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Gossip Girl – S01E02 – She’s Having a Maybe

O terreno está sendo construído.

Gossip Girl foi uma série que fez muito sucesso, seja pelas roupas, casais ou cenários icônicos, ela marcou uma geração, logo se tornou impossível não celebrar quando foi anunciado uma nova história e mais impossível ainda não comparar os personagens atuais com personagens tão importantes no passado. Mas assistindo esse episódio, eu percebi que o tempo todo esperava que acontecesse algo similar a história original, quando na verdade essa é algo completamente diferente, com personagens completamente diferentes e motivações diferentes, não faz sentido querer assistir algo novo, mas ficar esperando algo antigo. Dito isso, eu deixarei de por expectativa de haver uma rivalidade nível Serena vs Blair ou comparar as versões, tratarei a série como ela merece ser tratada, algo novo e com sua própria marca.

Na review passada eu comentei que achava a Julien um tanto chata e infelizmente minha opinião continua a mesma visto que ela é uma da dupla de protagonista. Quando uma série tem seu protagonismo dividido entre duas personagens e dá a entender que haverá um embate, é necessário que haja um embate de personalidades e aqui vem o meu maior problema com a Julien. A Zoay é apresentada inicialmente como a boazinha ativista, logo fica nas mãos de sua meia irmã trazer o equilíbrio, mas a influencer é no mínimo confusa, fica claro que ela também é uma boa pessoa e que as minions que representam seu lado maldoso, mas mais uma vez ela assume o papel de bitch se prepara para o confronto, mas em cima da hora da para trás. Até foi bonito ela perceber que a Zoey não tem nada haver com o fim do seu relacionamento, mas a série nos prepara para um embate e interrompe antes mesmo de acontecer, é anticlimático.

Apesar do que disse acima, o relacionamento entre as irmãs é de fato interessante, ambas querem ser irmãs, mas as fofocas e pressão alheia as fazem ter essa relação conturbada. Em pleno 2021 criarem um duelo entre mulheres por homem é um tanto ultrapassado, logo fico feliz da série ter encerrado esse arco no segundo episódio, não faz sentido brigarem por alguém tão sem graça quanto o Obie né? Ao contrário do seu relacionamento com a Jules, Obie e Zoay possuem bastante química e discordo de uma parte do público que achou o casal forçado, o Obie sempre se sentiu sozinho naquele mundo, a Zoay é a versão feminina dele, nada mais justo que ele mover céus e terras para tê-la perto.

Continuar odiando o fato da Gossip Girl ser os professores é inevitável, mas é de fato interessante ver a perspectiva do outro lado, como a Kate decidindo o que devia postar e ver os dois lados reagindo quando a guerra havia sido semi declarada. Parabéns para os roteiristas que não viajaram tanto dessa vez e e lembraram do fato que existe uma política no instagram, falta agora só parar de por os professores nos lugares mais convenientes do mundo e explorarem mais essa barganha entre os alunos e a Gossip Girl, pois foi muito interessante.

O primeiro episódio teve como um foco enorme a Julien e Zoya, mas nesse segundo episódio os protagonistas foram o nosso futuro trisal. Pudemos ver a triste relação da Audrey com a sua mãe e o quanto isso afeta seu namoro, já que o Aki é racional o tempo todo, até mesmo nos momentos em que ela precisava apenas de um consolo, algo que o Max serviu perfeitamente bem, já o Aki aparenta estar apenas atraído pelo Max, sem nenhum motivo por trás, o que não é ruim também. Apesar de não ser a história principal, a relação entre esses três é a mais interessante da série, espero de verdade que se tornem um lindo trisal.

Não se pode falar do segundo episódio sem falar do Max, na premiere ele foi do grupo principal o que menos apareceu, mas nesse segundo episódio ele pega o holofote para si e mesmo com um personagem e história batida ele consegue dar o nome. Antes de tudo é necessário elogiar a excelente atuação do Thomas Doherty, que se apresenta extremamente confortável no papel e dá vida a um Max carismático e misterioso. É sempre muito bom haver personagens mais free sprits, eles geralmente trazem uma leveza para série, algo que o Max faz, por exemplo, seu único objetivo nesse episódio é fazer um banheirão com seu professor hahaha e não querendo comparar, mas nesse caso é necessário, ele é uma versão saudável do Chuck Bass, inclusive a série enfatiza isso quando dão foco nele pedindo o consentimento do Aki antes de tudo. Algo muito positivo foi a série abraçar a bissexulidade dos personagens de maneira muito fluída, o próprio Max fala abertamente sobre ser passivo com o professor e em nenhum momento da entender que ele é menos bissexual ou homem por isso, espero muito que a série reconheça o potencial desse ator e dê mais camadas para o personagem também.

Esse segundo episódio consertou o maior erro da premiere, as história foram melhores divididas, pudemos acompanhar tudo com calma e ir gostando cada vez mais dos personagens principais, acho que já posso afirmar que a série tem um grande potencial e tudo para se tornar tão boa quanto a primeira versão.

XOXO

  • As minions definitivamente mereciam mais destaque, quero conhecer suas histórias e o porquê de viverem em função da Julien.
  • Será que o professor Rafael aparecerá novamente? Se não for para haver um envolvimento de verdade com o Max, eu não vejo porquê.
  • O shade para o Scotter Brawn KKKKKK
  • Qual será o motivo que a Zoay foi expulsa da outra escola?
  • A série mal começou e já foi a mais vista do seu streaming, a renovação é certa se continuar assim.

 

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Autor

Ives

Um carioca estudante de engenharia querendo se formar, viciado em realitys shows ao redor do mundo e que ama uma praia

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