Posts Populares

GLOW – S02E06 – Work the Leg

Agitando os ânimos!

Glow vem numa constante mediana de episódios, sem grandes oscilações de qualidade e emoções. Não temos nenhum ep muito ruim, nem um que seja obra-prima, fica naquela média de 7. A série tem seu status quo: meninas fudidas que precisam se esforçar para fazer o programa de tv acontecer, para quando chegar a hora da lutas elas nos fazerem vibrar com uns pequenos detalhes.

Esse foi bem isso. Depois de terem perdido seu lugar na programação para os homens (que conseguem fazer movimentos mais elaborados que elas), as guerreiras têm que suar para melhorar sua apresentação. Literalmente elevar o jogo. Dois pontos interessantes saíram desse plot:

– “Nunca conseguiremos fazer os movimentos de luta tão bem quanto os homens, eles têm o porte físico melhor.” Mito. tá certo que a maioria usual das mulheres não tem o condicionamento muscular de um homem, mas com treino e dedicação, algumas exceções conseguem sim chegar no mesmo nível que eles. Não há regra geral alguma para definir homem ou mulher. Seja biológico ou em qualquer outro aspecto, haverá exceções. Por exemplo: não são todos os homens que conseguem fazer esses movimentos de luta, apenas uma parte. Certos homens são bem sensíveis e com porte feminino. Mas de algum modo, estes casos são esquecidos, para que a posição do homem continua hipervalorizada e a da mulher continue com uma conotação negativa. Mesma coisa para o: mulher não sabe dirigir.

– “Sabe porque os homens fazem o trabalho melhor que a gente? pois eles deixam as brigas e conversa de fiada de fora, e focam em fazer seu trabalho.” Esse esporro de Carmen foi certeiro, mas este é outro mito. Pode até ser que a maioria geral das mulheres leve um fator pessoal humano sensível a mais para as relações. Contudo, isso não garante que elas façam um trabalho um pior. Pelo contrário. Por estarem em posição desfavorecida, elas têm que se provar e se garantir mais no seu serviço do que um homem, que na maioria das vezes tem as portas abertas mais facilmente devido a seu sexo. Como toda classe em posição desfavorecida, a mulher é mais evoluída que um homem branco cis por tudo que teve de passar para provar seu valor (algo que o mesmo não precisa mostrar). Mesmo coisa para os negros, que em geral tem um porte físico corpulento devido a herança da escravidão e trabalho forçado, ou com os gays, que tem um psicológico e mais atributos que a média geral da população, por tudo que tiveram de passar. Na verdade, as mulheres cumprem seu trabalho bem acima da média. Falo por experiencia própria. Na universidade, todas a professoras que tive, eram no mínimo de boas a excelentes. Já os homens, conto nos dedos os que sequer se ocupavam a comparecer as aulas e dar assuntos.

Tivemos uma convergência de pequenos plots trabalhados na temporada nesse ep resultando em atritos internos entre as meninas. Dá uma sensação de continuidade e que nosso tempo não foi perdido ao ver cenas aparentemente desnecessárias, como a troca de jaqueta pela depilação do bumbum, ou o roubo de ideia da indiana pelas senhoras. Até Cherry explodiu ao ser assediada pela strippet e eu morri nessa hora.

Houve uma exibição de um filme trasheira do Sam, e a única a comparecer foi Ruth. Foi um ótimo momento para os dois, que estavam precisando de uma reunião depois do choque que foi o ep piloto. Mais lindo ainda ver Sam apoiando a decisão de Ruth de não se submeter ao assédio do executivo (olha aqui Debbie). No meio de tanta mancada, ponto para ele. Só não dá para ficar na desculpa: “sou um fdp pois sou velho e esse é meu modo de se defender.” Não! Reveja seus atos e tente evoluir. É muito fácil escorar seu comportamento em desculpas e alegar: esse é meu jeito, aceite como sou. Tolerar pessoas tóxicas em sua vida por pena é prejudicial. De todo modo, foi um bom aproximamento com o diretor, que estava precisando de um pouco de empatia nossa.

Debbie ficou puta por o marido ter virado a página tão rápido, cheirou pó, ficou travada, perdeu o senso de limite e descontou em Ruth sem querer. Quebrou a perna da amiga. Tivemos milagrosamente um cliffhanger (aquele final com uma surpresa pra te deixar esperando o próximo), se é que se pode se chamar de um, e aparentemente a relação das duas ou se ajeita ou se rompe de vez. Veremos.

Basicamente foi isso pessoal. E vocês, o que acharam? gostaram? Estão odiando? Impossível neah. deixe seu coments e até a próxima.

gostou da matéria? deixe um comentário!

Autor

Roz

Engenheiro por formação, escritor wannabe por obrigação. Nem exatas, nem humanas, renascentista. Reinventando-se. Inconformista. Cinéfilo. Cosmopolitan. Shitalker. De Pepita a Bowie. De 80s cheese a Sopranos.

Tema por Gabriela Gomes Todos os direitos reservados ao Panela de Séries • Hosted by flaunt.nu