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His Dark Materials – S02E02 – The Cave

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The cave manteve o altíssimo nível do episódio anterior e colocou em destaque as qualidades da série que, além de continuar realizando um excelente trabalho adaptando o texto original, expande o universo criado por Pullman de forma crível e agradável. Outro ponto de destaque é o casting impecável, já evidenciado por Dafne Keen, Amir Wilson e Ruth Wilson, e agora temos mais uma demonstração com Simone Kirby no papel de Mary Malone.

Dessa vez temos dois núcleos principais o primeiro é no mundo de Will, quando ele e Lyra decidem cruzar o portal atrás de respostas e o segundo é no magistério, após a morte do cardeal Sturrock.

No mundo de Will as coisas foram de certo modo mais calmas, apesar de igualmente preocupantes. Ao atravessarem o portal os dois se separam, Will vai checar se sua mãe está bem e Lyra, após consultar o aletiômetro, vai atrás de resposta que somente um acadêmico pode dar.

Will tem um dia relativamente cheio, ele vê que sua mãe está bem e acaba descobrindo que seus avós, os pais de seu pai, ainda estão vivos e vivem em Oxford. Os avôs de Will foram introduzidos na série em uma pequena expansão do universo existente, a maneira como foram introduzidos e o significado que eles tiveram, ainda que tenha sido uma cena minúscula, foi espetacular.

Ainda não bato o martelo que eles sejam de todo ruins, imagino que perder um filho tenha abalado eles bastante e a relação pouco próxima com Elaine somados aos problemas que ela passou a enfrentar após o desaparecimento do marido tenham contribuído para o afastamento do neto. Não digo que a forma como trataram Will seja certa, mas é no mínimo compreensível.

Ainda em Oxford, Lyra vai de encontro a Mary Malone, a acadêmica que estuda a chamada matéria escura. Logo fica claro que a matéria escura e o pó são a mesma coisa, fica claro que Mary será de grande ajuda para compreender a natureza do pó e a conexão entre Lyra e ela foi instantânea.

Aqui gostaria de pontuar como o casting de Simone Kirby foi perfeito, ela é exatamente da forma que imaginei Mary Malone quando li os livros anos atrás, estou ansioso para acompanhar mais dela e das descobertas sobre o pó.

O último núcleo é o Magistério, nesse episódio temos uma dimensão do quão grande e poderoso ele é e como qualquer grande instituição temos um pequeno vislumbre das linhas políticas que são traçadas lá dentro.

O caminho que Padre MacPhail teve que percorrer para chegar ao poder envolveu pintar as feiticeiras como inimigas para justificar um ataque direto a elas, fazendo com que ele se posicionasse como uma figura forte e capaz de guiar o Magistério em tempos atribulados.

Se de um ponto de vista interno a jogada foi bem sucedida e significou a consolidação do poder para MacPhail, de um ponto de vista estratégico para o Magistério na grande guerra que está por vir o movimento pode não ter sido inteligente, afinal as feiticeiras que pretendiam não tomar parte na guerra, após o ataque não tem muita escolha senão tomar partido daqueles que estão contra os que as atacaram.

Eu sou um fã incondicional do trabalho de Pullman e a trilogia Fronteiras do Universo é uma de minhas favoritas, logo sou suspeito a falar, mas como fã, a série tem me agradado muito e superado todas as minhas expectativas, a cada semana fico cada vez mais ansioso pelo episódio seguinte.

Caso continuem a seguir o enredo do livro, teremos grandes acontecimentos nas próximas semanas que apesar de em um primeiro momento não parecerem muito importantes, terão um papel fundamental no futuro. E Vocês, o que estão achando da série até agora? Me conta ai embaixo. Até a próxima!

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Felipe Tanabe

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