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Love 101 – Season 1 – Uma Grata Surpresa da Netflix

Love 101, uma série que entrega muito mais do que prometeu

John Hughes é o responsável pelo imaginário da juventude dos anos 80, Gatinhas e Gatões (1984), Clube dos Cinco (1985) e Curtindo a Vida Adoidado (1986) são algumas das obras do diretor falecido em 2009. Além de influenciar uma geração inteira com as aventuras de Ferris Bueller ou o sentimento de identificação proporcionado pelo clube dos cinco, as obras de Hughes influenciam até o dia de hoje, direta e indiretamente, diversas produções, principalmente as voltadas ao público jovem.

Love 101, a terceira produção turca da Netflix, assim como Clube dos Cinco, trata dos anseios e angustias da juventude, acompanhamos um grupo de jovens que de uma forma ou outra não tem suas vozes escutadas. Ainda que esse seja um tema um tanto quanto batido – olhando superficialmente o catálogo da Netflix é possível encontrar ao menos cinco produções recentes com a mesma temática – a abordagem da série surpreende por um fator incomum: pela simplicidade.

A série se inicia no presente com uma mulher entrando em uma casa abandonada e relembrando de seu grupo da escola e questionando o como eles estão após tantos anos sem contato. Após essa breve introdução somos levados até 1998, e um a um o grupo de amigos, que ainda não são assim tão amigos é apresentado.

Primeiro surge Osman, um jovem malandro que é cheio de esquemas, sempre com o objetivo de lucrar. Logo de cara vemos que ele tem uma rede de influência sobre um grupo de estudantes inteligentes e faz muito dinheiro vendendo deveres de casa para outros estudantes, o que não agrada nem um pouco o diretor da escola, Necdect.

Logo em seguida surge Kerem, um jovem atleta promissor que tem um pavio curto e que, por se envolver em mais uma briga, acaba por encurtar sua carreira no basquete sendo expulso do time. O típico valentão.

A terceira integrante do grupo é Eda, o estereótipo da garota rebelde, é a típica garota bonita de qualquer série adolescente, com o diferencial que ela tem uma predileção por causar o caos sem qualquer motivação aparente.

O quarto a ser apresentado é Sinam, um jovem solitário que lida com seus problemas com o álcool, claramente de todos os do grupo é o que tem mais problemas, no entanto ao invés de despertar a simpatia de seus professores, quase todos preferem tratá-lo como um caso perdido.

Mas e então, qual a motivação desse grupo com tipos tão diferentes acaba por se juntar? Devido as personalidades controversas, Osman, Kerem, Eda e Sinam acabam por se envolver em mais uma confusão e novamente sofrem a ameaça de expulsão, para que isso ocorresse seria necessário que os professores, em unanimidade votassem pela expulsão, dessa vez todos a exceção de uma professora votaram a favor, ou seja, os quatro se salvaram por um triz.

A Professora em questão é Burcu, a única professora que acredita que o papel deles como educadores é ajudar os estudantes e não os rotular como problemáticos e descartá-los como se eles não fossem responsáveis pelo futuro desses jovens. O grande problema, e o que se torna o principal tema da série, é que em alguns meses Burcu será transferida de escola, o que significa que em pouco tempo os jovens perderão a sua última salvadora.

Diante disso os quatro se unem para elaborar um plano para que Burcu permaneça na escola, a grande solução encontrada é que eles precisam fazer com que Burcu se apaixone, assim ela teria motivos para não se mudar. Após uma breve conversa os quatro percebem que nenhum deles sequer acredita em amor, o que dificulta a execução do plano. Nesse ponto é introduzida a última integrante do grupo: Isik, ela é a certinha do grupo, aluna exemplar, representante estudantil e queridinha de todos os professores, ela diferente dos outros acredita no amor e acaba topando ajudar uma vez que Burcu é sua professora favorita e também porque a garota tem um crush em Sinam. Os cinco então se juntam e encontram o candidato ideal para a professora, o novo técnico de basquete, Kermal, a partir de então a missão é fazer os dois se apaixonarem.

Um dos maiores trunfos de Love 101 é a sua simplicidade de roteiro, em nenhum momento situações mirabolantes são colocadas na história, na verdade a história é até que bem previsível, o que não a torna, em nenhum momento sequer, desinteressante. Ao observarmos as invenções e reviravoltas que algumas séries do gênero tentam nos empurrar como situações críveis, mas que na verdade só transmitem uma sensação de artificialidade, essa simplicidade acaba sendo muito bem vinda, o roteiro bem amarrado somado ao entrosamento do elenco principal faz a experiencia como espectador ser muito agradável

Ao mesmo tempo que tem um roteiro simples, a série consegue desenvolver muito bem seus personagens, ao longo dos oito episódios vamos entendendo cada um dos jovens e os motivos por trás de suas ações, os estereótipos a que somos apresentados vão pouco a pouco ganhando justificativa e nesse ínterim vamos nos apegando a cada um dos cinco.

Outro ponto forte da série é seu elenco principal, a química entre o grupo é enorme, o que torna a série ainda melhor, a forma natural como a cada episódio a amizade dos cinco vai crescendo é incrível, além disso as interações com o restante dos personagens são fenomenais.

A série termina com um gancho excelente, deixando aquele gostinho de quero mais. Infelizmente a Netflix ainda não confirmou a segunda temporada, corre o rumor de que as gravações se iniciem em julho e o lançamento seja em 2021, nos resta é torcer e esperar o pronunciamento oficial da Netflix.

Me conta ai embaixo nos comentários o que você achou da primeira temporada de Love 101. Até a próxima!

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Felipe Tanabe

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