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Kidding – S01E03 – Every Pain Needs a Name

“Você me salvou”.

É bem verdade que todos nossos temos nossos próprios traumas e fantasmas, algumas vezes mergulhamos tão profundamente neles, que é difícil enxergar o outro lado. É complicado dizer com certeza qual seria o antidoto pros nossos medos, mas quando não damos o primeiro passo, jamais sairemos do lugar.

Assim como Jeff, todos ao seu redor parecem estar tendo que lidar com seus próprios demônios, enquanto tentam mantar a banca. É um retrato da realidade, na maior parte do tempo. É complicado explicar certas coisas para crianças, e é mais complicado ainda explicar certas coisas para nós mesmos.

Jeff tem uma alma muito boa, uma gentileza ímpar, ele está sempre fazendo a coisa certa. No entanto, ele está em profunda dor, e embora seu pai consiga enxergar isso, ele só consegue apontar maneiras superficiais de consertar a situação. E é triste, mostra como as pessoas podem ser egoístas até na hora de ajudar os outros. Um “Jeff quebrado” não é bom suficiente para os negócios, logo, ele deve ser substituído.

Jeff ainda não sabe dos planos de seu pai, mas provavelmente quando souber, ficará arrasado. Ele está lidando com um turbilhão, e de forma passiva, tenta se encontrar. Até chega a seguir o conselho do pai e sai num encontro, e é esclarecedor.

Ele passou a vida inteira ouvindo “obrigada, você me inspira, você me salvou”, e coisas do tipo. Mas olha, ser o salvador de alguém é uma responsabilidade imensa, principalmente, quando é você quem precisa ser salvo. É irônico, mas foi tudo que Jeff fez com sua vida. E ainda assim, ele jamais conseguiu salvar aqueles que mais ama. E esse é o grande epítome da série, para ser sincera.

Não obstante, Jeff não é nem de longe o único tentando se virar no meio do caos. Sua irmã, Dee Dee, está enfrentando uma barra e dando com sua filha, Mandy. A criança está claramente traumatizada, após presenciar seu pai sendo masturbado por seu professor de piano. Mas mais que isso, ela teme que seus pais se separem.

Mandy não parece ter uma forma de escape para o que está sentindo, e muito provavelmente, não consegue nem entender direito o que está se passando dentro de si própria. É assim que traumas são internalizados e absorvidos, e se não forem trabalhados, serão causadores de grandes problemas no futuro.

E o futuro… Will, apesar de sentir falta do irmão, tenta persistentemente ser visto por quem é. E não uma pessoa com um fantasma agarrado à si. E mesmo estando bastante quebrado, e buscando refúgio não exatamente no melhor lugar. Ele parece estar encontrando uma luz no fim do túnel. Resta saber se seus pais saberão acompanhar, né.

Enfim, este foi um episódio mais cadenciado. Mais voltado à sentimentos e reparos, mágoas. Afinal de contas, não é possível seguir em frente, quando você ainda está preso ao passado.

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Luana Medeiros

Sinceramente, não sei mais há quanto tempo estou nesse site? Mas olha, faz um bom tempo! HAHA. Atualmente cuido mais de reviews de realities musicais, mas também faço meus corres nos seriados, porque a vida é isso aí! Tenho 24 anos, sou formada em rádio/tv/internet, e nas horas vagas vocês me encontram por aqui! ;)

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