansiedade de continuar assistindo ou simplesmente por querer repetir um episódio que me fez muito bem. Espero que exista futuramente alguma que possa tratar da comunidade LGBT com tanto humor e como realmente deve ser, ou seja, nada estranho.

Obrigado Faking It, guardarei sempre um lugar especial para tudo que representastes para mim nestas três temporadas. Eu te Amo!

A todos os fãs que puderem ler esse texto, sintam-se à vontade para compartilhar o que acharam da série, do fim, do meu texto ou até mesmo do site.

#FakingItForever!

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Antonio Netto
Antonio Netto

Estudante de Engenharia Química. Pernambucano engraçado, dono de uma gargalhada única e de um sotaque marcante. Apaixonado por comida, séries, química e cálculos. Até gosta de estudar mas, sempre que pode, está pelo mundo curtindo e falando da vida alheia.
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