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Lucifer – S04E08 – Super Bad Boyfriend

Eu não estou chorando, vocês que estão!

Estou em choque com esse episódio e já peço desculpas de antemão se a review ficar longa, mas foi tão importante que é preciso ressaltar os pontos abordados. Ele foi incrível e facilmente um dos melhores da série na minha opinião, só que também me deixou muito triste. Teve de tudo: comédia, investigação, Deckestar dando uma leve estremecida de novo, drama, muito drama na verdade, e uma crítica social bastante contundente.

Tudo o que Amenadiel não teve de destaque no episódio anterior, ele teve nesse e tanto o ator D. B. Woodside como o personagem brilharam muito. Logo no início, o anjo todo preocupado sobre como ser pai e cuidar do filho foi bonitinho e a cena em que ele pede para Lucifer ser padrinho de seu filho foi muito boa, porque mostrou a confiança que o rapaz tem no irmão apesar de ele ser conhecido com o mal em pessoa. Ficou claro como a relação entre os dois se desenvolveu desde o início da série e é bem emocionante perceber isso. No entanto, Luci foi sensato ao recusar de primeira, porque realmente o estilo de vida que ele leva não tem muito a ver com uma criança, sejamos sinceros.

Aí Amenadiel conheceu Caleb e foi quando o plot principal do episódio tomou mesmo forma. Que interação boa a deles, hein, e que personagem carismático é esse garoto. A história de um jovem humilde que quer se livrar da ligação que tem com uma gangue de traficantes e só quer seguir sua vida em paz é envolvente e só ficou melhor com a ajuda do irmão de Lucifer. Ressalto aqui dois momentos deles juntos: quando são levados para a delegacia de uma forma super agressiva e intransigente, mostrando o racismo, nesse caso, por parte da polícia – uma realidade dura e muito atual, infelizmente -, e quando é provado que Caleb é inocente e o menino diz para o amigo que ele vai ser um ótimo pai. Não teve como não se emocionar e torcer para que os dois conseguissem realizar seus sonhos, Amenadiel como pai e o estudante seguindo sua vida sem ter mais contato com a gangue de Tahir.

Aí veio o momento mais triste do episódio quando descobrimos que Caleb foi vítima dos bandidos mesmo Amenadiel pagando o que o garoto devia ao chefe do grupo. Não tem como não ficar mal e com raiva dessa situação, assim como o irmão de Lucifer ficou. O sentimento que essa tragédia lhe causou foi tão intenso e tudo o que viveu o afetou de tal maneira que o anjo parece ter tomado uma decisão no final que eu não esperava. Ele lutou tanto anteriormente para convencer Remiel a não levar seu bebê para a Cidade de Prata e agora resolveu que não quer mais criar seu filho na Terra. Aí não dá. Essa foi a única parte que não concordei com Amenadiel. Só espero que ele mude de ideia e não faça essa besteira.

Eu sempre deixei claro aqui que gosto muito dessa série, mas normalmente tento analisar com um olhar mais distante e não tão apaixonado e o que vejo é que apesar de abordar vários temas como religião e a mitologia que a envolve, Lucifer nunca tratou mais detalhadamente de causas sociais, até porque a sua proposta não é exatamente essa e sim contar uma narrativa de ficção e fantasia. Por isso exalto tanto o tema abordado nesse episódio. Foi muito triste o plot do Amenadiel e Caleb, mas importante para mostrar e tentar conscientizar as pessoas sobre a dura realidade em que ainda vivemos.

Já Lucifer descobriu por Chloe sobre a profecia que o padre Kinley está tanto tentando evitar e por isso resolveu terminar com Eva. Foi engraçada a sequência em que o consultor da polícia tentou terminar com ela, que se adaptou totalmente às situações, acabando com os planos dele. No entanto, as cenas foram um ótimo refúgio em meio ao turbilhão dramático e de tensão que foi o episódio. O começo com Ella e Dan sem jeito um com o outro também foi bem divertido. Sabia que não duraria muito esse lance dos dois, ainda mais que a cientista deve descobrir em breve que foi o policial o responsável por Jacob Tiernan ter mandado invadir o apartamento de Luci no episódio passado.

Tadinho do diabo se sentindo mal por se odiar. As conversas com Chloe e Eva quando ele disse que não gosta do jeito que é quando está com elas me partiu o coração. Não se odeie, Luci, você tem vários fãs aqui!

E uma dupla inesperada se mostrou com uma ótima química. Maze e Eva só tinham tido algumas pequenas interações anteriormente e a relação entre elas não havia sido muito explorada ainda. No entanto, com Lucifer indo para o trabalho e Maze tendo mais de vinte encontros sem sucesso, elas se encontraram na Lux, acabaram batendo um bom papo e se conhecendo melhor. Não sei ainda o que esperar disso, mas Dan já deu a deixa que a melhor amiga de Linda pode estar se interessando pela namorada do ex-chefe. Há, então, a possibilidade de surgir um casal promissor por aí. O que vocês acham? Curtiriam o par? 

Essa foi a review de Super Bad Boyfriend, que como já falei acima me emocionou e me tocou de uma forma única. E vocês… gostaram do episódio e choraram assim como eu? Fiquem atentos que só faltam mais dois para o fim da temporada, que, pelo que parece, promete ser arrasador. Até a próxima!

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Luiza Pinheiro

Carioca da gema e jornalista de corpo e alma. A primeira série que viu mesmo, aquela que a deixou viciada, foi One Tree Hill. Depois disso nunca mais parou e engatou uma depois da outra. Também ligada em cinema, não perde uma cerimônia do Oscar.

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