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His Dark Materials – S02E06 – The Malice

They consume what make us human, so I just hid that from them

Toda grande saga é divida em três grandes momentos, o primeiro é o conflito inicial, aquele que dará início a história, e o último é o conflito final, aquele que definirá quem será o vencedor, o terceiro momento é o interlúdio entre os esses dois, é aquele ponto em que as cartas já estão na mesa, resta armar o jogo para a última rodada.

Esse momento é comumente confundido como o menos importante ou menos interessante, de fato esse momento nem sempre é tão repleto de ação quanto os outros dois, mas com um olhar um pouco mais atento é possível perceber que esse é, na verdade, o momento mais importante da trama.

Explico: esse momento tem a função de potencializar as expectativas para a última parte, ou seja, é necessário que ele não só mantenha as expectativas criadas como as eleve ao ponto necessário para agradar o expectador, qualquer descompasso nesse momento pode prejudicar a experiencia, estragando a história.

Apesar de ser o momento mais importante da trama, ainda que seja executado à perfeição, esse momento intermediário sofre pela sua própria característica transitória e por vezes fica impedido de avançar ao mesmo tempo que não consegue trazer grandes acontecimentos novos.

Este sexto episódio sofreu exatamente disso, Will já está de posse da faca e Lyra já recuperou o aletiômetro, restam apenas os preparativos para a grande guerra, o que limita bastante o desenrolar da história, deixando o episódio lento e arrastado.

O episódio foi divido em 5 núcleos todos buscando de alguma forma proteger ou destruir Lyra.

No magistério vimos Fra Pavel revelar as descobertas que fez com o aletiômetro sobre Lyra e o seu papel não só em oposição ao Magistério, mas também a figura da Autoridade. Isso levou McPhail a tomar medidas enérgicas e enviar tropas através da anomalia para o mundo de Cittàgazze a fim de caçar Lyra.

Enquanto isso Mary Malone, Lee e Jopari, ainda que não juntos partem em busca de Lyra, a Doutora desbrava Cittàgazze e tenta buscar respostas aos mistérios que a ela se apresentam, em certo momento vemos pela primeira vez a figura de um anjo, talvez Xaphania, protegendo Mary dos Espectros.

No Céu, Lee e Jopari são perseguidos pelos dirigíveis do Magistério, apesar de não sofrerem danos fatais, terminamos o episodio com os dois despencando do céu.

Will e Lyra estão sob os cuidados das feiticeiras, apesar de não compartilhar da fé cega de Lyra em Serafina e suas companheiras, Will acaba cedendo e permite que elas curem o ferimento causado pela faca sutil, toda a sequência com as feiticeiras é engessada e parece não sair do lugar, mas infelizmente é necessária para a evolução da história.

Por fim, o último núcleo é entre Coulter e Boreal e honestamente foram as cenas mais interessantes de todo o episódio, os dois partiram para Cittàgazze ela para recuperar Lyra e ele para roubar a faca sutil, como esperado os espectros atacaram, mas em mais uma modificação realizada pela série, Coulter tem a habilidade de controlá-los, ainda não sei o que pensar sobre essa adição, mas abre muitas possibilidades para o futuro, espero que seja bem explorada e bem explicada.

Além da habilidade de controlar espectros Coulter demonstrou mais uma vez que descartará todos aqueles que não forem mais uteis, o que se tornou o caso de Boreal, nesse episodio a vemos envenena-lo e nos despedimos do vilão, foi uma cena bem chocante e cruel.

Estamos chegando ao fim dessa temporada e duvido muito que o ritmo mude para o episódio final, teremos possivelmente um dos acontecimentos mais tristes dos livros e mais preparativos para a grande guerra que eclodirá na terceira temporada.

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Felipe Tanabe

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