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Grey’s Anatomy – S16E10/11 – Help Me Through the Night/ A Hard Pill to Swallow

E vamos de retorno bem morno.

Com o retorno de Grey’s Anatomy, a preocupação dos fãs da série é a respeito do futuro de Amelia e Link como casal. A descoberta da gravidez deixou todo mundo chocado, porém muito feliz, mas como felicidade dura bem pouco nesse show logo veio a notícia de que talvez o pai da criança seja Owen. O que nos faz pensar seriamente em como Grey’s está nas mãos de alguém que provavelmente não se preocupa muito com a coesão e o seguimento natural da série, somente em trazer plot acima de plot e a gente que lute pra conseguir lidar com tudo isso.

A série precisa sim desses dilemas das personagens, reviravoltas que trazem todo um contexto diferente pro andar da série, é isso que faz com que uma temporada dure mais de 20 episódios. Porém, o que fizeram/estão fazendo com Amelia é um verdadeiro retrocesso, ainda mais considerando tudo o que ela passou com Owen. Quando finalmente está feliz e em um relacionamento que a faz bem, ela cai numa armadilha do roteiro e dai vamos de Owen novamente. Espero de verdade que nos próximos episódios isso seja resolvido e para a nossa alegria Link seja pai da criança.

Apesar desse ser o maior “problema” desses episódios atuais, Help Me Through the Night traz os médicos do Grey-Sloan lidando com os feridos do acidente que ocorreu no Bar do Joe. Além disso, Bailey após sofrer um aborto espontâneo precisa lidar com tudo o que está acontecendo e novamente processar a ideia de que talvez perca um residente (George, saudades.). Grey’s Anatomy nunca deu descanso a ninguém tampouco prometeu felicidade duradoura aos seus personagens, o maior passatempo dos criadores da série é de brincar com sentimentos e eu tenho certeza disso. Mas, custava deixar Miranda e Warren terem a criança? O que isso acrescenta na personagem? Esse tipo de coisa que me deixa chateado enquanto fã, porque parece que o carrossel que Ellis disse que nunca parava de girar é o carrossel da dor e do sofrimento e sinceramente não me acostumo com isso.

No mais, a atenção também sobrou para os residentes que estavam no bar na hora do acidente. Helm sofreu os ferimentos mais graves, Levi passou mal com o estresse e Parker teve que lidar com o gatilho que o acidente casou nele, o lembrando dos momentos na guerra. Ponto positivo do episódio. A série tem uma habilidade incrível de, ao mesmo tempo que explora seus personagens principais, também consegue fazer com que os de apoio tenham seu momento. O lado negativo é que são sempre eles que possuem mais chances de morrer, mas vamos abafar o caso.

Falando em explorar personagens principais, podemos falar mais um pouco do episódio seguinte, A Hard Pill to Swallow. Aqui a situação de Richard e Maggie teve espaço e encontramos uma Maggie depressiva e sem forças para voltar ao trabalho. Mesmo sendo odiada por muitos fãs, não podemos negar que Maggie desde quando surgiu na história é conhecida por sua força e inteligência, e aqui ela se encontra em um de seus momentos mais difíceis, eu diria até que mais do que quando sua mãe morreu. Ver uma mulher tão forte quanto Maggie estar com depressão me faz pensar no tanto de gente que deve ter assistido e que também possuem a doença. Ver que até mesmo os mais fortes podem cair, e tá tudo bem. Ninguém é forte todo o tempo, e até nos piores momentos terá alguém pra fazer com que a gente levante, mesmo que seja na base da panqueca com café.

Além disso, Amelia decide contar a Link que talvez ele não seja o pai da criança, e o cirurgião recebe a notícia bem, abalado, mas bem. E como eu já falei muito sobre esse assunto, não me estenderei mais. Apenas digo que: LINK PRECISA SER O PAI. O episódio trouxe o que Grey’s sabe fazer de melhor, pacientes carismáticos que nos fazem ficar apaixonados e torcer para que não morram no próximo episódio. A mãe das crianças é uma fofa e me deixou de coração partido. Vamos ver o que acontecerá nos próximos episódios.

A série mantém um ritmo bastante imprevisível e regular, mas que também pode surpreender muito negativamente. O excesso de plot sem necessidade pode acabar fazendo o nível da série cair, o que nos leva a pensar se o tempo da série realmente acabou, ainda mais com a saída de Alex da série. Mas, falaremos sobre isso numa outra hora.

 

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Erik Lacerda

Paulista, 17 anos, não bebo mas rola um cantinho do vale de vez em quando (ou é cantina? não sei). Amo comentar sobre tudo o que assisto porém nenhum amigo meu tem paciência pra me ouvir falando besteira sobre GOT, Grey's e How I met Your mother, por isso estou aqui.

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