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Kidding – S01E02 – Pusilanimous

“The hard part isn’t getting out. It’s getting back in.”

A nossa saga em Kidding segue maravilhosa. Antes de mais nada, preciso concordar com minha amiga Luana, que falou na primeira review que essa temporada que estamos vivendo, com atores consagrados no cinema indo para as séries, é algo realmente bacana. Reese Whiterspoon, Nicole Kidman, Amy Adams, Jim Carrey, e futuramente Emma Stone e Meryl Streep. É realmente de encher os olhos.

Pois bem, se o piloto nos deixou com uma sensação de uma série pesada, cheia de camadas, e com pouca comédia, como havia sido previamente classificada, vejo neste segundo episódio uma tentativa maior de fazer o espectador esboçar um sorriso. E isso já nas primeiras cenas, quando Jeff tem o carro roubado, mas os assaltantes devolvem o carro intacto ao saber que era dele. Isso mostra também a figura que ele representa neste mundo fictício, e como ele é importante na vida das pessoas. Aparentemente exceto na vida da ex-mulher e do filho.

Uma das coisas mais gostosas e tocantes de Kidding é a maneira como a série consegue abordar assuntos pesadíssimos, mas de forma natural. Primeiro, na cena inicial, quando Jeff conversa com aquela criança com câncer. Vamos combinar que ver uma criança, com toda uma vida pra viver, com uma doença dessas, é algo bem difícil. Mas numa conversa descontraída e bem inteligente, Jeff consegue passar calma, esperança, e isso é legal. Outra parte legal abordada no episódio foi em relação ao Lontronauta e sua sexualidade. Na verdade, tanto faz se ele é homem ou se é mulher, se passou de uma coisa pra outra ou não. A questão é que Jeff consegue abordar isso de maneira leve, mostrando que mesmo que antes fosse masculino e agora feminino, continua sendo a mesma lontra. Jeff consegue exprimir que isso é uma realidade que deve ser sim discutida.

O episódio ainda mostra os dilemas no show business né. Jeff tem que lidar com uma aparência que não lhe agrada, com determinações que não o deixam feliz, mas tudo pra continuar tendo seu programa e sua importância. E isso fica evidente no papel do pai dele. Será que vale a pena sacrificar quem você é, seus valores, pra se manter na mídia? Eu imagino que o debate não seja tão raso assim, mas já é algo que devemos questionar, ainda mais em pleno 2018, com gente surgindo e sumindo dos noticiários tão rapidamente.

Temos também a irmã de Jeff, Deirdre, lidando com os problemas da sexualidade do marido, tentando explicar o que sua filha viu o pai fazendo. Este é outro assunto delicado, mas dessa vez tratado com muito bom humor, uma vez que a personagem vê o assunto como um tabu a ser discutido e não consegue fazer uma aproximação sutil.

Por fim, vemos que Jeff ainda tenta se fazer importante na vida de sua família. Ele se sente parte, sente que eles precisam dele. Mas está claro que é ele quem precisa da família. Ele talvez não ame mais sua ex-esposa, não sinta o mesmo carinho por seu filho, do que sentia pelo filho morto. Mas de fato ele precisa do calor e da atenção deles, mesmo que o mundo inteiro lhe dê atenção. E esses dilemas que fazem Jeff se questionar em diversos momentos, questionar suas escolhas, sua personalidade. É algo profundo, que Kidding consegue discutir com maestria, principalmente com Jim Carrey entregando um Jeff tão carismático.

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Gerson Elesbão

Um @gerson incomoda muita gente, um @gersonrealoficial incomoda incomoda incomoda muito mais! É DC, é Marvel, é Netflix, é reality. Se a série for boa, chama no probleminha, bebê!

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