09 de setembro de 2016
Justiça – S01E11 – Capítulo 11

O que aconteceu, Rose?

Justiça chega em sua terceira semana e com ela, eu (Andy), estou de volta. Inicialmente me perdoem pela falta na última semana, mas nossa amada Clarice fez um ótimo trabalho anyway. Como fazemos casualmente eu vou destrinchar o episódio para vocês, com a inclusão de algumas problematizações, e por fim faço uma conclusão geral sobre o episódio.

O episódio começa com o pintor estuprador, Oswaldo, ainda observando uma mulher trocar de roupa no apartamento, como acabou o último capítulo, na verdade está era uma adolescente se trocando para ir ao colégio, ele a vê saindo do condomínio para ir escola e começa a segui-la, logo um clima tenso tomou conta de mim, o medo desse homem fazer mais uma vítima foi imenso, ainda mais vendo todo o sofrimento de Débora e sabendo que está era uma garota ainda mais nova, mas a menina pega o ônibus escolar antes que Oswaldo faça algo e nesse mesmo momento eu senti um alívio enorme, ele continua a observando com uma cara que chega a ser extremamente nojenta, e eu fico aqui pedindo para que ele não encontre essa menina novamente.

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O episódio segue com Débora no banheiro fazendo uma tatuagem caseira, Marcelo então pede para entrar no banheiro, ela deixa, ele fica surpreso e sem entender o motivo dela está fazendo aquilo, quando podia ter contratado um profissional, Rose também chega ali e acha estranho que Débora esteja fazendo uma tatuagem caseira, a questionando, Débora segue fazendo a tattoo sem se importar com a opinião dos dois e achando eles um tanto “caretas” (?). Marcelo pergunta se Débora ainda quer adotar a criança e ela responde com convicção que sim, então ele diz que eles têm 30 minutos para ir ao orfanato, no mesmo momento Rose pede um vestido emprestado a Débora e Marcelo continua implicando com Rose

Então é quando Rose vai escolher o vestido no guarda roupa de Débora que temos uma cena bem simbólica, Rose se agrada de uns vestidos e Débora diz que alguns ela ainda usou ainda, por fim Rose acha um vestido que Débora diz nem usar mais é o da para Rose, como uma esmola, a gente às vezes nem percebe o racismo em pequenas atitudes, mas fica claro como a relação Débora/Rose ainda é patroa/empregada, e se eu estivesse errado quanto a isso essa cena nem estaria no roteiro, pois simplesmente não faz diferença no roteiro, é nesses momentos que Justiça me pega de jeito e me faz levantar do sofá aplaudindo, isso tudo ainda vai ficar pior com a relação Rose/Lucy, mas disso falaremos mais à frente.

Débora e Marcelo vão até o orfanato levar os documentos para entrar no processo de adoção, é quando Marcelo vai pegar os tais documentos na bolsa de Débora que ele acha o retrato falado do pintor estuprador a.k.a Oswaldo, o que o deixa claramente incomodado, mas por eles estarem na frente da tutora ele se contém e passa a bolsa para Débora pegar os documentos. Quando os dois estão voltando para casa, começa a chover e numa discussão Marcelo conta que quer se separar de Débora por eles quererem coisas diferentes, em meio a isso eles ainda quase atropelam Jesus, que estava correndo dos meninos de rua, Marcelo então diz que ele quer adotar uma criança e Débora quer vingança, ela rebate dizendo que quer Justiça, e temos aí a insistência do discurso machista de Marcelo, para ele que não viveu a violência e que não sente a opressão que uma mulher sente diante a sociedade é bem fácil julgar ela por querer ir atrás do homem que a invadiu, o melhor é ver Débora firme na sua busca, afinal só ela sabe o que passou nas mãos de Oswaldo.

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Rose vai visitar Celso no seu dia de folga e ele dá a ela o colar que comprou de Jesus, ainda tira uma foto dela no celular dele, quando ela diz que o colar é lindo, ele responde com “Tu que é linda demais!” E olha, eu tenho que concordar com ele.

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Débora e Marcelo chegam em casa molhados do “toró” que pegaram no “RAINCIFE”, quando eles estão subindo o elevador falta energia ~características bem típicas do Recife, falta de energia depois daquele dilúvio~ por isso eles ficam presos no elevador e Marcelo diz que vai pegar as coisas e ir embora, é aí que Débora começa a dar um belo discurso “A ordem natural é: não fala nesse assunto, deixa de lado, tu vai esquecer, mas eu não esqueço!” ela detalha todo os momentos de terror que passou com Oswaldo, e continua “Tudo que eu queria era esquecer, mudar de cidade, de pais, qualquer coisa…e se eu tenho como achar ele, seja por qualquer coisa, eu não vou pedir essa chance” esse foi um dos diálogos mais dolorosos que já ouvi, em mais uma belíssima atuação de Luísa Arraes e um tapa na cara do machismo e na cultura do estupro.

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Em seguida Celso põe uma música e chama Rose para dançar, não sei se isso é bom ou ruim, mas eu shippo esse casal #Celse #RoSo hahaha. Celso pede Rose em Namoro, ela questiona sobre Kellen e ele diz que isso ele resolve, ela aceita com um beijo. Débora diz que não quer separar de Marcelo, mas ele insiste dizendo que não vai ajudar ela a fazer justiça, e ela se mantém firme na decisão de ir atrás de Oswaldo. Marcelo faz as malas, diz que não sabe pra onde vai, mas tá com celular e vai embora. Celso deixa Rose em “casa” e chama Rose de namorada em voz alta no meio da rua, Kellen vê tudo de escondida. Rose então chega em casa e Débora está vendo fotos de crianças em revistas, ela pergunta por Marcelo e Débora conta sobre o que aconteceu, mas parece firme de que Marcelo vai voltar, Débora idealiza eles adotarem uma bebê negra e diz que é mais difícil adotar crianças muito novas, Rose observa tudo aquilo parecendo preocupada.

Rose reencontra Jéssica, a filha da amiga presidiária com os caras na praia, que Portegeist deixou, mostrando ser uma péssima tia e Rose só mostra um tanto incomodada com aquilo.

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Lucy, mãe de Débora, vai atrás de Rose no quiosque, praticamente a culpando por Débora querer ir atrás do estuprador, Rose recebe uma ligação, supostamente de Celso mandando ela fechar o quiosque. E Lucy pede para que Rose não fale mais sobre o assunto de ir atrás do estuprador com Débora, e olha pessoal, eu entendo a preocupado de Lucy como mãe, mas ao mesmo tempo Rose me parece ser a única pessoa que realmente dá ouvidos às dores de Débora e o quanto ela necessita fazer justiça, ficou também muito claro para mim que Lucy e Marcelo culpam Rose por tudo que vem acontecendo, só que a mesma foi a única que realmente parou para ouvir Débora, isso tem uma clara ligação a agora Rose ser uma ex presidiária, o que é um grande preconceito.

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Rose manda uma mensagem para Débora do endereço do estuprador e ela sai da escola onde dá aulas para ir atrás do cara. Débora chega no endereço e escuta gritos ficando abalada, ele sobe e uns caras estão batendo nele, Celso e Rose estão lá, mas quando Débora chega perto do cara, vê que era o cara errado, o famoso Close errado, Close errante. Descobrimos que Débora é professora da filha de Vicente, Isabela.

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Débora, se sentindo culpada por ter batido no cara errado, o leva para a casa dela para tentar se redimir, na mesma hora Marcelo chega na casa, Marcelo e Débora vão conversar no quarto, ela explica a situação mas ele não entende e quando Débora diz que ali é a casa deles, ele responde com “Na minha casa não tem ex presidiária procurando confusão” E olha só, o que eu disse a vocês antes se confirma, Marcelo realmente culpa Rose por tudo de ruim que vem acontecendo. Débora põe “O cara errado” para dormir na casa dela, é aí que eu passo a me perguntar se Débora está pensando conscientemente ou apenas muito envolvida com tantos sentimentos, por que essa foi a atitude mais burra que já tomaram em Justiça ainda mais morando em Recife, né Nicolen Rose se tranca no quarto, e não entendi porque ela ao menos não avisou para que Débora também se trancasse, Débora por sua vez não se tranca e toma um remédio, provavelmente para dormir. “O cara errado” acorda na madrugada e começa a procurar o que roubar ali , o clima fica tenso, estava bem óbvio que isso iria acontecer, né gente?! O pior momento é quando ele encontra o quarto de Débora aberto, e corta para o comercial, a aflição de apenas imaginar Débora sendo estuprada mais uma vez me fez sofrer.

Na cena seguinte já é de manhã e, inicialmente, não se sabe bem uma explicação do que aconteceu, Débora vai até a sala e vê que o homem não está mais lá, logo ela e Rose notam que ele roubou o notebook, tablete e caixa de joias, menos mal, pelo menos ele “só” roubou. Alguém toca a companhia, mãe de Débora, Lucy! Lucy chega sem avisar e diz que o celular descarregou, ela dá um broche de presente para Débora para protegê-la. Débora é demitida pois saiu sem avisar por uma ótima Atriz, inclusive’

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Rose vê Portegeist traficando drogas com a baby no colo. Débora após ser demitida, quase é atropelada por Elisa e passa na frente do apartamento que Oswaldo nojento trabalha, acende um cigarro na frente do condomínio, chorando e muito abalada, vemos uma Débora destruída pelas consequências de um estupro e da procura por Justiça.

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Assim o episódio acaba e alguns questionamentos nos passam a cabeça, alguns duvidam da bondade de Rose e eu não vou dizer que ponho minha mão no fogo por ela, mas deixo avisado que se Rose se revelar uma pessoa, de fato, ruim, isso vai propagar preconceito contra ex presidiarias e também racismo, já é muita hipocrisia a série abordar uma crítica ao racismo e só temos uma personagem recorrente negra, com um final desses seria frustrante. Outro ponto negativo é a perca de protagonismo e até mesmo um bom enredo para Rose, primeiro que o núcleo de Rose está bem fraco em comparação a seu primeiro episódio, segundo que a trama de Débora toma espaço totalmente na trama, que deveria ser foco em Rose, nem pensar em se vingar de Douglas, ou lutar contra uma polícia racista ela se preocupa, fica naquela de Celso/Baby/Débora, a vida de Rose gira mais em torno de Débora que dela mesma, e isso torna Débora a protagonista. Eu espero que tenhamos uma evolução neste enredo na próxima semana. Ainda assim nutro um carinho e empatia muito grande por Rose e Débora, por sentir serem as histórias mais reais e cruas da trama.

É isso meus amores, comentem o que acharam da review, adoro saber o que vocês estão pensando, se concordam ou discordam de mim. Abraços e beijos da Mana Andy e vejo vocês na próxima semana.

Andy
Andy

18 anos, pernambucano, sagitariano com asc e vênus em aquario, lua em câncer! Gente signo é importantee, sou muito loka dos signos sim e apaixonada por cultura pop, além de claro, problematizadora, não pode faltar. Bjxxx de luxx
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