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GLOW – S02E05 – Perverts are People, Too

Tratando de assuntos sérios!

Glow decide abordar temas mais sérios nesse meio temporada, como estupro e abuso na indústria cinematográfica, e o resultado não poderia ser mais fantástico.

O vídeo educativo sobre gravidez, aliado a outros pequenos fatores, fez o patrocinador abandonar a série. Agora os produtores lutam para conseguir convencer outros executivos a comprarem a ideia. Como a série não pode funcionar num mar de rosas (a proposta do show por si só é de ser underdog), esse caminho parece mais um artificio para gera plots e não deixar o show no status quo.

Daí começa o brainstorm de como seguir adiante com Glow. Vários plots são inventados (alguns de muito mal gosto), e o único com potencial é o pensado por Ruth no último ep: o sequestro do bebê.

Ela é chamada para uma reunião com o chefão, e a princípio achei que seria um modo de embate entre ela e os produtores para ver quem é melhor. Porém, na hora que ela foi chamada para conversar na casinha, já sabia onde esse assunto ia parar. O chefão deu bebida para deixa-la mais suscetível, e ao ficarem a sós, vem o assédio. Começa bem de leve na brincadeirinha de dar sossega leão se esfregando nos seios, para depois chama-la à banheira.

Deu raiva, nojo de ver, pois sabemos que esta é uma realidade ainda muito frequente hoje em dia, e na época devia ser uma regra. Para a artista fazer sucesso, tinha que passar pelo teste do sofá com o poderoso (beijos para Hitchcock, Woody Allen, Polanski e mais uma carrada de caras consagrados).

Estava com medo do que ia acontecer, pois tudo que eu menos queria ver na série é um estupro. Esse tipo de plot, usado aos milhares hoje em dia nas séries para chocar, não condiz com a premissa da série, que deveria ser leve e divertida. Quero rir e esquecer dos problemas do mundo ao ver show, não passar por traumas e desconforto. Deixemos essa parte para shows apelativos, como The Handmaid Tale, que tem uma média de estupro por ep.
Fiquei muito feliz ao ver Ruth correndo dali (isso mesmo garota!) e mais ainda (junto com uma sensação de surpresa), ao ver a reação de Debbie. Morri com a lição que ela deu na amiga: “Você enrola eles até quando puder, fazendo achar que vai dar o que eles querem.” A Debbie entende do show biss. Ela podia ter sido mais solidaria com Ruth? Podia! Mais uma lição de vida tem que ser bem dada. É bom aprender e se acostumar enquanto é cedo menina Ruth. Se você quiser ter sucesso no ramo, claro. Infelizmente esta é a realidade. Aceita ou procura outro negócio, pois as coisas demorarão a mudar.

Esse foi o ponto alto do ep. De ruim tivemos o plot do executivo loiro, o qual não consigo lembrar o nome agora, assim como não consigo me importar ou entender sua função nesse ep. Basicamente ele é um menino rico e mimado, e foi atrás da mãe por mais dinheiro e patrocínio.

Outro destaque foi a popularidade que o show está conseguindo. Fãs bem estranhos diga-se de passagem (que pessoa normal que ia gostar dessa trasheira?). Como boas capitalistas, as lutadoras arrumam um jeito de lucrar em cima disto, fazendo um meet and greet. A única que não gostou muito da ideia de ter fãs psicóticos atrás de si foi Sheila a Loba. Enquanto as outras estão com sede de fama, ela só quer passar despercebida. Ela era uma das minhas personagens favoritas na S1 e espero obter de volta esse brilho que a fez me conquistar. Nessa temporada ela anda bem apagada.

Com a negada de Ruth, por vingança ou fato já decidido de antemão (nunca saberemos se o show teria outra chance acaso ela tivesse sido mais dada), o executivo muda o horário de Glow para a madruga, logo após o Cine Band Privê, atendendo ao público alvo: pervertidos. Algo me diz que agora, com a censura menor, o show poderá ir mais longe na apelação e se tornar o máximo que pode ser: um trash pornô disfarçado. Estou curioso pelo desenrolar, e quem sabe algo bom sai daí.

E vocês, o que acharam? Estão gostando? Deixa sua opinião no coments e até a próxima.

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Autor

Roz

Engenheiro por formação, escritor wannabe por obrigação. Nem exatas, nem humanas, renascentista. Reinventando-se. Inconformista. Cinéfilo. Cosmopolitan. Shitalker. De Pepita a Bowie. De 80s cheese a Sopranos.

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