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Gossip Girl – S01E03 – Lies Wide Shout

Um pouco de drama familiar não faz mal a ninguém.

É senso comum a noção de que os pais são os principais responsáveis de moldar o nosso caráter, modo de ver a vida e até mesmo personalidades, afinal de contas aqueles que nos criam são os que nos ensinam o que é certo e errado na visão deles. Mas se tem uma coisa que pais são bons são em esconder seus erros e segredos, eles são a nossa bússola de moral por um bom tempo das nossas vidas, se essa bússola é quebrada é comum dos filhos se rebelarem e foi isso que ocorreu nesse episódio.

Mas vamos por partes e falar das tramas paralelas desse episódio, começando pela “doce” Zoey” ou se usarmos a referência desse episódio, Lonely Z. O relacionamento entre Otis e Zoay finalmente começou e eu não sei se foi eu que não reparei antes ou se a série resolveu abordar só agora, mas mesmo sem nenhuma rede social e possuindo um “desprezo” pela condição que vive, Otis é considerado o príncipe de New York devido aos seus pais e esse peso cai sobre quem ele namora. Por estar no centro das atenções, Lonely Z se viu sendo ridicularizada por não apresentar trejeitos que alguém naquele nível deveria manter, isso fez com que por um determinado tempo desse episódio a personagem buscasse refinar o seu jeito. Foi uma narrativa interessante para personagem, fez haver problemas diferentes para Zoey não conectados a sua irmã e fez mais bem ainda ver que a mesma trama se encerrou no mesmo episódio, pois para mim o lado mais atrativo da Lonely Z é o seu lado militante, lado esse brilhantemente representado nas sequências finais do episódio.

Otis teve mais destaque dessa vez, mesmo que sendo ligado ao seu relacionamento, foi bom o caminho que a série escolheu para ele nesse episódio. Eu tenho alguns problemas com personagem desde o início, já não gostava do ator e sempre achei o Otis hipócrita, ele se diz contra o que a família dele faz, mas em nenhum momento deixa de usufruir do seu privilégio. Outro grande problema que eu tinha é fato dele se isentar de qualquer culpa no fracasso do seu relacionamento, a culpa foi toda para Jules, ele saí como o bonzinho e dois dias depois engata um romance com a irmã dela, ele reconhecer que tem sua parcela de culpa e ir pedir desculpas para Jules fez com que ele diminuísse a imagem de esquerdomacho. A trégua lançada entre esses três foi certeira para mim, como disse em outra review, briga entre mulheres por homens é muito ultrapassado, que seja uma guerra pelo holofote mesmo.

Um triângulo amoroso se encerrou, mas outro está muito longe do fim, Audrey e Aki se traíram no episódio passado com o Max e nesse ambos tentavam lidar com a culpar e decidir o que iriam fazer, pelo visto, apesar do que disseram no final, esse relacionamento está longe de ser saudável. O Aki continua sendo junto as minions o personagem que menos conhecemos a fundo, mas ficou claro que o interesse dele em garotos vai além do Max, já que ele conversou com outros caras no Scruff, já Audrey deu a entender que está apenas cansada de um relacionamento tão monótono, ela se sentiu culpada, inclusive parabéns para a atriz Emily Alyn Lind, ela conseguiu mostrar o desespero da personagem e ainda ser um pouco cômica, as caras e bocas que ela fazia tiravam um sorrisinho do meu rosto sem ao menos perceber. Olhando os fatos apresentados nesse episódio, eu não acho que irá rolar um trisal de fato, ambos podem se relacionar com o Max, mas separados, ficou nítido que eles atualmente buscam outras coisas.

Soando um pouco destoante do episódio foi a história da Gossip Girl, a diretora resolveu agir e os professores se viram com pavor de serem descobertos. É uma história diferente, que até foi legal de acompanhar, mas eu realmente não gosto de serem professores a Gossip, nunca irá fazer sentindo para mim. O lado interessante foi ver que eles estão dispostos a tudo para não ter seu segredo revelado, incluindo eliminar um deles, acho que essa trama não foi apresentada atoa, cada vez mais eles irão jogar mais sujo e fazer coisas que antigamente consideravam inimagináveis.

Em compensação a série nos apresentou suas duas melhores tramas até então, Jules e Max apesar de serem do mesmo grupo, haviam tido pouquíssimas interações juntos. Jules começa o episódio na procura de um novo namorado e essa sequência foi um show de referências a cultura pop, mas como o projeto falhou, Max entra em ação pedindo para que ela vá curtir uma noite com ele e lá descobrem que os pais de ambos tem um segredo. Eu não entendi muito bem o porquê do Davis esconder sua namorada e levar isso ao extremo ao ponto de ter uma outra casa, o que eu mais gostei é a armação feita pela Jules e a lição de empoderamento que ela adquiriu no final. Já com o Max a gravidade foi mais em baixo, ele possui dois pais, a série não explica se um deles está se descobrindo como uma mulher trans ou não binário, mas o outro o está traindo por isso. Algo muito recorrente no meio gay é a discriminação contra afeminados, se cada um de nós ouvisse um gay, pan ou bi falar “Nada contra afeminados, só não curto”, nós estaríamos ricos e a série aborda isso ao por um do casal não sentindo mais tesão pelo marido. Eu sou contra qualquer tipo de heteronormatividade, mas pessoas irão se identificar com o que traiu, a já parte de cada um, mas algo muito legal que a trama deixa subentendido é que não há idade para se descobrir, o pai do Max está descobrindo agora o seu lado mais feminino e está tudo bem, só espero que a série ponha bastante interação entre pai e filho, pois foi maravilhosa.

O episódio passada foi do Max e mesmo que sem querer esse foi dele também, o personagem mais querido dos fãs pode ser resumido com uma palavra, caótico. Ele está acostumado a ter tudo o que quer e quando algo foge do seu controle, ele se desespera como vimos nos minutos finais. Elogiar a atuação do Thomas é chover no molhado, ele é o melhor do elenco e consegue dar uma complexidade para personagem que poucos novatos conseguiriam.

Esse é o melhor episódio até agora, ou seja, a série está em uma crescente muito boa, mal passo esperar para ver o circo pegar fogo!

XOXO Gossip Girl

  • Um dos roteiristas deu uma entrevista recentemente e disse que até a temporada, era um senso comum entre eles que o Nate seria a Gossip Girl, o que vocês achariam caso fosse?
  • Se joga no beijo grego Aki!!!!!
  • Não sei se a série chegará abordar amizades tóxicas, mas seria interessantes que a Jules percebesse o quanto as minions a fazem mal.
  • Quanto mais cenas da amizade pop Jules e Max, melhor para série.
  • Todo mundo reconheceu a Beck de You como a madrasta da Jules?
  • Esse episódio as minions tiveram mais destaques, mas eu quero ainda mais, descobrimos inclusive que a Monet é lésbica.
  • A serenidade de quem vai trazer o caos nessa série.

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Autor

Ives

Um carioca estudante de engenharia querendo se formar, viciado em realitys shows ao redor do mundo e que ama uma praia

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