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Fate: A Saga Winx – Season 1 – Mostra que quando bem feito, até clichês funcionam.

Nessa sexta feira (22) foi lançada a polêmica série Fate: A Saga Winx através da plataforma de streaming netflix, a série é inspirada no desenho de enorme sucesso “Clube das Winx” e esse foi o motivo que já fez a série ser tão criticada antes mesmo de começar. Com o passar dos anos, a criatividade em Hollywood foi ficando cada vez menor, anos últimos anos houve uma quantidade enorme de “reboots” e “live action” de diversas séries, filmes e desenhos. O grande problema ocorreu quando Fate foi anunciada como um live action, algo que ela está muito longe de ser, mas por ser prometido desse jeito, os fãs esperavam uma fidelidade ao desenho que não aconteceu, a nova série apenas utilizou a história como base e o nome de alguns dos personagens.

Fica bem claro desde o início o tipo de público que a série queria, afinal de contas todos os clichês de séries adolescentes estão ali, a protagonista inconsequente e mimada, triângulo amoroso, uma vilã estereotipada, mistérios, está tudo ali, não há nada inovador, mas isso não é nem de longe algo ruim. É sempre bom quando uma série te surpreende e revela ser nada aquilo que você esperava, mas também não é ruim quando segue o bab, mas bem feito e isso que acontece aqui. A série até tenta plantar uma dúvida nos episódios finais de quem é realmente o vilão, mas acaba no final optando por uma escolha mais simples.

Nós acompanhamos a série através da perspectiva da Bloom, ela acaba de ser introduzida naquele universo e junto com ela, nós vamos conhecendo os personagens e entendendo aquele universo. A primeira temporada teve como foco o segredo sobre o passado de Bloom, basicamente vemos a protagonista passar os episódios buscando respostas e tentando decidir em quem confiar. Toda a história foi muito bem conduzida, o número de episódios ajuda muito a não ser cansativa e temos respostas na hora certa, a Bloom definitivamente não é uma protagonista muito gostável, mas representa bem o que é e o que faria um adolescente no lugar dela, afinal ela viveu uma mentira a sua vida toda e por isso fez muito sentido ela estar tão suscetível a permanecer fiel a Beatrix, já que ela foi a única que ofereceu respostas para ela.

Com a chegada dos episódios finais e a revelação de quem a grande vilã da primeira temporada, os poderes da Bloom começam a ser cada vez mais explorados e no final descobrimos que ela é tão poderosa que a maioria dos inimigos das fadas querem matar especificamente ela. Mais uma vez algo clichê, mas que funciona bem para explorar o poder da Bloom e se tem algo que a série faz bem é trabalhar os poderes de suas protagonistas, todas as cinco possuem um elemento diferente e vemos conforme a temporada a evolução dos seus poderes e aqui fica também o meu desapontamento com a quase ausência das outras quatro protagonistas nas cenas finais, a química entre as atrizes foi tão boa que eu esperava que elas batalhassem juntas, algo que nunca aconteceu.

A segunda a ter mais destaque e também é a antagonista e o estereótipo ambulante é a Stella, os roteiristas não inovam em absolutamente nada na personagem. É típica patricinha que por fora aparenta ser super fútil, mas na verdade é muito insegura e sofre uma pressão enorme da família para ser perfeita, já houve milhões de histórias iguais, mas assim como a maioria, ela funciona, a personagem tem uma crescente durante a temporada e no final nos vemos super apegado a ela. O triângulo amoroso que envolve ela e a Bloom tem um desenvolvimento diferente, não há quase momento algum uma rivalidade feminina, há um interesse entre a Bloom e o Sky, mas isso só vai realmente para frente quando a Stella encerra tudo. O Sky é um personagem que me surpreendeu, achei que ele seria apenas um par romântico, mas ele tem suas convicções e uma história própria, com a revelação no final, ele é um dos personagens que tem mais possibilidade de crescer.

As outras três protagonistas não possuem tanto destaque, mas não considero isso de total ruim, afinal de contas eram apenas seis episódios, poderia ficar muitas história e nenhuma ser concluída, mas o melhor casal da série sem dúvidas é Sam e Musa, a história dos dois é muito fofa, sentir as emoções dos outros o tempo todo deve ser horrível, por isso ter ele como esse ponto de tranquilidade para ela deixa impossível de não shippar. Já a Terra cai muitas vezes no estereótipo de menina gorda, é ridicularizada pelos colegas, sempre a excluída e para mim não faz sentido de em pleno século 21 continuarem reduzindo personagens a apenas isso, mas nem tudo é ruim, a personagem é uma fofa e mesmo sendo extremamente bondosa, ela se impõe quando necessário. A Aisha é basicamente a responsável do grupo e isso é única coisa que sabemos dela, sem dúvidas ela é a mais esquecida no churrasco.

O último episódio foi um pouco decepcionante para mim, mas apenas porque eu esperava grandes batalhas e não foi isso que aconteceu, mas foi um bom episódio de encerramento, tivemos arcos abertos sendo fechados, ótimos efeitos especiais, uma morte chocante e uma nova história para a próxima temporada. Ter a Rosalinda comandando a escola agora me soou um pouco preguiçoso, seria muito mais interessante deixar ela como um perigo imprevisível, mas como eu disse antes, a série não se arrisca e temos um final bem anticlimático.

Para uma série que apenas no teaser já foi muito criticada, Fate: A Saga Winx conseguiu dar a volta por cima, o número reduzido de episódios foi essencial para isso acontecer, não houve um episódio filler e os efeitos especiais foram muito bons. A série encerra bem o seu primeiro ano e deixa muitas histórias em aberto para um segundo ano, tem tudo para apenas melhorar.

Sei que você vai querer ser uma de nós:

  • 2021 e ainda há séries utilizando queerbaiting, Riven e Dane são dois personagens bastante interessantes, mas são reduzidos a cenas que dão entender algo, mas nunca acontece de fato.
  • Gostaria que em uma próxima temporada focassem mais nos treinamentos, inclusive entre as fadas e os especialistas.
  • A série utiliza bastante cultura pop, teve até Harry Potter e Dua Lipa.
  • Flora não foi substituída, é comentado que ela é uma prima da Terra, será que teremos a melhor Winx ainda na série?
  • A abertura da série é bem simples, podiam ter inovado mais.
  • Petição para da próxima vez que a Bloom se transformar o som de fundo seja o funk das winx.

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Autor

Ives

Um carioca estudante de engenharia querendo se formar, viciado em realitys shows ao redor do mundo e que ama uma praia

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