Posts Populares

Grey’s Anatomy -S16E18/21 – Como a saída de um personagem pode estragar o resto de uma temporada

É muito comum em séries atores desistirem de seus papeis ao longo das temporadas, as vezes conseguiu algo melhor em outro lugar como o Ross Butler que saiu de Riverdale para focar em 13 Reasons Why, as vezes o ator decide simplesmente sair por estar cansado de fazer o mesmo o papel como a própria Sandra Oh e agora o Justin Chambers. Na maioria dos casos o personagem é substituído [Oi, Dinasty], mas há vezes que o ator fez um papel tão marcante que se torna impossível substituí-lo e então resta duas opções, matar o personagem ou faze-lo se mudar. Os escritores optaram pela segunda opção, mas não vou me estender sobre essa decisão, pois minha companheira de equipe já falou sobre tudo isso aqui.

Com a saída repentina de Alex largando tudo e todos para trás a série acabou ficando presa, pois não foi algo que veio sendo planejado e muitas da reações que normalmente ocorreriam não puderam acontecer e histórias planejadas tiveram que ser adiadas ou canceladas.

Jo Wilson sempre se provou uma pessoa muito forte, ela foi abandonada por sua mãe, cresceu em um orfanato, esteve em um relacionamento abusivo, sofreu um aborto após apanhar do marido, morou no seu carro, descobriu que foi fruto de um estupro e entrou em depressão e mesmo após tudo isso ela é uma médica extremamente talentosa e se reconstruiu através do seu amor com o Alex.

Estava bem claro que a história do casal agora seria a adoção do bebê e como eles lidariam com isso, mas com tudo isso que aconteceu o bebê sumiu e apesar de estar triste, a Jo não está tendo a reação que normalmente alguém teria após ter sido abandonada por seu marido. A culpa não é da atriz e nem dos roteiristas, não teria como botá-la mais uma vez em depressão, quando acabamos de passar por isso, seria desgastante, então deixarão a personagem em uma espécie de limbo, ela está triste, mas não passa a sensação de um abandono profundo como geralmente seria.

Meredith foi outra que não pode lidar muito bem com a saída da “sua pessoa”, sua história era para ser focada no triângulo amoroso, suas reações aos problemas ao DeLuca, a incoerência do sistema de saúde americano e a possível perda de quem considerava como uma espécie de pai. O primeiro foi deixado um pouco de lado e por já ter tanta coisa acontecendo, a saída escolhida foi que ela não está preparada para falar sobre isso ainda.

Desde a saída de sua ex namorada foi mostrado que o DeLuca possivelmente poderia ter problemas com saúde mental, com a aparição de seu pai e a revelação por trás dele de que sua família tem um histórico de transtorno obsessivo, isso foi confirmado. A chegada de Suzanne e sua doença desconhecida deu início ao desenrolar desse problema, o médico passou dias sem dormir e comer, se tornando cada vez mais agressivo, histórico idêntico ao do seu pai.

Após finalmente descobrirmos o problema de Suzanne entra uma nova paciente no hospital e Deluca precocemente que ali havia um tráfico de pessoas. Eu conseguia enxergar dois caminhos acontecendo, em um ele estava certo e descobriríamos como um hospital se porta ao ter algo assim acontecendo ou mostraria o Deluca cada vez mais paranoico, tomando atitudes extremas e antiéticas. No final acabou que ambos os caminhos meio que aconteceram e mais para frente vou debater os problemas dessa escolha.

A atual roteirista de Greys, Krista Vernoff, deu uma entrevista afirmando que esse caso seria mais explorado, mas devido ao problema do título dessa review, foi cortado e tudo ficou em aberto. Era para o Deluca ir atrás da menina. Inclusive já era certo de um personagem morrer na season finale. Há boatos que haveria uma explosão e provavelmente Deluca ou o Owen morreria.

Apesar de achar qualquer história que envolva doença mentais interessantes e o Giacomo Gianniotti conseguiu entregar a histeria que o personagem precisava, o modo como ela foi desenvolvida me incomodou demais, porque toda questão de quando você se torna doentiamente obsessivo com algo é que você deixa de ver a realidade e passa para um estado de quase loucura e o tempo todo a série enfatizou isso, mas também mostrou que vale a pena.

Eu terminei a série com a sensação de que está tudo bem você passar dias sem comer e dormir, porque vai encontrar a cura que precisava, ta tudo bem você sequestrar uma paciente e acionar a segurança do hospital sem provas, porque você vai estar certo e ainda por cima será você, um residente, entre todos os médicos que descobrirá o problema do Richard e ainda poderá participar da cirurgia, ou seja, não se preocupe com sua saúde mental, no final vai valer a pena. A luz no fim do túnel para mensagem que a série passaria veio apenas nos minutos finais quando ele finalmente aceita ajuda.

O triângulo amoroso dessa temporada ganhou muito mais força após Teddy trair o Owen e a verdade é que já passou da hora dele sair da série, ele é sem dúvidas um dos mais odiados da série e todo o desenvolvimento e humanização que o Tom teve nesses últimos episódios mostram que ele seria quem iria morrer. Apesar de odiar o seu namorado e amá-la, Teddy está errada sim e tivemos um episódio que mostra que ela possui um histórico de traição, não faço ideia o caminho que isso aqui irá seguir e também não faço a menor questão.

Apesar de ter reclamado bastante, esse final de temporada teve algumas coisas positivas. A Maggie cresceu e aprendeu nessa temporada e ela era praticamente a porta voz do fandom para qualquer coisa relacionada ao Jackson ou a Teddy, jamais esquecerei dela jogando verdades na cara deles e provando que o Jackson não consegue ficar sozinho.

Tivemos finalmente o bebê da Amélia nascendo e toda sequência foi muito engraçada e tocante, a Amélia e o Link desesperados gritando um com o outro foi muito engraçado. Sem dúvidas esses dois cuidando do filho deles na próxima temporada será um dos pontos altos da série, como qualquer um que envolva esse casal. E como não se emocionar com a Bailey fazendo o mesmo papel que o George fez na gravidez dela na Amélia? É na nostalgia que Greys mais acerta.

Se tem algo que sempre me fez amar essa série, foi como ela consegue criar amizades que ninguém esperava, foi assim com Amelia e Bailey, Arizona e Richard, Arizona e April e agora ganhamos Jo e Levi!!!! Ambos são meus personagens favoritos e agora com ambos solteiros e morando juntos, consigo ver essa amizade crescendo cada vez mais e se ajudando a superar.

Não podia terminar essa review sem falar do Richard, os últimos quatro episódios tiveram sua doença como foco e eu ficaria decepcionado se um personagem tão importante, que estava desde o início da série, deixasse de exercer sua profissão dessa maneira. Nós vimos ele perder o casamento pelo tamanho amor a medicina, não seria justo com sua história, mas Greys Anatomy com esse plot conseguiu o que faz de melhor, nos emocionar e dessa vez terminou tudo bem…

gostou da matéria? deixe um comentário!

Ives Gonçalves

Um carioca estudante de direito querendo se formar, viciado em x factor´s do mundo e que ama uma praia

Tema por Gabriela Gomes Todos os direitos reservados ao Panela de Séries