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His Dark Materials – S02E05 – The Scholar

Save the girl. And the boy. Your work here is finished. We will not speak again in this world

Who run the world?” independente do mundo que estejamos falando, em His Dark Materials, são as mulheres que roubam a cena e em The Scholar não foi diferente, Mary Malone, Lyra e Coulter foram os grandes destaques do episódio e mais uma vez entregaram uma atuação impecável.

A primeira recebeu a grande missão que desempenhará na grande guerra, ser a serpente. Apesar de ter tido uma criação católica eu não me empenhei muito em aprender os ensinamentos bíblicos então peço desculpas ser cometer algum erro ou imprecisão, mas vamos lá: A serpente, em termos bíblicos, foi o ser que seduziu Eva a comer o fruto proibido e cometer o pecado original.

Sabemos que o Magistério chama o pó (ou matéria escura) de o pecado original, ou seja, ainda mais o destino de Mary e seu papel a desempenhar envolvem sua pesquisa e, pelas palavras de Xaphania, o anjo que tem falado com Mary através da caverna, Will e Lyra.

Ao fim do episódio a vemos atravessando o portal para Cittàgazze o que significa que assim como na primeira temporada os acontecimentos de “A Faca Sutil” foram adiantados, dessa vez provavelmente já teremos alguns acontecimentos de “A Luneta Âmbar”.

Já Lyra teve um aprendizado um pouco diferente, na busca para retomar seu aletiômetro roubado por Boreal ela bola um plano de distraí-lo enquanto Will cortava um portal diretamente na sala, infelizmente Lyra não contava que sua mãe estaria lá e o plano dá errado quando Will é surpreendido pelo macaco dourado.

A sequência entre Lyra e Coulter é de tirar o folego, ao ser instigada a ser igual sua mãe Lyra decide de fato ser igual sua mãe e Pan ataca o macaco dourado, o exato inverso do que ocorreu lá na primeira temporada. Felizmente, já com o aletiômetro recuperado, Lyra reconhece que não é e nem quer ser igual sua mãe, ao que Will completa que ela não precisa ser igual a nenhum adulto que ela conhece. Tem como não amar essa dupla?

Por fim temos, a meu ver, a grande estrela do episódio: Marisa Coulter. Sem medo de me tornar repetitivo tenho que louvar a atuação de Ruth Wilson, em qualquer cena – e eu digo em QUALQUER cena – ela consegue entregar uma performance incrível, mesmo nas cenas em que ela não diz sequer uma palavra, como aquela no início do episódio em que ela analisa uma mãe trabalhando enquanto cuida de seu bebê.

A jornada de Coulter nesse episódio foi de questionar a sociedade de seu mundo natal, em seu encontro com Mary. Em seu mundo, Coulter é a maior especialista, ou no mínimo é uma das maiores especialistas, sobre o pó, mas diferentemente de Malone, ela nunca teve a oportunidade de liderar seu próprio departamento e a única oportunidade de publicar sua pesquisa era se ela deixasse que um homem assumisse o crédito pela pesquisa.

O encontro com Mary acendeu um sentimento de revolta em Coulter, o que a faz questionar Boreal, ele um dos primeiros a ser capaz de viajar entre os mundos, com toda a possibilidade de desenvolver todo tipo de conhecimento preferiu guardar tudo para si e criar uma coleção mesquinha de souvenires.

Quando ele tenta se justificar citando as conquistas dele no nosso mundo, ele sugere que os dois compartilhem dessa conquista, ao que Marisa responde o que todos nós estávamos pensando, ela é demais para ele.

Estamos chegando ao fim da temporada, só restam mais dois episódios, e eu estou gostando bastante até aqui, se na primeira temporada ficou claro que série sabia ser fiel aos livros, nessa segunda está claro que além de seguir os livros, ela sabe como expandir o universo de maneira satisfatória. O que acharam do episódio? Ansiosos para o restante da temporada? Até a próxima!

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Felipe Tanabe

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