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Lucifer – Recap 3ª Temporada

Tem alguém querendo ocupar o lugar do diabo na troca de favores…

O foco da narrativa dessa temporada foi em grande parte o Sinnerman, responsável pelo sequestro de Lucifer lá no primeiro episódio e por ajudar as pessoas em troca de favores – assim como o diabo. O Tenente Pierce, novo chefe da delegacia, é o ponto-chave dessa história, já que no meio da temporada é revelado que ele é o verdadeiro Sinnerman e também Caim, da história de Caim e Abel, ou seja, o primeiro assassino.

Ao perguntar qual é o maior desejo de Caim, Lucifer descobre que o tenente sonha em conseguir morrer algum dia, já que carrega consigo a maldição de vagar pela Terra por toda a eternidade, determinada por uma marca que tem em seu braço. O tenente acaba deduzindo que se Chloe Decker se apaixonar por ele, ele pode ficar vulnerável assim como acontece com Lucifer e, então, acabar de vez com seu sofrimento. Por isso, acaba se aproximando dela. No entanto, Pierce é quem acaba se apaixonando pela detetive e é isso que faz com que sua marca desapareça e ele se torne mortal.

A temporada contou com muitos episódios fillers e aleatórios que não contribuíram com o avanço da narrativa da série e a história demorou a engrenar. Apesar de eu ter curtido os episódios individualmente como o Mr. & Mrs. Mazikeen Smith” (S03E03) e “Vegas with Some Radish” (S03E06), por exemplo, no conjunto não teve um resultado positivo porque passou a sensação da narrativa parada. Além disso, uma personagem especificamente não foi bem aproveitada nessa temporada, que foi a Maze. Todo o desenvolvimento e relação com os outros personagens que ela construiu foram destruídos e foi mostrado apenas seu lado egoísta e agressivo. Ainda bem que nos últimos episódios, os roteiristas fizeram-na se dar conta da burrada que estava fazendo.

Para compensar a temporada de altos e baixos, quando observado o enredo principal dela, foram entregues alguns episódios bons e importantes como o “The Sinnerman” (S03E09), “The Sin Bin” (S03E10) e principalmente “Quintessential Deckerstar” (S03E23) e “A Devil of My Word” (S03E24). No penúltimo, eu admito que nem chorei, só tremi. Charlotte Richards – com a alma dela mesma dessa vez – foi uma personagem que cresceu bastante e teve um desenvolvimento muito bonito, então foi bem triste a sua morte e como isso afetou toda a equipe. Ao mesmo tempo, foi um desfecho satisfatório e emocionante, já que ela foi levada para o céu por Amenadiel, que conseguiu recuperar suas asas.

Já no último episódio, Chloe finalmente descobre quem realmente é Lucifer. Ela vê a sua real face e infelizmente o episódio acaba aí nos deixando na curiosidade da reação da detetive. A cena em que ele a protege com suas asas foi de uma uma beleza estética e com tanto significado para a história e para a relação entre os personagens principais que ficará marcada com uma das melhores cenas de “Lucifer”.

Então, apesar de ter sido bem irregular a temporada, os últimos episódios foram consistentes no quesito narrativa e animaram para a próxima.

A Netflix salvou a série e agora teremos uma 4ª Temporada com 10 episódios, mais sombria e com mais cenas ousadas, pelo que parece. Espero que tenham gostado desse recap e até a próxima!

 

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Luiza Pinheiro

Carioca da gema e jornalista de corpo e alma. A primeira série que viu mesmo, aquela que a deixou viciada, foi One Tree Hill. Depois disso nunca mais parou e engatou uma depois da outra. Também ligada em cinema, não perde uma cerimônia do Oscar.

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